Um Resumo da Bhagavad-gita

Kalakantha Dasa

Resumo, capítulo a capítulo, para revisão ou introdução da obra.

Bhagavad-gita significa “a canção [gita] de Deus [Bhagavan]”. Os leitores de todo o mundo reverenciam a Bhagavad-gita como o livro mais importante da literatura védica, o vasto corpo de textos em sânscrito que inclui os Vedas e os tem como fundamento. A Bhagavad-gita é em si apenas um pequeno capítulo do Mahabharata, um livro tão extenso que o livro de recordes Guinness o chama de o mais longo do mundo. No entanto, em seus curtos setecentos versos, a Bhagavad-gita destila a sabedoria de todos os Vedas.

Para entender o contexto da Bhagavad-gita, considere estes incidentes anteriores do Mahabharata. Dhritarastra e Pandu eram irmãos, príncipes herdeiros do trono. Dhritarastra nasceu cego, e, portanto, o reino foi para o jovem Pandu. Pandu gerou cinco filhos (conhecidos como Pandavas), incluindo o incomparável guerreiro Arjuna. Dhritarastra teve cem filhos, liderados pelo ambicioso e perverso Duryodhana. Pandu morreu, e Dhritarastra aceitou o trono como protetor dos jovens Pandavas. Mas a afeição de Dhritarastra por seus filhos obscureceu seu julgamento, levando-o a concordar com as tentativas sinistras de Duryodhana de matar ou derrotar os Pandavas. Essas tentativas falharam, mas, por fim, levaram a uma grande guerra envolvendo praticamente todos os principais reinos da Terra. A batalha entre primos aconteceu na planície de Kurukshetra, ao norte da atual Delhi.

Capítulo 1: Arjuna Desiste

A Bhagavad-gita inicia a história com Dhritarastra perguntando ao seu secretário, Sanjaya, sobre a batalha. Por meio de um benefício especial do sábio Vyasadeva, Sanjaya podia ver todos os detalhes da batalha. Sua visão incluiu a conversa de uma hora de Arjuna com o Senhor Krishna, seu cocheiro, pouco antes do início da guerra.

Como o Senhor Krishna, Ele mesmo um poderoso rei, assumiu os deveres servis de um cocheiro? Antes da batalha, quando ambos os lados buscavam alianças, Krishna ofereceu enviar Seus vastos exércitos para lutar por um lado enquanto serviria pessoalmente, não como guerreiro, do outro lado. Duryodhana ficou encantado por ter os exércitos de Krishna, e Arjuna ficou igualmente satisfeito por ter seu querido amigo Krishna com ele em sua carruagem.

Sanjaya começa sua narração da cena do campo de batalha, revelando a diplomacia e o orgulho característicos de Duryodhana. Depois de elogiar nominalmente seus oponentes, Duryodhana brada em alta voz a superioridade de suas forças, os Kurus. O altamente respeitado Bhisma, o tio-avô tanto dos Kurus quanto dos Pandavas, lidera o exército de Duryodhana. Mas quando os dois lados começaram a rufar estrondosamente os tambores e soaram alto os búzios, é o lado de Duryodhana que se sente intimidado.

Duryodhana estava confiante, mas se abalou quando os búzios foram soados.

Arjuna está cheio de confiança, com o emblema do heroico guerreiro macaco Hanuman na bandeira de sua carruagem. Arjuna pede ao Senhor Krishna para conduzi-lo entre os dois exércitos para que ele possa estudar seus oponentes. Quando Arjuna percebe totalmente que a batalha resultará na morte de muitos parentes queridos, ele, de repente, perde a vontade de lutar. Em choque, ele apresenta ao Senhor Krishna muitas boas razões pelas quais ele decidiu sair da batalha.

Capítulo 2: Reencarnação, Dever e Yoga

“Nunca houve um tempo em que Eu não existisse, nem você, nem todos esses reis; e no futuro nenhum de nós deixará de existir.” (Bhagavad-gita 2.12)

“O que é noite para todos os seres é a hora de despertar para o autocontrolado; e a hora de despertar para todos os seres é noite para o sábio introspectivo.” (Bhagavad-gita 2.69)

Krishna rejeita rapidamente a decisão de Arjuna de se abster de lutar. Arjuna admite que está confuso e pede instruções. Nos versos restantes deste capítulo, alguns dos mais conhecidos na Bhagavad-gita, o Senhor Krishna apresenta três razões para Arjuna mudar de ideia:

  1. A alma eterna, distinta do corpo temporário, reencarna por várias vidas. (versos de 11 a 30).
  2. Como guerreiro, Arjuna tem o dever de lutar. (versos de 31 a 38).
  3. As razões de Arjuna para não lutar, embora tenham alguma base nas escrituras védicas, perdem o propósito mais elevado dos Vedas, especificamente, de transcender as circunstâncias materiais através do yoga. (versos de 39 a 53).

