A Escolha de Cair

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Mahatma Dasa

Cair não é falhar, pois podemos perder uma batalha sem perder a guerra. Mas, afinal, o que é cair da vida espiritual? Isso é uma escolha nossa, ou algo além de nosso domínio? O que podemos aprender a partir de uma queda? É possível ter entusiasmo depois desse acontecimento de emoções intensas? A batalha interna pode ser grande, mas estar fixo e forte na vida espiritual é uma luta que merece ser travada.

O que é cair? Quebrar os quatro princípios reguladores ou abandonar o serviço devocional é normalmente considerado “cair”. Embora o foco principal deste artigo sejam as dificuldades em seguir os princípios, pretendo fazer uma abordagem positiva de como lidar com qualquer tipo de contratempo na vida espiritual.

Cair acontece com muitos devotos e isso pode ser desencorajador. Isso pode até mesmo levar alguns a desistir.

“Mulheres e riquezas são grandes problemas para um devoto no caminho de volta ao Supremo. Muitos devotos determinados na linha devocional são vitimados por esses obstáculos e acabam por desistir do caminho da libertação”. (Srimad-Bhagavatam 1.2.17)

Apesar do fato de que “muitos devotos determinados são vitimados”, Srila Prabhupada pregou muito seriamente sobre não quebrar os votos de iniciação. Ele disse uma vez que apenas um animal é incapaz de manter sua promessa. Disse também que uma pessoa não é um cavalheiro, o que dirá um devoto, se não é capaz de manter sua promessa, e adicionou que “amor” significa seguir os votos de iniciação. (Naturalmente, ele fez distinção entre uma queda ocasional e acidental e quedas contínuas.)

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Srila Prabhupada pregou muito seriamente sobre não quebrar os votos de iniciação.

Muitos devotos acham tais palavras purificantes e rejuvenescedoras, exatamente o que precisavam para se manterem comprometidos com seus votos. Todavia, se não estamos seguindo regularmente todos os nossos votos, tais palavras podem afetar negativamente nosso estado de espírito. Elas podem causar culpa, vergonha ou até mesmo depressão.

“Porque, se eu estou caído, eu sou uma pessoa dividida. Eu tenho um conjunto de ideias em meu interior – a voz do meu mestre espiritual, a voz da comunidade, a voz de Krishna falando comigo: ‘Este é o caminho que você deve seguir’. E minha percepção pessoal é ‘Eu não estou nesse caminho’. Assim, a pessoa desenvolve um sentimento um tanto quanto desconfortável”. (Ravindra Svarupa, artigo “Falldown From Spiritual Life”)

A Escolha de Cair

Para nossa boa fortuna, estar caído não é nossa posição constitucional. Essa é uma posição que escolhemos, mesmo que nem sempre pareça ser nossa escolha. Contudo, somos responsáveis por nossas ações. Se alguém grita com você e você iradamente a ataca de volta, você é responsável por agir assim. Você poderia ter escolhido perdoar aquela pessoa, pedir desculpas, abraçá-la ou tocar seus pés.

“Espera aí! Krishna não fala no Bhagavad-gita que as atividades são executadas pelos três modos da natureza e que eu apenas acho que estou fazendo atividades? E Ele também não diz que somos forçados a agir de acordo com a natureza que adquirimos? Como você pode dizer que eu sempre tenho escolhas? Prabhu, eu sou um kshatriya. Se alguém gritar comigo, eu dou um soco bem na cara dele! Eu não sou nenhum brahmana. Eu não saio por aí abraçando pessoas que gritam comigo”.

Se os modos da natureza são responsáveis por nossas ações, não haveria nenhum significado para karma. Se somos todos irremediavelmente forçados a agir, por que teríamos que prestar contas de nossas ações? E por que Krishna Se daria ao trabalho de dizer-nos o que devemos e o que não devemos fazer se não temos nenhum controle sobre nossas escolhas?

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Estar caído é uma posição que escolhemos, mesmo que nem sempre pareça ser nossa escolha.

