Espiritualistas de Fachada

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Uma Entrevista com A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada

Srila Prabhupada comenta sobre os muitos “gurus” recém-chegados no Ocidente na década de 1960 que prometiam – entre outras coisas – poder, influência, domínio do estresse e salvação. Essa entrevista sem censura expõe muitas das práticas e filosofias “religiosas” da atualidade, e Srila Prabhupada afirma que os enganados são tão culpados quanto os enganadores.

Jornalista: Acho que um enorme número de nossos leitores e um enorme número de pessoas nos Estados Unidos estão terrivelmente confusos com os muitos sujeitos que alegam serem gurus e deuses e que surgem neste país, um após o outro.

Srila Prabhupada: Eu digo que todos eles não passam de uma grande bobagem.

Jornalista: Por exemplo, o que pensar do famoso guru que vende mantras de meditação?

Srila Prabhupada: Ele é o mais baixo – eu digo publicamente. A partir da conduta dele, posso compreender que ele é o canalha número um. Mas o que é incrível é que a população nos países ocidentais é supostamente avançada… Como está sendo enganada por esses tolos?

Jornalista: Bem, acho que as pessoas estão procurando por algo, e então ele chega…

Srila Prabhupada: Sim, mas querem algo muito barato – eis a falha. Agora, aos nossos discípulos, não damos nada barato. Nossa primeira condição é o caráter – caráter moral. Entende? A menos que a pessoa esteja seguindo estritamente os princípios morais, nós não a iniciamos, não a aceitamos nesta instituição. E esse dito guru tem falado às pessoas: “Simplesmente façam o que queiram. Apenas me paguem trinta e cinco dólares e lhes darei um mantra”. Percebe? Então, as pessoas querem ser enganadas, daí muitos enganadores virem. As pessoas não querem se submeter a nenhuma disciplina. Como têm dinheiro, pensam: “Pagaremos e imediatamente conseguiremos tudo o que desejamos”.

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As pessoas querem ser enganadas, daí muitos enganadores virem.

Jornalista: Paraíso instantâneo.

Srila Prabhupada: Sim. Essa é a sua tolice.

Jornalista: Permita-me perguntar ao senhor. Tenho minha opinião, mas gostaria de ouvir a sua. Por que o senhor acha que os jovens hoje estão se voltando cada vez mais para as religiões de base oriental?

Srila Prabhupada: Porque sua visão materialista da vida não os satisfaz mais. Nos Estados Unidos, especialmente, vocês têm desfrute o bastante. Vocês têm alimento o suficiente, mulheres o suficiente, vinho o suficiente, casas o suficiente – tudo é o suficiente. Ainda assim, têm desorientação e insatisfação – mais no seu país do que na Índia, que é considerada muito pobre. Mas você verá na Índia que, embora sejam muito pobres, os indianos continuam sua antiga cultura espiritual. Assim, as pessoas não estão tão perturbadas. Isso demonstra que o avanço material não pode satisfazer alguém. Se realmente querem satisfação, as pessoas têm que adotar a vida espiritual, e isso as tornará felizes. Todas essas pessoas estão em trevas. Não há esperança. Não sabem para onde estão indo; não têm meta. Contudo, quando você se situa espiritualmente, você sabe o que você está fazendo e para onde está indo. Tudo fica claro.

Jornalista: Em outras palavras, o senhor considera que a religião de base ocidental – seja uma sinagoga ou uma igreja ou qualquer coisa – fracassou no empenho de apresentar a vida espiritual? O senhor diria que a mensagem deles não é relevante? Ou o caso é que não souberam apresentar sua mensagem apropriadamente?

Srila Prabhupada: Consideremos a Bíblia. Foi falada muitíssimo tempo atrás a povos primitivos que viviam no deserto. Esses povos não eram muito avançados. Então, naquele tempo, no Antigo Testamento, era o bastante dizer: “Deus existe e Deus criou o mundo”. Isso é fato. Agora, no entanto, as pessoas são cientificamente avançadas e querem saber em detalhes como a criação aconteceu. Entende? Infelizmente, essa explicação detalhada e científica não está na Bíblia. E a Igreja não pode dar nada além disso. As pessoas, por conseguinte, não estão satisfeitas. Simplesmente irem oficialmente à igreja para oferecerem orações não lhes é algo chamativo.