Depois que Arjuna pede esclarecimentos no verso 2.54, o Senhor Krishna conclui o capítulo com uma explicação mais esclarecedora acerca do yoga e da transcendência.

O conceito de yoga, introduzido neste capítulo, reaparece em todo o resto da Bhagavad-gita. O yoga é muito mais do que os exercícios de hatha-yoga familiares no Ocidente. Yoga, cuja raiz da palavra é yuj, significa “ligar-se” a Deus. Neste capítulo, o Senhor Krishna apresenta o básico do yoga: controle da mente, controle dos sentidos e busca da felicidade mais alta do que a que pode ser encontrada através da mente e dos sentidos. Nos capítulos posteriores, Krishna detalha vários caminhos de yoga.

Também somos apresentados neste capítulo (verso 2.45) aos três modos da natureza. Essas divisões ou qualidades da matéria – bondade, paixão e ignorância – constituem um dos ensinamentos mais intensos do Senhor Krishna. Como um pintor mistura azul, vermelho e amarelo para criar um espectro infinito de cores, a natureza combina bondade, paixão e ignorância para influenciar e criar qualidades distintas em todos e em tudo. Capítulos posteriores descreverão os efeitos dos modos nos aspectos da vida, incluindo comida, trabalho, educação e adoração. Através do yoga, eliminam-se as influências dos modos.

Nos capítulos um e dois, encontramos referências ao “céu”, que se refere não ao reino espiritual de Deus, mas a planetas materiais superiores, ocupados por devas poderosos, ou semideuses. Como os devas desfrutam de vida longa e vastos prazeres, os Vedas oferecem a pessoas interessadas vários meios para se alcançar seus mundos celestiais. Aqui no capítulo dois, pela primeira vez em muitas vezes na Bhagavad-gita, o Senhor Krishna repudia cultos politeísta e os chama de inferiores e mundanos.

Capítulo 3: Karma-Yoga: O Yoga da Ação

“Deve-se realizar o trabalho como um sacrifício a Vishnu; caso contrário, o trabalho produz cativeiro neste mundo material. Portanto, ó filho de Kunti, execute seus deveres prescritos para a satisfação dEle, e desta forma você sempre permanecerá livre do cativeiro.” (Bhagavad-gita 3.9)

“Confusa, a alma espiritual que está sob a influência do falso ego julga-se a autora das atividades que, de fato, são executadas pelos três modos da natureza material.” (Bhagavad-gita 3.27)

Karma refere-se a ação e reação moral. De acordo com a lei do karma, quaisquer que sejam as ações que se execute, trazem reações. O bom karma se manifesta como, por exemplo, riqueza, poder e prestígio, enquanto o mau karma pode aparecer como dívida, doença e vulnerabilidade. Como a alma é eterna, como explicado no capítulo dois, ela carrega reações cármicas de uma vida para a outra. O karma envolve a alma em atividades materiais e na ignorância de sua verdadeira identidade.

Arjuna começa este capítulo perguntando como ele poderia lutar por seus propósitos egoístas, mas se vincular a Deus e libertar-se do karma. O Senhor Krishna instrui Arjuna a lutar, mas sem apego. Se Arjuna simplesmente se sentar e renunciar a luta, ele ainda estará sujeito ao seu karma. Mas se ele cumprir seu dever, não para seu próprio bem, mas para agradar a Deus, estará praticando karmayoga.

O trabalho no karmayoga é livre de qualquer reação pecaminosa, mesmo que esse trabalho signifique lutar na próxima guerra. Para explicar melhor o karmayoga, o Senhor Krishna salienta que Deus criou o homem e os devas. O homem se relaciona com os devas através do dever e do sacrifício. Embora livre de qualquer dever, para dar um bom exemplo, o próprio Senhor Krishna executa deveres prescritos. Para incentivar Arjuna a cumprir seu dever, Krishna cita o exemplo do antigo rei Janaka, um símbolo de dever e sacrifício.

Negligenciar o dever, adverte o Senhor Krishna, leva ao caos. Aqueles que entendem a alma e o karma geralmente trabalham para educar os outros. Krishna orienta aos iluminados a ensinar sempre que possível, mas sem se incomodar com aqueles que não têm interesse. Ao mesmo tempo, Krishna enfatiza que o dever de todos é único. Independentemente de qual seja o dever, é preciso cumpri-lo sem apego.

No final do capítulo, Arjuna pergunta o que leva alguém a ações pecaminosas e que geram karma, mesmo contra sua própria vontade. Em resposta, o Senhor Krishna elabora os princípios do yoga que envolvem o controle dos sentidos, introduzidos no capítulo dois.
Neste capítulo, como em outros lugares da Bhagavad-gita, o Senhor Krishna Se refere a Deus na terceira pessoa. Isso não compromete de maneira alguma as muitas declarações conclusivas do Senhor Krishna sobre Sua própria divindade. Por exemplo, se o primeiro ministro discute os poderes do primeiro ministro, ele está falando de si mesmo, mas indiretamente. Da mesma forma, o Senhor Krishna fala sobre teologia geral a Arjuna. Quando Arjuna estiver pronto para a plena iluminação, ele saberá que o Supremo é o Senhor Krishna, como veremos nos próximos capítulos.