O Vedanta-sutra (2.3.31) diz: “A alma tem de ser executora de ações porque as injunções escriturais têm de ter algum propósito”.

Baladeva Vidyabhushana diz que as injunções shastricas que afirmam que se obtêm diferentes resultados a partir de diferentes ações seriam sem nenhum sentido se os modos da natureza fossem a causa última de nossas ações.

Portanto, se alguma vez tivemos dificuldades em seguir nossos votos ou princípios, o melhor é assumirmos honestamente nossas falhas. Ou seja, admitirmos que fizemos a escolha de cair. Algo muito grandioso acontece quando admitimos que nós mesmos escolhemos não seguir certos princípios: nós nos damos conta de que, nesse exato momento, nós podemos escolher segui-los. E mesmo que não esteja tendo dificuldade em seguir os quatro princípios reguladores, você pode adotar essa postura escolhendo conscientemente melhorar seu serviço e superar maus hábitos.

Lamentação é Sinônimo de Purificação

Prabhupada nos aconselhou nos sentirmos arrependidos e com remorso de nossas atividades pecaminosas do passado. Isso nos ajudará a nos retificarmos. A seguinte oração do Srimad-Bhagavatam (6.2.35) exemplifica tal arrependimento:

“Eu sou um grande pecador, mas, como adquiri esta oportunidade, devo controlar por completo minha mente, vida e sentidos e sempre me ocupar em serviço devocional. Assim, talvez eu nunca mais caia na escuridão e na ignorância do mundo material”.

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Sentirmo-nos arrependidos de nossas atividades pecaminosas nos ajudará a nos retificarmos.

Note que uma perigosa alternativa para “arrependimento” é “sentir-se extremamente culpado”. Prabhupada diz que é útil “um pouco de culpa”. Normalmente, o sentimento de culpa excessiva joga-nos em um espiral que faz ser cada vez mais difícil seguir os próprios princípios por causa dos quais estamos nos sentindo culpados. Em outras palavras, quanto mais culpados nos sentimos, menos seguimos os princípios. E quanto menos os seguimos, mais culpados nos sentimos por não fazê-lo: assim ficamos presos em um ciclo vicioso.

A boa notícia é que não precisamos ficar caídos se não quisermos. Não importa quantas vezes tenhamos caído, não importa quão grande tenha sido nossa queda, nós sempre poderemos fazer algo quanto a isso; nós podemos escolher não mais cair. Porém, só poderemos fazer isso quando decidirmos querer ser conscientes de Krishna mais do que qualquer outra coisa. Quando seguirmos os princípios porque “queremos” e não tanto porque “temos”, nós estaremos em uma posição segura. Nós estamos simplesmente nos enganando quando culpamos algo além de nós por estarmos caídos. Por fazer isso, nós praticamente deixamos escapar o poder que temos de nos retificarmos.

Então, o grande solucionador dos problemas que temos a nosso dispor é nosso desejo de sermos conscientes de Krishna.

Entusiasmo Depois da Queda

Ser entusiasta na consciência de Krishna após uma queda pode, a princípio, soar contraditório. Eu sei muito bem disso porque eu já me senti desencorajado simplesmente por ter tido um sonho onde eu caía ou por minha mente persistir muito em um pensamento pecaminoso. Então, como podemos ser entusiastas após quebrar um voto ou cometer alguma atividade pecaminosa?

A verdade é que se não nos tornarmos entusiastas quanto a melhorarmos pessoalmente, nós teremos dificuldades em seguir em frente. Nós podemos lamentar e sentir remorso por nossa condição caída e, ao mesmo tempo, sermos entusiastas em bhakti. Nós percebemos essa postura em várias orações de nossos acharyas: de um lado, eles estão lamentando por estarem caídos; de outro, demonstram um intenso desejo de alcançar os pés de lótus de Krishna. Tais “emoções negativas” podem ser o derradeiro ímpeto que nos conduzirá a progredir mais e mais. Como? Elas nos fazem ficar revoltados com nossa situação de caídos, como no ditado: “Estou cansado de estar cansado”.