Ademais, os ditos líderes religiosos não seguem nem mesmo os princípios religiosos mais básicos. Por exemplo, no Velho Testamento, há os Dez Mandamentos, e um deles é: “Não matarás”. Matar, no entanto, é uma atividade muito proeminente no mundo cristão. Os líderes religiosos estão sancionando matadouros e inventaram uma teoria que diz que os animais não têm alma. “Usemos esse argumento para matar”.

Quando perguntamos: “Por que estão cometendo esse ato pecaminoso de matar?”, os padres se recusam a discutir o assunto. Todos se calam. Isso significa que estão desobedecendo deliberadamente os Dez Mandamentos. Então, onde estão os princípios religiosos? Declara-se com absoluta clareza: “Não matarás”. Por que estão matando? Como responder a isso?

Jornalista: Você está perguntando a mim?

Srila Prabhupada: Sim.

Jornalista: Bem, “Não matarás” é obviamente ético… e é atemporal e válido. Mas o homem não está realmente interessado…

Srila Prabhupada: Sim, correto. Não estão realmente interessados em religião. É simplesmente fachada. Se você não segue os princípios reguladores, onde está sua religião?

Jornalista: Não estou discutindo com o senhor. Eu não poderia estar mais de acordo com o senhor. Concordo plenamente. Não faz nenhum sentido. “Não matarás”. “Não terás outros deuses além de Mim”. “Não desejarás a propriedade alheia”, “Honrar pai e mãe”… São belos…

Srila Prabhupada: “Não desejarás a mulher do teu próximo”… Mas quem está seguindo isso?

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Quem está seguindo o princípio “Não desejarás a mulher do teu próximo”? Se você não segue os princípios reguladores, onde está sua religião?

Jornalista: Pouquíssimos.

Srila Prabhupada: Como, então, podem se dizer religiosos? E sem religião, a sociedade humana é sociedade animal.

Jornalista: Tudo bem, mas permita-me perguntar-lhe isto: De que modo sua interpretação difere da ética judaico-cristã dos Dez Mandamentos?

Srila Prabhupada: Não há diferença alguma. Porém, como eu disse a você, nenhum deles está seguindo estritamente os Dez Mandamentos. Portanto, apenas digo: “Por favor, sigam os mandamentos de Deus”. Essa é a minha mensagem.

Jornalista: Em outras palavras, o senhor está solicitando-lhes que obedeçam a esses princípios.

Srila Prabhupada: Sim. Não digo que cristãos devam se tornar hindus. Eu simplesmente digo: “Por favor, obedeçam a seus mandamentos”. Farei de vocês melhores cristãos. Essa é a minha missão. Eu não digo: “Deus não está em sua tradição – Deus está apenas aqui na nossa”. Digo apenas: “Obedeçam a Deus”. Eu não digo: “Vocês têm que aceitar que o nome de Deus é Krishna e nenhum outro”. Não. Eu digo: “Por favor, obedeçam a Deus. Por favor, tentem amar a Deus”.

Jornalista: Se sua missão e a missão da ética judaico-cristã ocidental são as mesmas, permita-me perguntar novamente por que os jovens, ou as pessoas em geral, estão desiludidos e estão se voltando às religiões de base oriental? Por que estão se voltando ao Oriente se ambas são iguais?

Srila Prabhupada: Porque o judaísmo e o cristianismo não estão ensinando de modo prático. Eu estou ensinando na prática.

Jornalista: Em outras palavras, o senhor está ensinando o que o senhor considera ser um método prático e diário para conseguir essa satisfação do espírito humano?

Srila Prabhupada: O amor a Deus está sendo ensinado tanto na Bíblia quanto no Bhagavad-gita. Os religiosos da atualidade, porém, não estão ensinando verdadeiramente como amar a Deus. Eu estou ensinando às pessoas como amarem a Deus – essa é a diferença. Portanto, os jovens estão atraídos.

Jornalista: Tudo bem. Então o fim é o mesmo, mas o método para chegar lá é diferente. Está certo meu entendimento?