Capítulo 4: Encontrando um Guru

“Tente aprender a verdade aproximando-se de um mestre espiritual. Faça-lhe perguntas com submissão e preste-lhe serviço. As almas autorrealizadas podem lhe transmitir conhecimento porque elas são videntes da verdade.” (Bhagavad-gita 4.34)

Tendo influenciado Arjuna a dominar a luxúria – o inimigo do aprendizado, o Senhor Krishna agora revela como adquirir conhecimento espiritual: é preciso recebê-lo através da sucessão discipular, uma corrente de gurus e discípulos. O Senhor Krishna inaugurou a sucessão discipular no começo do universo. Embora o tempo tenha rompido a corrente, o Senhor Krishna promete refrescar as instruções sem, no entanto, alterá-las.

Aqui, pela primeira vez na Bhagavad-gita, o Senhor Krishna Se distingue claramente das almas comuns ao dizer que Se lembra de Seus nascimentos passados, enquanto Arjuna os esqueceu. E, diferentemente das almas comuns, o karma não impõe nascimento e morte ao Senhor Krishna; Ele aparece por Sua própria motivação.

Krishna informa a Arjuna que Se lembra de todos os Seus nascimentos.

O Senhor Krishna, então, diz que os materialistas o desprezam e adoram os semideuses. Ele diz que retribui a todos de acordo com suas rendições e que, para acomodar todos os tipos de pessoas, cria quatro divisões sociais. Nossas qualidades e ações revelam a que divisão cada um de nós pertence. O Senhor Krishna diz que conhecer essas verdades sobre Ele levará Arjuna ao conhecimento, como aconteceu com os santos do passado.

O Senhor Krishna, em seguida, diferencia entre ações para gratificação dos sentidos, que produzem karma, e ações transcendentais, que não produzem karma. Os transcendentalistas agem para agradar a Deus, não para a gratificação dos sentidos, e o Senhor aceita tais ofertas de trabalho. O transcendentalista desfruta, assim, de uma vida totalmente espiritualizada na Terra e, depois, retorna ao reino de Deus.

Nos versos de 25 a 33, o Senhor Krishna descreve as maneiras pelas quais vários yogis se aproximam da Verdade Absoluta. No verso 34, ele aconselha Arjuna a encontrar um guru que conheça muito e que entenda os caminhos e que ele próprio os tenha compreendido por completo. Concluindo o capítulo, o Senhor Krishna descreve a beleza e o poder do conhecimento transcendental e exorta Arjuna a lutar e destruir sua ignorância.

Capítulo 5: Agindo em Consciência do Senhor Krishna

“Quem tem plena consciência de Mim, conhecendo-Me como o beneficiário último de todos os sacrifícios e austeridades, o Senhor Supremo de todos os planetas e semideuses, e o benfeitor e benquerente de todas as entidades vivas, alivia-se das dores e misérias materiais.” (Bhagavad-gita 5.29)

As declarações da Krishna novamente confundiram Arjuna. No final do capítulo 4, o Senhor Krishna defende o conhecimento e a renúncia, depois pede novamente a Arjuna que lute. Arjuna pede uma direção clara: ele deveria renunciar a tudo ou deveria lutar em nome de Deus?

Krishna responde que ambos os métodos são aceitáveis, mas agir por Ele é melhor. Ele explica o karmayoga com mais detalhes. Ao contrastar o trabalho egoísta de um materialista e o trabalho de um devoto, o Senhor Krishna demonstra que, se alguém sacrificar o trabalho por Deus, isso o leva ao controle dos sentidos e à libertação do karma.

A ação na consciência do Senhor Krishna leva à iluminação e felicidade dentro da “cidade dos nove portões” do corpo físico, com suas nove aberturas. Situado nessa realização, o mestre da cidade vê os modos da natureza em ação dentro de si e dos outros ao seu redor.

Uma alma iluminada vê todos os outros igualmente, independentemente de sua posição. Essa pessoa evita todos os tipos de problemas subjugando os sentidos e, portanto, desfruta de uma felicidade maior vinda de dentro. Essa percepção, a perfeição do misticismo, leva à compaixão pelos outros ainda controlados por seus sentidos.

Em resumo, o Senhor Krishna Se declara o proprietário supremo, o beneficiário supremo de todo trabalho e o amigo supremo de todo ser vivo. Ele promete paz para quem O conhece dessa maneira.