Quando ficamos doentes, nós não pensamos: “Bom, eu estou doente e fraco, então qual a necessidade de me cuidar?”, senão que nos cuidamos imediatamente. Assim, se caímos durante nossas práticas espirituais, não faz sentido fazermos a mesma coisa – cuidarmos melhor de nossa vida espiritual?

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Quando ficamos doentes, nós não pensamos: “Bom, eu estou doente e fraco, então qual a necessidade de me cuidar?”

“Tudo bem”, você diria, “faz sentido. Porém, o que acontece é que, quando eu não estou seguindo todos os meus votos ou não estou praticando a vida espiritual, eu não tenho entusiasmo. Por isso, seu discurso é contraditório. Entusiasmo não é um subproduto de seguir tudo estritamente?”

Sim, isso é verdade, mas também é verdade que precisamos ser entusiastas para nos tornarmos conscientes de Krishna.

Em O Néctar da Instrução, Rupa Gosvami afirma que, primeiramente, devemos ser entusiastas. Se entusiasmo vem naturalmente quando praticamos bhakti, por que Rupa Gosvami se daria ao trabalho de recomendar isso? Ele recomenda isso porque nem sempre somos entusiastas pelo serviço devocional. Diante disso, ele diz: “Seja entusiasta mesmo se você não for entusiasta”.

“Tal entusiasmo deve ser mantido em todas as circunstâncias. Esse é o preço para se entrar no reino de Krishna. E maya está sempre tentando tirar nosso entusiasmo por servir Krishna porque, sem entusiasmo, tudo mais está perdido”. (Carta de Srila Prabhupada)

É Sua a Escolha

Você talvez pense que é artificial ser entusiasta quando isso não é espontâneo. Porém, se você esperar querer ser entusiasta para ser entusiasta, você talvez tenha que esperar por vidas a fio, principalmente se você não está seguindo estritamente seus princípios devocionais. E se eu disser que não tenho entusiasmo para ser humilde? Deveria eu simplesmente não tratar mais ninguém com respeito a partir de agora? Deveria eu satisfazer meu ego a toda oportunidade simplesmente porque não estou com vontade de ser humilde? Eu só devo pensar em mim como um insignificante servo de Krishna se isso vier espontaneamente? Se eu pensar assim, isso nunca virá naturalmente. A verdade é que, para avançarmos na consciência de Krishna, nós temos que fazer aquilo que é favorável para nosso avanço, mesmo se não tivermos vontade de fazer isso. E ser entusiasta é o primeiro tópico da lista. Como disse Prabhupada: “Sem entusiasmo, tudo o mais está perdido”.

Quando eu tenho dificuldades, eu sempre entendo que é o momento mais favorável para maya me desencorajar. Então, nesses momentos, eu me torno duas vezes mais entusiasta que o normal. Você deve estar se perguntando como eu posso me tornar duas vezes mais entusiasta depois de ter “pisado na bola”. Eu apenas me lembro de que, se eu não me tornar duas vezes mais entusiasta, eu provavelmente me tornaria duas vezes mais desencorajado.

A verdade é que você pode se tornar duas vezes mais entusiasta a qualquer momento que você queira. O que aconteceu um minuto atrás não importa – e eu posso provar isso a você. Fique de pé enquanto você continua lendo (fique mesmo, faça isso por mim). Agora coloque seus braços para cima e grite GAURANGA três vezes da forma mais entusiasta que você conseguir. Perceba que não importa o que mais esteja acontecendo à sua vida, você fez isso de forma entusiástica (e se você não fez, por favor faça, assim posso provar o meu ponto).

Portanto, você pode escolher ser entusiasta mesmo que não se sinta entusiasta. E há uma grande vantagem nisso: quando você escolhe ser entusiasta, você começa a se sentir entusiasta. E se você está se sentindo mais entusiasta agora, como resultado de ter gritado GAURANGA, você pode gritar GAURANGA tanto quanto queira.