Srila Prabhupada: Não. Tanto o fim quanto o método são iguais. Porém, esses ditos líderes religiosos não estão ensinando as pessoas a seguirem o método. Estou ensinando de maneira prática como seguir o método.

Jornalista: Deixe-me perguntar-lhe algo com o que tivemos grandes dificuldades recentemente. O maior problema a impedir que homens e mulheres voltem para o amor a Deus e sigam os Dez Mandamentos é o problema – como posso dizer? –, bem, o problema sexual. Agora, estou dizendo algo que é óbvio. Todos nós passamos por isso.

Srila Prabhupada: Sim, todos.

Jornalista: E não há nada na cultura ocidental ou na religião ocidental que ensine ou ajude os jovens a lidarem com esse difícil problema. Eu passei por isso. Todos nós passamos. Agora, o senhor, em sua mensagem, dá aos jovens algo em que se apoiarem? Em caso positivo, o quê?

Srila Prabhupada: Peço a meus discípulos que se casem. Não permito esse contrassenso de garotos viverem com namoradas. Não. “Você tem que se casar e viver como um cavalheiro”.

Jornalista: Bem, deixe-me ser mais básica. E quando o indivíduo tem quatorze, quinze, dezesseis anos?

Srila Prabhupada: Um ponto é que ensinamos nossos garotos a como se tornarem brahmacharis – como viver a vida de celibato, como controlar seus sentidos. Na cultura védica, o casamento, em geral, não ocorre até que o homem tenha cerca de vinte e quatro ou vinte e cinco anos, e a moça cerca de dezesseis ou dezessete. E porque estão experimentando o prazer espiritual da consciência de Krishna, não estão interessados simplesmente na vida sexual. Assim, não dizemos: “Não se misturem com mulheres”, “parem a vida sexual”. Contudo, regulamos tudo sob o princípio superior da consciência de Krishna. Deste modo, tudo transcorre bem.

Jornalista: Então, seus discípulos não ficam simplesmente mordendo a língua ou os lábios e dizendo: “Eu quero tocá-la” ou “Eu quero tocá-lo”? Há um substituto?

Srila Prabhupada: Sim, um gosto superior. Isso é a consciência de Krishna. E está funcionando: já estou ensinando homens e mulheres ocidentais a como controlarem seu impulso sexual. Meus discípulos que você vê aqui são todos americanos. Eles não são importados da Índia.

Jornalista: Algo sobre o qual quero saber é o que o senhor acha de pessoas como o famoso guru vendedor de mantras, que me passou para trás, bem como muitas outras pessoas. Minha filha ficou muito envolvida com esse tipo de coisa por um tempo. Ela está imensamente desiludida.

Srila Prabhupada: A psicologia é que os ocidentais, especialmente os jovens, estão ansiando por vida espiritual. Agora, se alguém vem a mim e diz: “Swamiji, inicie-me”, eu imediatamente digo: “Você tem que seguir estes quatro princípios – não comer carne, não se envolver com jogos de azar, não se intoxicar e não fazer sexo ilícito”. Muitos vão embora. Mas esse vendedor de mantra não apresenta nenhuma restrição. É como um médico que diz: “Você pode ter os hábitos que queira; simplesmente tome meu remédio e você será curado”. Esse médico será muito popular.

Jornalista: Sim. Ele matará muitas pessoas, mas será muito querido.

Srila Prabhupada: Sim. [risos] E um médico de verdade diz: “Você não pode fazer isso. Você não pode fazer aquilo. Você não pode comer isso”. Isso é uma perturbação para as pessoas. Elas querem algo barato. Portanto, os enganadores vêm e as enganam. Eles aproveitam a oportunidade – porque as pessoas querem ser enganadas.

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Um médico que diz que você pode ter os hábitos que queira será muito popular, mas matará muitas pessoas. Um médico de verdade apresenta várias restrições, porque isso é necessário para a cura.

“Oba! Aproveitemos!” Percebe? Assim, esses indivíduos sem caráter aconselham as pessoas: “Você é Deus – todos são Deus. Você apenas tem que redescobrir – você simplesmente esqueceu. Pegue este mantra e você se tornará Deus. Você se tornará poderoso. Não há necessidade de controlar os sentidos. Você pode beber. Você pode ter vida sexual irrestrita e fazer tudo o que queira”.

