Não Tema o Fim da Vida: Tema que a Vida Talvez Nunca Comece

13 I (artigo - Evoluç¦o Espiritual) N¦o Tema o Fim da Vida (502) (sankirtana)Chaitanya Charana Dasa

Estamos realmente vivendo, ou apenas respirando?

Todos nós tememos a morte. Entre todas as nossas posses, a vida é a mais preciosa porque, sem ela, não podemos desfrutar de nenhuma outra posse. Naturalmente, estimamos a vida.

Paradoxalmente, entretanto, não estimamos a vida consistentemente. Embora nos aterrorize a ideia de perdermos a vida subitamente, nem mesmo notamos que estamos perdendo a vida gradualmente, momento após momento. Nós prontamente, e até mesmo avidamente, deixamos muitos de nossos momentos passarem com trivialidades e bugigangas: trivialidades como fofoca, e bugigangas como um novo aparelhinho.

Se olharmos para trás em nossa vida, estimamos o tempo que dedicamos a tais trivialidades e bugigangas? Raramente, ou talvez nunca.

Os momentos que estimamos, em geral, são os momentos em que estivemos absortos em algo muito maior do que nós – esforçando-nos para concretizar uma aspiração nobre ou ajudando alguém altruisticamente. Esses são os momentos em que de fato vivemos a vida. Durante o restante do tempo, nós, na maioria dos casos, apenas existimos e assistimos a vida acontecer para nós.

A sabedoria do Bhagavad-gita, a obra mais popular da sabedoria da Índia antiga, nos apresenta a melhor causa pela qual viver: o amor. O amor se torna perenemente jubiloso quando direcionado a um objeto externo de amor: Deus, Krishna. Ele é, como o Bhagavad-gita (14.4) indica, o parente de todas as entidades vivas, em razão do que, amando-O, amamos todos como membros de uma única família universal. Todos nós, como almas, temos um amor espiritual original por Krishna, um amor que agora está encoberto e mal direcionado em razão de nossas obsessões mundanas. Podemos reviver esse amor mediante a prática de bhakti-yoga.

Uma vez que experimentemos a completude que nasce do bhakti-yoga, entendemos que essa prática marca o começo de nossa vida real, a vida baseada na realidade de quem somos – almas, amadas partes de Krishna. Compreendemos de fato, como o Bhagavad-gita (3.16) indica, que a vida sem conexão espiritual é uma vida fútil, uma vida perdida em buscas esquecíveis e triviais.

A prática de bhakti-yoga não exige que renunciemos tudo o que é material, mas apenas que harmonizemos o material com o espiritual, usando nossos recursos materiais a serviço de Krishna e para o bem-estar holístico de todos, incluindo nós mesmos.

Insights em bhakti revisam nosso entendimento do que é digno de ser temido – não o fim da vida, porque a vida inevitavelmente se encontrará com seu fim no nível material. O que é digno de se temido é que a vida talvez nunca comece, que talvez cometamos a imprudência de protelar a oferta de amor a Krishna e, destarte, impeçamos a vida de começar e continuar. E isso continuará eternamente, haja vista que o amor a Krishna, sendo espiritual, continua além da destruição corpórea – na indestrutível esfera do amor divino.

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