Lembre-se: se você não escolhe ser entusiasta, você escolhe ser não-entusiasta.

Cair Não É Falhar

Cair só é uma falha se continuarmos caídos. Uma vez que o serviço de maya é nos deixar caídos, ela nos diz que somos fracos, que não somos capazes de seguir os princípios, que nunca seremos bons devotos etc. Se dermos muito ouvido a ela, começaremos a acreditar em suas palavras (e queremos acreditar nelas quando estamos procurando por boas desculpas). Lembre-se: há uma grande diferença entre cair e ser um fracassado.

O que Há de Bom Nisso?

Quando um devoto que caiu se aproxima de mim, eu lhe pergunto: “O que há de bom quanto a ter caído?” Como eles normalmente estão sem motivação, eles normalmente respondem: “Não há nada de bom nisso”. Mas eu continuo perguntando, e, normalmente, o devoto lista todos os erros que o levou a cair. Então, eu pergunto: “E, então, o que você aprendeu disso?” E nós usamos essas lições de forma a assegurar que, tanto quanto possível, isso não aconteça de novo. (Parte da lição que eles aprendem é que eles não são tão conscientes de Krishna quanto pensavam ser.) Então, pergunto: “Se o resultado dessa queda é que você agora entende mais sobre si mesmo e sobre cair, você acha que essa queda pode ser o pilar para o seu sucesso?” De repente, como por mágica, eles vão de desencorajados e aflitos para otimistas quanto a seu futuro na consciência de Krishna.

Assim, se alguma vez você caiu, pergunte a si mesmo: “O que há de bom nisso? O que eu aprendi que pode me ajudar a prevenir para que não aconteça de novo?”. Krishna diz: “Aquele que faz o bem, nunca é vencido pelo mal”, pelo menos não por muito tempo.

O que acontece é que se você acha que pode brincar com maya, você provavelmente terá que apanhar um pouco para aprender a lição. Felizmente, nós aprendemos muito com nossas falhas. “Ou você ganha, ou você ganha experiência”.

Seguindo em Frente

Às vezes, especialmente se alguém caiu feio ou não pôde manter os votos por um longo tempo, é difícil voltar a cantar 16 voltas diariamente e seguir os quatro princípios reguladores. De qualquer forma, independente da situação em que nos encontremos, nós deveríamos, ao menos, estar firmes em manter algum padrão de prática consciente de Krishna diariamente. Nós não perdemos a guerra se perdermos uma batalha; nós perdemos a guerra se nos rendermos (se render a Krishna é diferente, claro). Falhar não significa que você nunca será bem-sucedido; isso apenas significa que pode demorar ainda mais um pouco até lá.

Conta-se uma história de uma pessoa que se aproximou de um guru e pediu para que ele lhe indicasse a direção do sucesso. O guru não disse uma palavra; ele apenas apontou para uma direção distante. Empolgado, o homem saiu correndo e logo se ouviu um som: SPLOFT! O homem voltou mancando em direção ao guru, todo quebrado e machucado. Pensando ter ido na direção errada, ele perguntou novamente onde encontraria o sucesso, e o guru, mais uma vez, apontou o mesmo ponto distante. Com muita fé, ele novamente foi naquela direção e, desta fez, se fez ouvir um SPLOFT! ainda mais alto! Quando o homem voltou, ele estava quebrado e ensanguentado. Um tanto quanto chateado, ele falou com seu guru: “Eu segui suas instruções e tudo o que consegui foram algumas quedas e trombadas. Então, agora, você poderia dizer-me exatamente onde eu posso encontrar o sucesso?”. O guru, finalmente, falou: “O sucesso está onde eu apontei. Ele está apenas um pouquinho depois do SPLOFT!.