As pessoas gostam disso. “Oh! Simplesmente por meditar por quinze minutos me tornarei Deus e tenho que pagar apenas trinta e cinco dólares”. Milhões e milhões de indivíduos estarão dispostos a isso. Para os estadunidenses, trinta e cinco dólares não é muito. Porém, multiplicado por um milhão, são trinta e cinco milhões. [risos]

Não podemos blefar dessa maneira. Dizemos que, se você quer vida espiritual, você tem que seguir restrições. O mandamento é: “Não matarás”. Então, não direi: “Sim, você pode matar – o animal não tem sentimento, o animal não tem alma”. Não podemos blefar dessa maneira. Tente entender.

Jornalista: Esse tipo de coisa desencantou uma enorme quantidade de jovens.

Srila Prabhupada: Então, por favor, tente nos ajudar. Este movimento é excelente. Ele ajudará seu país. Ajudará toda a sociedade humana. Trata-se de um movimento genuíno. Não estamos blefando ou enganando. É autorizado.

Jornalista: Autorizado por quem?

Srila Prabhupada: Autorizado por Krishna, Deus. Na Índia, esta filosofia da consciência de Krishna tem milhões e milhões de seguidores – oitenta por cento da população. Se você entrevistar qualquer indiano, ele será capaz de falar muitíssimas coisas sobre a consciência de Krishna.

Jornalista: O senhor realmente acha, de um ponto de vista bem prático, que seu movimento tem chance de se estabelecer nos Estados Unidos?

Srila Prabhupada: Pelo que vejo, há grande chance. Não dizemos: “Abandone sua religião e venha para nós”. Dizemos: “Ao menos, siga seus próprios princípios. E então, se você quiser, estude conosco”. Algumas vezes, embora estudantes tenham seu diploma de mestrado, acontece de irem a universidades estrangeiras para estudar mais. Por que isso acontece? Querem mais esclarecimento. Similarmente, qualquer escritura religiosa que você acaso siga esclarecerá você. Porém, se você encontra mais neste Movimento para a Consciência de Krishna, por que não deveria aceitar isso? Se você é sério em relação a aprender sobre Deus, por que você deveria dizer: “Ah, sou cristão”, “Sou judeu”, “Não posso ir à sua reunião”? Por que você deveria dizer: “Ah, não posso autorizar que você fale em minha igreja”? Se estou falando sobre Deus, que objeção você pode ter?

Jornalista: Bem, eu não poderia estar mais de acordo com o senhor.

Srila Prabhupada: Estou disposto a conversar com qualquer homem consciente de Deus. Delineemos um programa para que as pessoas possam se beneficiar. Porém, querem seguir à sua maneira estereotipada. Se vemos que, por seguir um tipo particular de princípio religioso, a pessoa está desenvolvendo amor por Deus, eis uma religião de primeira classe. Contudo, se a pessoa está simplesmente desenvolvendo seu amor pelo dinheiro, que tipo de religião é essa?

Jornalista: O senhor está certo.

Srila Prabhupada: Este é o nosso teste: você tem que desenvolver amor por Deus. Não dizemos que você tem que seguir o cristianismo ou o maometismo ou o judaísmo ou o hinduísmo. Simplesmente queremos ver se você está desenvolvendo amor pelo Supremo. Mas eles dizem: “Quem é Deus? Eu sou Deus”. Percebe? Ensina-se a todos hoje em dia que eles próprios são Deus.

Jornalista: O senhor tem visto fotos de um homem sorridente com um bigode? Antes de morrer, ele disse que era Deus.

Srila Prabhupada: Ele era Deus? Ele foi mais um patife. Veja como isso está acontecendo. Ele estava se promovendo como Deus. Isso significa que as pessoas não sabem o que é Deus. Suponha que me aproxime de você e diga que sou o presidente dos Estados Unidos. Você aceitará?

Jornalista: [risos] Não, não acho que aceitaria.