Capítulo 6: Meditação e Yoga Místico

“E de todos os yogīs, aquele que tem muita fé e sempre se refugia em Mim, pensa em Mim dentro de si mesmo e Me presta serviço transcendental amoroso – é o mais intimamente unido a Mim em yoga e é o mais elevado de todos. Esta é a Minha opinião.” (Bhagavad-gita 6.47)

Em toda a Bhagavad-gita, o Senhor Krishna apresenta várias opções para ajudar Arjuna a lidar com sua confusão. Neste capítulo, o Senhor Krishna elabora os processos de meditação e yoga místico que Ele apresentou rapidamente no final do capítulo 5. O yogi bem-sucedido desfruta de uma mente profundamente equilibrada, por inteiro desapegada de qualquer situação externa. Para alcançar esse objetivo, o yogi místico deve viver na floresta, ser celibatário, reduzir ao mínimo o sono e o consumo de alimentos e meditar constantemente. Em tal meditação, o yogi traz de volta a mente distraída à tarefa que está fazendo.

Depois de ouvir essa descrição, Arjuna alega que a mente é muito difícil de controlar. Mesmo depois que o Senhor Krishna o tranquiliza, Arjuna ainda duvida de sua capacidade de ser bem-sucedido. Krishna, então, explica que um yogi já se beneficia simplesmente tentando. O Senhor Krishna conclui Sua consideração sobre esse difícil sistema de yoga declarando que aquele que O adora fielmente é, de fato, o melhor de todos os yogis.

Capítulo 7: Conhecimento Absoluto

“Ó conquistador de riquezas, não há verdade superior a Mim. Tudo repousa em Mim, como pérolas num cordão.” (Bhagavad-gita 7.7)

Tendo identificado o melhor yogi como alguém que serve e pensa nEle, o Senhor Krishna agora explica como obter essa lembrança constante. Durante essa explicação, o Senhor Krishna contrasta matéria e espírito, perversidade e piedade, insensatez e sabedoria. A matéria, a energia inferior do Senhor Krishna, consiste em oito elementos básicos: terra, água, ar, fogo, éter, mente, inteligência e falso ego. Éter se refere ao espaço. O falso ego descreve mais que orgulho; é a identificação errônea da alma espiritual com o corpo material. A matéria influencia a alma condicionada como os três modos da natureza (bondade, paixão e ignorância). O espírito, a energia superior do Senhor Krishna, consiste nos seres vivos, que lutam arduamente com os elementos e modos da natureza material.

Tendo Se apresentado como a origem da matéria e do espírito, o Senhor Krishna descreve metaforicamente como alguém O pode ver na matéria. Ele, então, explica como alguém O pode perceber diretamente por meio de submissão voluntária e amorosa.

A seguir, o Senhor Krishna descreve quatro tipos de pessoas piedosas que se entregam a Ele e quatro tipos de pessoas perversas que não se entregam. Entre os que se entregam, Ele expressa especial apreço por aqueles que o fazem pelo discernimento. Pessoas inteligentes, fortalecidas por ações piedosas no passado, abrigam-se no Senhor Krishna e transcendem o nascimento e a morte. Por outro lado, diz Krishna, os tolos adoram devas por ganhos materiais – um costume popular entre aqueles que se dizem seguidores dos Vedas. Os tolos também acham que o Senhor Krishna veio do Brahman, uma energia impessoal e sem forma. Tais pessoas nunca conhecem o Senhor Krishna, porque, para elas, Ele permanece encoberto.

Capítulo 8: Alcançando o Supremo

“Qualquer que seja o estado de existência de que alguém se lembre ao deixar o corpo, ó filho de Kunti, esse mesmo estado ele alcançará impreterivelmente.” (Bhagavad-gita 8.6)

Este capítulo começa com várias perguntas e respostas que abrangem a maioria dos assuntos básicos da Bhagavad-gita.

(1) O que é Brahman?

O Senhor Krishna define Brahman como a alma imortal. Na filosofia do vaishnavismo, ou devoção ao Senhor Krishna, a alma individual é espírito puro, da mesma qualidade que Krishna. Em quantidade, no entanto, o indivíduo é muito inferior a Krishna. Uma gota de água do oceano pode possuir as qualidades da água presente em todo o oceano, mas uma gota não pode sustentar um barco. Do mesmo modo, as almas individuais são iguais e diferentes do Senhor Krishna, o Parabrahman, ou Brahman Supremo.

(2) O que é o mundo material?

O Senhor Krishna define a criação material como a natureza física em constante mudança. Por outro lado, a natureza espiritual, ou Brahman, nunca muda.

(3) O que é o eu?

O Senhor Krishna refere-se ao eu, ou o “si mesmo”, como a natureza eterna da alma. Por natureza, a alma serve: ou serve à criação física e permanece confusa, ou serve à criação espiritual e vai para lá. A individualidade que age com esse livre-arbítrio é o eu.

(4) O que é karma?

Karma é a interação da alma imutável com a criação física em constante mudança. A alma cria essa interação escolhendo servir a matéria, e isso resulta em vários corpos físicos que encapsulam a alma espiritual.

