A Opulência do Absoluto

A Opulência do Absoluto

Bhagavan Dasa Bhakti-shastri

A Suprema Personalidade de Deus disse:

Porque és Meu querido amigo
Para o teu benefício
Te instruindo continuarei

Ó Arjuna de constituição vigorosa
Recebe de mim a instrução suprema
A qual te transmito agora

Nenhum semideus
Nem os grandes sapientes
São de Minhas glórias cientes
Pois, sob todos os aspectos
Todo senciente é um subordinado Meu

Quem Me conhece como o não-nascido
Como aquele que não tem princípio
Como o Senhor de todos os mundos
Somente este entre todos os encarnados
Não se deixa iludir, e é livre de todo pecado

Medo, clemência
Destemor, não-violência
conhecimento, nascimento, acabamento
Equanimidade e inteligência

Controle dos sentidos, veracidade
Controle da mente, caridade
Fama, felicidade
Estar livre de dúvida e ilusão
Infâmia, aflição
Satisfação, austeridade

Apenas por Mim são criadas
Todas as muitas qualidades

E os mais antigos sábios da alvorada
E os progenitores da humanidade
Nascem da Minha mente
E todos os residentes
Das várias moradas
Descendem nessa linhagem

Quem se convence
De Minha opulência
Ocupa-se com reverência
No serviço devocional puro

Eu sou a fonte de todos os mundos
E tudo o que existe emana de Mim
Assim, os sábios que isto conhecem
Ocupam-se, então, em serviço devocional
E adoram-me de todo o coração

Reside em Minha pessoa
O pensar da alma pura
Sua vida, ela devota a Mim
E destarte se sente segura

Regozija-se em boa-ventura
Sempre se iluminando
Em conversas sobre Mim
E estar entre os devotos
É sua grande fortuna

Àqueles constantemente devotados
Ao serviço devocional, ao amor extático
Eu dou a compreensão pela qual
Vir a Mim eles podem

Para lhes mostrar misericórdia especial,
Eu, residindo em seus corações, destarte,
Com a candeia brilhante da ciência espiritual
Findo as trevas procedentes da necedade

Arjuna disse:

Sois o Brahman Supremo
E Vossa forma é a mais atrativa
A qual a todos purifica

Vós sois a pessoa original
Eterna e transcendental
Não-nascida e imperativa

Narada, o sábio entre os devas
Certeza confere às palavras minhas
Asita, Vyasa e Dêvala, fazem-me rima
Ademais, Vós mesmo tudo confirmais

Aceito tudo o que me dissestes por amor
Nem Brahma nem Shiva, ó Senhor
Tampouco os demônios, entendo
Vosso advento podem compreender

Somente Vós tendes o poder de Vos conhecer
Ó Pessoa Suprema, origem de tudo
Senhor de todos os seres
Deus dos deuses
Senhor dos mundos

Todas as opulências divinais
Com as quais Vós penetrais
Todos estes mundos, ó Senhor
Descrevei-me, por favor

Ó maior de todos os místicos
Como em Vós eu medito?
Como conhecer-Vos eu devo?

Me instigastes a querer mais de Vosso verbo
Falai-me em detalhes, por obséquio
Acerca de Vossa opulência mística
Pois não me canso de ouvir sobre Vós
Ó algoz do mundo ateísta

A Suprema Personalidade de Deus disse:

Falar-te-ei, esteja seguro
Acerca de Minha beleza
Ó melhor da dinastia Kuru
Mas apenas o que é de destaque
Pois é infinita a Minha grandeza

És qualificado para a meditação
Porquanto acima do sono estás
Ouve-me, então, descrever o Meu poder

Em todos os seres
Resido no seio
Eu sou o início deles
Também o fim e o meio

Dentre os doze Adityas, sou Vishnu
Dos luzeiros, sou o Sol e a beleza sua
Dentre os ventos, sou Marici
E entre as estrelas, sou a Lua

Entre os Vedas, sou o Sama
Entre os deuses, o rei do paraíso
Entre os sentidos, a mente
E nos seres, a força vivente

Dos yaksas e raksasas, sou o senhor do tesouro
Dos oito Vasus, sou o deus do fogo
Dos onze destruidores, sou Shiva
E das montanhas, sou Meru, ó filho de Prita

Dos sacerdotes, sou Brhaspati, o principal
Sou também Skanda, o melhor general
E dos corpos d’água, sou o mar

