Viagem no Tempo: Do Sucesso de Bilheteria “Interestelar” à Literatura Mais Antiga da Humanidade

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Pedro Palmares

Os Vedas, escrituras da Índia antiga, bem como mitos celtas, chineses e japoneses, já descreviam o tipo de viagem no tempo retratada no filme “Interestelar” e teorizada por Albert Einstein.

Viagem no tempo. É possível? Esta ideia tanto tem sido uma das motivações para histórias surpreendentes da ficção científica quanto tem intrigado físicos. Ultrapassar os limites do Tempo parece ser até mais desafiador do que superar os limites do Espaço (e, possivelmente, os dois estão conectados). Nascimento, velhice e morte. Parece que nossa consciência almeja por libertar-se destas barreiras. Há algo que nos diz que há um fator dentro de nós que aspira por superar os limites temporais. Talvez este desejo interno seja um dos motivos pela busca da imortalidade, seja através de especulações e tentativas de caráter científico/materialista, seja através da transcendência da consciência, própria da poesia, das religiões e do misticismo.

O último filme do diretor Christopher Nolan, “Interestelar” (Interstellar), tem o Tempo como um dos temas principais. Apesar de o filme ser quase um tributo aos poderes do homem e da ciência (em oposição a outra corrente da ficção científica, que critica a sujeição do homem perante a tecnologia/ciência) e não representar a melhor realização de Nolan (que teve o seu canto de cisne em “O Grande Truque”), a obra apresenta um aspecto interessante que faz parte do mundo da ciência moderna, da ficção científica e dos mitos antigos da humanidade: viagem no tempo. Este tema faz parte da tradição sci-fi. Para citar alguns, temos a franquia “Exterminador do Futuro”, “Planeta dos Macacos”, “De Volta ao Futuro”, “Efeito Borboleta”, “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” e “Dragon Ball Z”. O conto de ficção científica do século XIX do autor H.G Wells pode ser considerado uma das obras axiais do gênero. Nela, o protagonista realiza viagens de milhares de anos no futuro.

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Cartaz nacional do filme “Interestelar” (Interstellar), do diretor Christopher Nolan.

No entanto, viajar no tempo, especialmente para o futuro, não é algo que apenas faz parte de obras pop ou das teorias da física moderna. Viagens no tempo (com alto grau de detalhes) já eram descritas em histórias antigas, especialmente nas narrativas dos Vedas (as escrituras milenares da Índia antiga). A seguir, analisaremos o conceito de dilatação do tempo da Teoria da Relatividade, de Einstein, com aspectos do filme “Interestelar” e com as narrativas antigas dos celtas, chineses, japoneses e autores dos Vedas.

Dilatação do Tempo e “Interestelar“: Vinte e Três Anos em Três Horas

Um dos aspectos mais interessantes do filme “Interestelar” é a forma como é mostrado o conceito de dilação do tempo. Os protagonistas decidem visitar o planeta de Miller, próximo a um buraco negro chamado Gargântua. Essa proximidade com a gravidade intensa do buraco negro faz com que o planeta tenha uma diferença de tempo muito grande: cada hora neste planeta equivale a 7 anos para as pessoas que estão fora dele. Os protagonistas astronautas acabam passando 3 horas no planeta, que é composto de água e ondas colossais, e, quando conseguem deixá-lo e voltar para a base espacial, reencontram lá o colega astronauta Romilly, porém 23 anos mais velho. Para eles, foram 3 horas – para Romilly, foram 23 anos.

De acordo com a Teoria da Relatividade, de Einstein, e com verificações empíricas na ciência física, isso realmente é possível. O tempo, diverso do conceito de Newton como algo absoluto, é diferente em diversas partes do universo, sendo uma das razões para isso a gravidade. Um astronauta que passasse muito tempo no espaço, com menor força da gravidade, envelheceria mais rápido em relação às pessoas na Terra, onde a gravidade é maior. Ou seja, a quantidade de gravidade de um planeta determina a diferença de como transcorre o tempo em relação a outro planeta de gravidade diferente: quanto maior a gravidade, mais devagar envelhecem seus habitantes.