(5) Quem são os devas?

Devas, seres vivos altamente elevados, ajudam no gerenciamento da criação física. Sob a direção do Senhor Krishna, manipulam o clima, os planetas e tudo mais, incluindo a mecânica do karma. Eles são componentes da imensa forma universal do Senhor Krishna, como Ele revela a Ajuna no capítulo onze.

O Senhor Krishna descreve a vida de Brahma, um deva principal e o primeiro ser criado no universo. No amanhecer do grande dia de Brahma, várias almas individuais entram nos corpos materiais de acordo com seus karmas. Durante a noite, as almas retornam a uma condição imanifesta. Por fim, até Brahma morre. O Senhor Krishna, então, declara que Sua morada está acima dos ciclos dolorosos de nascimento e morte, criação e devastação.

(6) Quem é o Senhor do sacrifício?

O Senhor ou beneficiário do sacrifício é o Senhor Krishna, que mora no coração de todo ser encarnado como a Superalma.

Superalma, a forma de Krishna no coração de toda entidade viva.

(7) Como um devoto pode conhecer o Senhor Krishna na hora da morte?

Entre todas as perguntas de Arjuna, Krishna fala mais sobre isso, o destino da alma. O estado mental que se tem na morte, diz Krishna, determina que tipo de corpo se alcançará na próxima vida. Krishna, então, diz a Arjuna como pensar nEle e, assim, ir até Ele após a morte. Krishna continua discutindo os métodos mecânicos do yoga, que ajudam a melhorar o destino da alma. Krishna garante a Arjuna, porém, que um devoto que pensa nEle não precisa se preocupar com considerações mecânicas. Em conclusão, o Senhor Krishna declara que, simplesmente sendo um bhakta, ou devoto, obtêm-se os resultados de todas as boas ações.

Capítulo 9: Personalidade de Deus

“Não invejo ninguém, tampouco sou parcial com alguém. Sou igual para com todos. Porém, todo aquele que Me presta serviço com devoção é um amigo, e está em Mim, e Eu também sou seu amigo.” (Bhagavad-gita 9.29)

À medida que a Bhagavad-gita avança, o Senhor Krishna revela Sua mente mais intimamente a Arjuna. Neste capítulo, após uma descrição formal de Seu relacionamento com a criação material, o Senhor Krishna revela Seu relacionamento amoroso com Seus devotos. Mais adiante, explicando Sua divindade, Krishna afirma que Ele cria e permeia tudo, mas permanece um indivíduo distinto e desapegado. Como as almas limitadas permanecem ocupadas pela energia material, elas não conseguem entender Krishna, mesmo que O vejam. Como resultado, seus planos falham. Por outro lado, ao conhecerem Krishna, as almas liberadas tornam-se iluminadas.

O Senhor Krishna, então, lista várias maneiras de vê-lO, como fez no capítulo sete. Ele traz novamente o tema da adoração mal direcionada. Perseguindo extrema felicidade material, alguns seguidores védicos adoram os devas. Embora, depois de muito esforço, esses adoradores possam alcançar a felicidade celestial, eles logo retornam ao nascimento e à morte comuns.

O Senhor Krishna fecha o capítulo com detalhes de como uma pequenina alma individual entra em uma troca de amor com Ele. Sendo uma pessoa, o Senhor Krishna desfruta de uma oferta simples e afetuosa de água, frutas ou flores. Ele Se declara imparcial com todos, mas admite ter uma amizade recíproca com Seu devoto, aliviando todo o karma do devoto na morte.

Capítulo 10: Como Ver e Servir a Deus

“Eu sou a fonte de todos os mundos materiais e espirituais. Tudo emana de Mim. Os sábios que conhecem isto perfeitamente ocupam-se no Meu serviço devocional e adoram-Me de todo o coração.” (Bhagavad-gita 10.8)

O Senhor Krishna aconselhou Arjuna a se tornar Seu devoto. Agora, Krishna diz a ele como fazer isso. Os grandes comentaristas consideram os versos de 8 a 11 deste capítulo como sendo a essência da Bhagavad-gita. Nesses quatro versos muito proveitosos, o Senhor Krishna descreve como Seus devotos pensam nEle e desfrutam de um relacionamento com Ele.

Arjuna, então, pergunta como ele deve pensar no Senhor Krishna, e Krishna dedica o restante do capítulo a responder a essa pergunta. Ele diz que pode ser percebido no que existe de melhor e mais poderoso em toda a criação. Entre as estrelas, Ele é a Lua; entre os peixes, o tubarão. Depois de listar muitas dessas comparações, o Senhor Krishna lembra Arjuna de que tudo o que alguém pode perceber com sentidos materiais reflete apenas a parte material inferior de Sua criação.