Esta é uma Luta Gloriosa

É difícil sempre seguir os próprios votos? Às vezes, segui-los é mais mole do que sopa de minhoca e, às vezes, é um grande desafio. Um pensamento que me ajudou muitas vezes quando eu tinha de lutar comigo mesmo era: esta é uma luta gloriosa. Todos no mundo material estão lutando para conseguir felicidade, gratificação dos sentidos e inúmeros outros objetivos que traçam para si mesmos. Mesmo pessoas preguiçosas estão lutando para evitar trabalhar – e depois lutando para pagar suas contas. No entanto, não há glória em tais lutas porque o resultado final são novos nascimentos e mortes. Na consciência de Krishna, em contraste, os benefícios de se lutar são muito mais elevados – a oportunidade de brincar, atuar, tocar e dançar com Krishna. Assim, se eu tenho de lutar de uma maneira ou de outra, por que não lutar para receber a misericórdia especial de Krishna e voltar para Ele? Por que não lutar por algo glorioso?

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Mostre a Krishna que, apensar das quedas e de todas as dificuldades, você está disposto a resistir às investidas dos seus sentidos para poder se aproximar dEle.

A história a seguir ilustra perfeitamente a “luta gloriosa”. Na Índia, os discípulos costumam fazer madhukari para seus gurus (coletar alimentos de diferentes casas). Durante o verão de Vrindavana, os discípulos saem cedo para evitar o grande calor. Todavia, havia um discípulo que sempre saía à tarde. Porque era realmente muito quente naquele horário, as pessoas das quais ele mendigava ficaram preocupadas com ele. Então, foram até seu guru e pediram para que ele o deixasse mendigar pela manhã. O guru disse que era melhor ele sair durante a tarde. Eles não podiam acreditar que o guru pudesse ser tão insensível ao sofrimento do discípulo. Ao que ele adicionou: “Porque Krishna está dando a ele mais misericórdia, devido ao maior esforço que ele faz para servir”.

Assim, quando em momentos difíceis, momentos que lhe fazem pensar “para que isso?”, pense nisso como uma grande oportunidade dada por Krishna para você mostrar a Ele que, apensar das quedas e de todas as dificuldades, você está disposto a resistir às investidas dos seus sentidos para poder se aproximar dEle. Use essa oportunidade para mostrar a Krishna que você O quer mais do que qualquer outra coisa.

E, então, adivinha o que acontecerá? Guru e Krishna darão a você misericórdia especial. E como é tal misericórdia? Ela virá na forma de força, inteligência e determinação: tudo o que você precisa para ficar de pé e lutar.

Exercício

Faça um brainstorm, “chuva de ideias”, para contornar, superar parcialmente ou superar totalmente obstáculos que dificultam seguir estritamente seus votos e práticas devocionais. Para cada obstáculo com que você se depare, traga três diferentes estratégias para lidar com isso.

Há várias estratégias que funcionarão, mas você só as encontrará se usar seu tempo procurando por elas. Tudo começa quando se pergunta: “Como poderei resolver este problema?” Procure e descobrirá. Bata na porta e alguém abrirá. Krishna está em seu coração. Ele vai ajudar você.

Aqui vai uma sugestão para lidar com suas maiores fraquezas. Trace táticas para o jogo. Faça uma lista de cinco coisas corretas que você pode fazer quando estiver prestes a fazer alguma coisa errada (errado pode ser, por exemplo, simplesmente perder tempo fazendo algo que não precisa fazer). Tenha sua lista de táticas em mãos e, quando se deparar com o desejo de fazer algo errado, saque de sua lista e escolha uma ou mais coisas dali para fazer.

Tais cinco coisas podem incluir ligar para um amigo que conheça e entenda sua situação, alguém que possa dar à sua mente um primeiro “contra-argumento”. A lista pode trazer: uma caminhada cantando japa, escrever em um grupo de devotos no Facebook, entrar em um banho frio, comer uma bolinha doce – qualquer coisa que coloque um intervalo entre a ação impulsiva e a verdadeira escolha de agir.

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