Dos ritos, sou o cantar, os nomes de Deus
Dos objetos inertes, o Himalaia sou Eu
Daqueles de grande erudição, sou Bhrigu
E representa-Me o Omkara entre toda vibração

De todas as árvores, sou a figueira-de-bengala
No planeta dos músicos, sou o cantor Citrarata
Dos sábios entre os devas, sou Nárada, com certeza
E entre os seres perfeitos, sou Kapiladeva

Dos cavalos, sou Ucchaisrava
Dos elefantes imponentes, sou Airavata
E dentre os homens, sou o monarca

De todas as armas, sou o raio
Das vacas, sou o leite ilimitado
Sou o Cupido na geração do filho, sê ciente
E sou Vasuki, a grande serpente

Das cobras de muitos capelos, sou Ananta
Dos punidores, sou o semideus Yama
Dos aquáticos, Varuna sou Eu
E Aryama entre quem morreu

Entre os caídos, sou Prahlada e sua devoção
Sou o tempo dentre os dominadores
Garuda entre os voadores
E dos animais terrestres, o leão

Entre os movedores, sou o vento
Dos rios que correm, sou o Ganges
Dos peixes, sou aquele que baleias come
E dos armidoutos, sou Rama, o rei de renome

Eu sou a criação e a destruição
E também o mantenimento, ó Arjuna
De todas as ciências, sou a autorrealização
E entre os recursos lógicos, a conclusão

Das letras, sou a letra a
Dos verbos compostos, o composto duplo
Dos criadores, sou Brahmá
E sou o tempo resoluto

Entre os tipos de morte
Sou a morte do absoluto esquecimento
E nas mulheres, sou o discernimento
A fala cortês, a fama e a firmeza
Memória, paciência e beleza

Dentre os poemas, sou o Gayatri
Dos hinos do Sama Veda, sou o Brhat-sama
O melhor dos meses margashirsha se chama
Das estações, Minha favorita, a primavera florida

Do esplêndido, o esplendor
Nos homens vigorosos, o vigor
Entre os que se enganam, sou a jogatina
Entre os conquistadores, a conquista

Dos Vrsnis, sou Balarama e Vasudeva
Dos Pandavas, o conquistador de riquezas
Vyasadeva Eu sou entre os sabedores
E o mestre dos demônios entre os pensadores

Sou o castigo na repressão à ilegalidade
E dos meios para o êxito, a moralidade
Das coisas secretas, sou o silêncio
E nos conhecedores, o conhecimento

Ó Arjuna, acerca disto reflete:
Não há ser algum, móvel ou inerte
Que possa existir sem Mim

As opulências Minhas não têm fim
Ó subjugador do inimigo
Apenas pouco compartilhei contigo

Ó Arjuna, tudo aquilo
Meu querido amigo
Suntuoso, belo e majestoso
É mero fragmento
De Meu esplendor infinito

Adquira o Bhagavad-gita Como Ele É, de A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada:

04 I (poema) A Opulência do Absoluto (1000) (poema) (rev)2

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2 Respostas

  1. Migeul almeida

    Bom, o meu comentário
    quero simplismente agradescer
    vós por me ajudar!

    Mas quero fazer um comentário
    como é que se faz para se livrar de uma
    opressão maliga de peseguição pessoal
    pois a nove convivo
    com pessoas que fazem de tudo
    para me desestabilizar-me como
    pessoa como homem é
    ataques de todos os tipos
    que se pode imaginar!

    Preciso de ajuda! Mesmo eu não
    dando importâncias, mais queria
    muito conversar com uma peesoa
    que podesse dar-uma orientação!

    Por mais agradeço!
    Um linda dia a todos
    Bom sábado!

    13 de abril de 2013 às 8:29 AM

    • Hare Krishna, amigo Miguel Almeida! Tudo bem?

      Há um devoto na ISKCON Brasil que há muitos anos se dedica a dar orientações por e-mail e faz isso com muita alegria e competência. Sugerimos que mantenha contato com ele para que narre em detalhes as perseguições pelas quais vem sofrendo a fim de que juntos encontrem uma solução possível. Seu nome é Giridhari Dasa. Seu Facebook é: http://www.facebook.com/giridhari.pandavas?fref=ts, e seu e-mail é: gd@pandavas.org.br. Temos certeza de que será de grande valia o contato.

      Hare Krishna!

      13 de abril de 2013 às 2:34 PM

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