Capítulo 11: A Forma Terrível de Deus

“Meu querido Arjuna, só pelo serviço devocional indiviso é possível compreender-Me como Eu sou, aqui diante de você, podendo ser visto diretamente. Somente dessa maneira você pode ingressar nos mistérios da compreensão acerca de Mim.” (Bhagavad-gita 11.54)

Feliz ao ouvir da presença do Senhor Krishna de várias formas, Arjuna agora pede a Krishna que mostre Seu aspecto conhecido como forma universal, que compreende toda a criação material. Uma vez que o universo material vem do Senhor Krishna, é mais uma de Suas formas.

Krishna revela e depois recolhe Sua forma universal.

Krishna dota Arjuna com olhos divinos para ver essa exibição nunca vista anteriormente. Uma visão deslumbrante oprime Arjuna subitamente. A brilhante e poderosa irradiação o assusta, pois ameaça queimar toda a criação. Arjuna fica aterrorizado quando a boca da forma universal, a onipotente paixão da morte, consome os guerreiros reunidos ali e todos os demais. Arjuna grita: “Quem é Você?” A resposta do Senhor Krishna (verso 11.32) é o famoso verso da Bhagavad-gita, citado pelo cientista Robert Oppenheimer, enquanto observava a explosão da primeira bomba atômica nos desertos do Novo México: “Eu sou o tempo, o grande destruidor dos mundos…”

Tendo visto o poder mortal e ilimitado do Senhor Krishna, Arjuna entende amigo íntimo sob uma nova luz. Ele implora para ver novamente a forma amigável e familiar do Senhor Krishna. Quando Krishna reaparece em Sua forma original, Ele assegura a Arjuna que Ele sempre pode ser conhecido dessa maneira mais agradável.

Capítulo 12: Perfeição Mediante o Amor a Deus

“A Suprema Personalidade de Deus disse: Aqueles que fixam suas mentes na Minha forma pessoal e sempre se ocupam em Me adorar com uma fé forte e transcendental, são considerados por Mim como os mais perfeitos.” (Bhagavad-gita 12.2)

A forma universal do Senhor Krishna encheu Arjuna de temor e reverência, mas Krishna prefere o amor de Seus devotos. Portanto, neste capítulo, o menor da Bhagavad-gita, o Senhor Krishna detalha o tema iniciado no final do capítulo onze: bhaktiyoga, ou serviço devocional pessoal a Ele. O Senhor Krishna faz esse argumento logo após mostrar Sua forma universal, para que nem Arjuna, nem qualquer outra pessoa, confunda quem Ele realmente é com Sua temível forma universal.

O capítulo começa com Arjuna perguntando sobre o valor comparativo de bhaktiyoga e a realização de Brahman, a característica impessoal do Senhor Krishna. Krishna chama o caminho de Brahman válido, mas difícil, enquanto promete libertar pessoalmente o fiel bhakta.

O Senhor Krishna, então, avalia várias práticas de vida espiritual. Ele declara que pensar nEle espontaneamente, por amor, é o melhor. Para aqueles que não têm esse amor, vem, em seguida, a prática de bhakti-yoga sob regras. Para aqueles que recusam bhakti, trabalhar para o Senhor Krishna é a próxima sugestão, seguida por trabalhar por alguma causa de caridade. Krishna conclui o capítulo descrevendo as muitas qualidades desejáveis ​​de Seu devoto amoroso.

Capítulo 13: Corpo, Alma e Superalma

“Ó filho de Bharata, assim como o Sol ilumina sozinho todo este Universo, do mesmo modo, a entidade viva, sozinha dentro do corpo, ilumina o corpo inteiro através da consciência.” (Bhagavad-gita 13.34)

Este capítulo, que começa o terço final da Bhagavad-gita, é dedicado a jnanayoga, ou o conhecimento de Deus que leva ao serviço devocional a Ele. Arjuna pergunta sobre o corpo, a alma, a Superalma e o significado e o objeto do conhecimento. O Senhor Krishna cita para Arjuna o Vedanta-sutra, um texto védico essencial, para uma explicação completa da alma e da matéria. Ele, então, fornece Seu próprio resumo. Ele explica que tanto a alma quanto a Superalma ocupam o corpo, um veículo feito de matéria embrutecida. A alma conhece apenas seu corpo, ao passo que a Superalma está em todos os corações e conhece as dores e os prazeres de todos. Enquanto persegue sua ilusória esperança de desfrutar na matéria, a alma encontra infinitas variedades de corpos e sofre e desfruta através de todas elas. A Superalma acompanha a alma nessa jornada dolorosa. O Senhor Krishna conclui que aqueles que aprendem a verdade de sua situação alcançam liberdade da servidão à matéria.