Srila Prabhupada: Esses patifes! As pessoas os aceitam como Deus porque não sabem o que é Deus – esse é o problema.

Jornalista: É absolutamente absurdo alguém vir até você e dizer que é Deus.

Srila Prabhupada: Contudo, quem quer que o aceite como Deus é igualmente patife. O homem que diz ser Deus é o patife número um. Ele é um enganador. E o homem que é enganado também é patife. Ele não sabe o que é Deus, senão que pensa que Deus é tão barato que você pode encontrá-lo no mercado.

Jornalista: É claro, o conceito ocidental é que o homem é criado à imagem de Deus. Consequentemente, Deus tem que se parecer com o homem de alguma maneira.

Srila Prabhupada: Vocês têm muitíssimos cientistas. Então, simplesmente descubram qual é a verdadeira imagem de Deus, como realmente se parece Sua forma. Onde está o departamento? Vocês têm muitíssimos departamentos – departamento de pesquisa, departamento tecnológico. No entanto, onde está o departamento que pesquisa o que é Deus? Existe semelhante departamento de saber?

Jornalista: Não há nenhum departamento trabalhando na questão de Deus – posso dizer prontamente.

Srila Prabhupada: Essa é a dificuldade. Porém, o Movimento para a Consciência de Krishna é o departamento de como conhecer Deus. Se você estudar conosco, você não aceitará nenhum patife como Deus. Você aceitará apenas Deus como Deus. Estamos ensinando sobre outra natureza, além desta natureza material. Essa natureza material está sendo criada e novamente dissolvida, mas Deus e Sua natureza espiritual são eternos. Nós entidades vivas também somos eternos – sem qualquer fim ou começo. Este Movimento para a Consciência de Krishna está ensinando como podemos nos transferir para a natureza espiritual e eterna, onde Deus reside.

Jornalista: Essa é a busca do homem.

Srila Prabhupada: Sim, essa é a busca. Todos estão tentando ser felizes, pois essa é a prerrogativa da entidade viva. Ela por natureza se destina a ser feliz, mas não sabe onde pode ser feliz. Está tentando ser feliz em um lugar onde há quatro condições miseráveis, a saber, nascimento, velhice, doença e morte. Os cientistas estão tentando ser felizes e fazer os outros felizes. Porém, que cientista deteve a velhice, a doença, a morte e o nascimento? Algum cientista foi bem-sucedido nisso?

Jornalista: Não acho.

Srila Prabhupada: Então, o que é isso? Por que não consideram: “Fizemos muitíssimo progresso, mas que progresso fizemos nessas quatro áreas?” Eles não progrediram em nada. Ainda assim, estão muito orgulhosos de seu avanço em educação e tecnologia. Mas as quatro misérias primárias continuam como sempre foram.

Os cientistas podem ter progredido na esfera médica, mas existe algum remédio que nos permita dizer: “Agora, não há mais doenças”? Existe tal remédio? Não. Então, onde está o avanço dos cientistas? Na verdade, as doenças estão crescendo e assumindo muitíssimas novas formas.

Eles inventaram as armas nucleares. O que há de bom nisso? Simplesmente para matar. Inventaram algo para que nenhum homem morra novamente? Isso seria um grande crédito para eles. Contudo, as pessoas estão morrendo a todo momento, e os cientistas simplesmente inventaram algo para acelerar sua morte. Isso é tudo. Isso diz algo a favor deles? A morte continua sem solução.

E eles estão tentando deter a superpopulação. Entretanto, onde está a solução? A cada minuto, a população cresce em cem pessoas. Essas são as estatísticas.

Portanto, não há solução para o nascimento, não há solução para a morte, não há solução para as doenças e não há solução para a velhice. Mesmo um grande cientista como o professor Einstein teve de se submeter à velhice e à morte. Por que não pôde deter a velhice? Todos estão tentando permanecer jovens, mas qual é o processo? Os cientistas não estão se dedicando à solução desse problema – porque está além do alcance de seus meios.

Eles estão apresentando alguma sorte de embuste – isso é tudo. Contudo, a consciência de Krishna é a solução, e tudo isso é descrito no Bhagavad-gita. Que eles tentem compreender. Que eles ao menos experimentem.

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