Capítulo 14: Além dos Três Modos

“Ó filho de Kunti, deve-se compreender que é com o nascimento nesta natureza material que todas as entidades vivas, em todas as espécies de vida, tornam-se possíveis, e que Eu sou o pai que dá a semente.” (Bhagavad-gita 14.4)

O Senhor Krishna apenas explicou que a matéria embaraça a alma e faz com que ela sofra. Agora Ele detalha. A matéria exerce controle sobre as almas através de três qualidades, ou modos: bondade, paixão e ignorância. Nos capítulos anteriores, o Senhor Krishna frequentemente Se referia a esses três modos. Neste capítulo, ele os explica em detalhes. Mais discussões sobre os modos seguem nos capítulos dezessete e dezoito.

O Senhor Krishna começa Se identificando como o pai de todos os seres vivos. Ele, então, define os três modos, o relacionamento deles com a alma e as características gerais. Em seguida, descreve os resultados das ações em cada um dos modos, tanto imediatos quanto em termos de vidas futuras. Ele, então, aconselha Arjuna a aprender a transcender os modos da natureza. Arjuna pergunta como alguém pode transcender os modos e como conhecer uma pessoa que o fez. O Senhor Krishna responde a ambas as perguntas e conclui o capítulo, declarando-se a base de toda a existência espiritual, além dos modos.

Capítulo 15: O Yoga Pessoal Supremo

“Esta Minha morada suprema não é iluminada pelo Sol ou pela Lua, nem pelo fogo ou pela eletricidade. Aqueles que a alcançam jamais retornam a este mundo material.” (Bhagavad-gita 15.6)

O Senhor Krishna começa este capítulo com uma alegoria, comparando o mundo material a uma figueira-de-bengala. Na Índia e em outros climas tropicais, as figueiras-de-bengala às vezes se tornam enormes. Eles deixam cair raízes de seus galhos, e as raízes formam novos troncos com novos galhos e raízes. As figueiras-de-bengala podem ocupar muito espaço, e encontrar o começo pode ser muito difícil.

A árvore alegórica tem raízes subindo e galhos descendo. Essa árvore existe apenas em um reflexo, como em um lago, e esse é o ponto da alegoria. Pode-se pegar uma maçã refletida em uma árvore refletida e acabar com nada além de um braço molhado. Da mesma forma, o mundo material reflete o mundo espiritual, a morada do Senhor Krishna, capturando-o em forma e cor, mas não em substância. O amor natural da alma por Deus torna-se mal direcionado e é apanhado nas folhas e nos galhos temporários dessa árvore material refletida. O Senhor Krishna aconselha Arjuna a cortar seu relacionamento com essa árvore. Depois de fazer tal corte, diz o Senhor Krishna, alguém alcança Sua morada. Ao contrário do universo material escuro, a luz prevalece ali, sem a ajuda do Sol ou da eletricidade. Uma pessoa apaixonada pelo mundo material perde a chance de retornar ao mundo espiritual e volta a nascer à força.

Como afirmado anteriormente, o desapego da matéria e o apego ao Senhor Krishna são a mesmíssima coisa. Assim, para o benefício de Arjuna, Krishna novamente Se descreve. No verso 15, o Senhor Krishna descreve especificamente Seu relacionamento íntimo com cada alma, bem como Sua presença nas escrituras. Concluindo o capítulo, o Senhor Krishna explica que O conhecer é o yoga da Pessoa Suprema.

Capítulo 16: O Divino e o Demoníaco

“Aquele que põe de lado os preceitos das escrituras e age conforme os próprios caprichos não alcança a perfeição, a felicidade, nem o destino supremo.” (Bhagavad-gita 16.23)

No início da Bhagavad-gita, o Senhor Krishna separou a alma do corpo. Ele, então, introduziu os modos da natureza e seus vários efeitos nas almas encarnadas. A pedido de Arjuna, ele explicou como transcender os modos da natureza. Agora, Ele descreve as ações de uma pessoa sob os modos inferiores, nos galhos inferiores da figueira do capítulo quinze, em contraposição às ações de alguém que transcendeu os três modos.

Depois de resumir as qualidades divinas, pertencentes àqueles que superaram até o modo da bondade, o Senhor Krishna detalha as qualidades dos demônios, que agem apenas por paixão e ignorância. Sujeira, orgulho, ateísmo, ação desonesta e preocupação com prazer sexual caracterizam essas pessoas. Sua perspectiva equivocada os leva a construir armas horríveis e destrutivas. Eles aspiram apenas a gratificar seus sentidos por qualquer meio e, ainda assim, querem aparentar que são caridosos e piedosos. No final, eles insultam e zombam da verdadeira religião. O Senhor Krishna descreve seu destino como o inferno de vidas em espécies sub-humanas. Assim, uma pessoa sã desiste de luxúria, raiva e ganância, que são os três portões do inferno. Seguindo as escrituras, essa pessoa evita o destino dos demônios.

Capítulo 17: Fé, Alimento e Sacrifício

“A austeridade da fala consiste em proferir palavras verazes, agradáveis, benéficas e que não perturbam os outros, e também em recitar regularmente a literatura védica.” (Bhagavad-gita 17.15)

Após ouvir sobre os seguidores e os depreciadores das escrituras, Arjuna agora quer saber sobre pessoas que adoram a Deus sem referência às escrituras. Essas pessoas têm fé, mas, sem base nas escrituras, podem adorar homens ou devas. Arjuna quer saber o seu destino.

O Senhor Krishna responde que a fé não guiada pelas escrituras é outro produto dos três modos da natureza. Os modos influenciam como alguém come, adora e realiza sacrifício, penitência e caridade.

Depois de detalhar todas essas atividades nos diferentes modos, o Senhor Krishna explica a abordagem transcendental. Dirigindo ao Senhor Supremo qualquer sacrifício, penitência ou caridade, a pessoa se eleva acima da influência dos modos da natureza. Assim, as almas instruídas começam qualquer sacrifício recitando om tat sat, referindo-se à Verdade Suprema Absoluta. Recitar qualquer nome do Senhor Supremo tem o mesmo efeito.

O Senhor Krishna conclui que tudo o que é feito sem um esforço para agradar o Supremo é apenas um empenho desajeitado de uma alma condicionada. Não tem valor.

Capítulo 18: Rompendo as Amarras com a Matéria

“Abandone todas as variedades de religião e simplesmente renda-se a Mim. Eu o libertarei de todas as reações pecaminosas. Não tema.” (Bhagavad-gita 18.66)

Este capítulo, o mais longo da Bhagavad-gita, resume os ensinamentos de todo o texto. Arjuna acabou de ouvir sobre os efeitos dos três modos da natureza e a importância de direcionar o trabalho para Deus. O Senhor Krishna rejeitou seu plano superficial de renunciar ao deixar o campo de batalha. Agora, Arjuna pergunta como renunciar verdadeiramente aos assuntos mundanos e dedicar sua obra ao serviço do Senhor.

O Senhor Krishna analisa a renúncia de acordo com a bondade, a paixão e a ignorância, os três modos da natureza. Embora Krishna aplauda o desapego dos frutos do trabalho, Ele especifica que ninguém se beneficia ao renunciar sacrifício, caridade e penitência. Para mostrar a Arjuna por que a renúncia faz sentido, o Senhor Krishna identifica cinco fatores, principalmente fora do controle de Arjuna, que determinam o resultado de qualquer ação. Ele passa a avaliar a ação, o ator, o conhecimento, a determinação, a compreensão e a felicidade, tudo de acordo com os três modos da natureza. O Senhor Krishna declara, em resumo, que ninguém no universo está isento da influência dos modos.

Para esclarecer a influência dos modos na sociedade humana, o Senhor Krishna descreve o sistema de varnasrama, ou a organização social iluminada. Brahmanas (sacerdotes) estão no modo da bondade, kshatriyas (guerreiros) na paixão, vaishyas (agricultores e comerciantes) na paixão e ignorância mistas, e shudras (trabalhadores) na ignorância. As designações de varnasrama são determinadas pela inclinação, não pelo nascimento (como no sistema de castas da Índia atualmente). Embora as pessoas tenham diferentes inclinações, buscando a renúncia através do serviço ao Senhor Krishna, qualquer pessoa pode se tornar perfeita. Krishna explica exatamente como isso pode ser feito e os sintomas de quem já o fez.

O Senhor Krishna agora começa a concluir a Bhagavad-gita, declarando que Seu servo virá a Ele e será protegido em todas as circunstâncias. Sem rodeios, Ele diz a Arjuna que desistir da batalha seria o tipo errado de renúncia e que a natureza de Arjuna o forçaria a lutar de qualquer maneira. Assessorando a rendição completa à Sua vontade e prometendo toda proteção, o Senhor Krishna finalmente diz a Arjuna para ele escolher seu curso de ação.

Krishna descreveu inúmeras opções para Arjuna. Ele descreveu os caminhos da piedade, yoga místico e jnana (conhecimento). Através de todos eles, Ele sempre enfatizou a importância primordial da luta de Arjuna como uma expressão de rendição a Ele. Embora o Senhor Krishna também tenha declarado e exibido Sua divindade onipotente, Ele conclui dizendo a Arjuna que as escolhas agora são dele. Ele abençoa os oradores e ouvintes da Bhagavad-gita e pergunta a Arjuna se suas ilusões já se foram.

Arjuna responde enfaticamente: “Sim!”, e Sanjaya, o narrador visionário, conclui a Gita com expressões de gratidão pessoal e êxtase. Em seu êxtase, ele também deve divulgar a dura verdade da batalha ao seu mestre cego, Dhritarastra.

Tradução de Simone Queiroga. Revisão de Bhagavan Dasa.

Kalakantha Dasa dirige uma pequena empresa e é diretor da Fundação Mayapur nos EUA. Ele e sua esposa, ambos discípulos de Srila Prabhupada, moram com suas duas filhas em Gainesville, Flórida.

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