No entanto, o tempo seria percebido, ou “correria”, de forma igual tanto para as pessoas da Terra quanto para os astronautas em um planeta com o dobro da gravidade da Terra, por exemplo. Elas não perceberiam mudanças no tempo a não ser que se encontrassem depois, constatando que os astronautas envelheceram menos e os terráqueos mais.

A animação japonesa Dragon Ball Z apresenta um exemplo disso na Câmara Hiperbólica do Tempo. Um dia dentro dessa câmara equivale a um ano fora dela.

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Goku e Gohan, dois personagens de Dragon Ball Z, diante da Câmara Hiperbólica do Tempo.

Esse conceito que aparece de forma clara no episódio do planeta de Miller em “Interestelar” e na referida câmara puramente ficcional de Dragon Ball Z, no entanto, não faz parte apenas da Teoria da Relatividade e das verificações da física moderna. Tal conceito já existia nas narrativas antigas de outros povos, e as semelhanças são impressionantes.

Dilatação do Tempo nos Vedas: Milhares de Anos em Um Segundo

Os Vedas são as escrituras mais antigas da humanidade, estando também entre as mais sofisticadas. Esses imensos textos são a base de todas as linhas religiosas e filosóficas do que por convenção se chama de hinduísmo. O legado do conhecimento védico para a humanidade é imensurável. Desde a trigonometria até as artes marciais orientais, praticamente quase tudo o que existe no campo do conhecimento humano parece ter-se originado na Índia (ou ter tido uma grande influência da Índia). Não por acaso, a Índia, desde a Antiguidade, representou a terra prometida, o lugar da riqueza e do conhecimento. O sânscrito, por exemplo, a língua em que estão escritos os Vedas, é conhecido pelas suas refinadas regras gramaticais. O alfabeto devanágari, “a escrita dos deuses”, é um exemplo. Enquanto o alfabeto grego e latino antigo não possuem uma ordem lógica, o alfabeto do sânscrito é científico. Estudar a ordem de suas letras, por si só, já é uma aula de linguística.

No campo da espiritualidade e da filosofia, os Vedas estão entre os textos mais influentes e estudados. O Bhagavad-gita, “A Poesia do Ser Supremo”, por exemplo, era estudado por diversas personalidades importantes, inclusive cientistas: J. Robert Oppenheimer (famoso e influente físico que se tornou infame pela construção da bomba atômica), Herman Hesse, Sunita Williams (destacada astronauta), Carl Jung, Gandhi, Aldous Huxley, para citar alguns.

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Bhagavad-gita Como Ele É, uma das edições do Bhagavad-gita mais popular em todo o mundo.

Esta riqueza intelectual dos Vedas também está na cosmologia e na forma como eles compreendiam o Tempo. Suas escalas temporais vão desde o tempo que o Sol leva para percorrer um átomo (relógio atômico) até o tempo de duração de todo o universo. A ideia de dilatação do tempo, de Einstein, mostrada no filme Interestelar, também faz parte do universo dos Vedas. Essas escrituras apresentam informações elaboradas das diferenças temporais de diferentes galáxias e sistemas planetários. De acordo com esses textos milenares, escritos há cerca de 5 mil anos, planetas e sistemas planetários (chamados de lokas) da porção superior do universo (de acordo com a cosmologia védica, o universo é fundamentalmente divido em três partes: inferior, média e superior. Este esquema tem forte semelhança com a cosmologia nórdica, grega e judaica) teriam uma forte dilatação de tempo em relação ao tempo terrestre. Por exemplo, no primeiro planeta do universo, chamado de Brahmaloka, a dilatação de tempo seria imensa. Nesse lugar, cada segundo equivaleria a 98.630 anos terrestres.

A escala colossal de como os Vedas lidam com a relação tempo/universo pode ser verificada também na seguinte informação encontrada nessas escrituras: a duração de todo o universo seria de 311 trilhões e 40 bilhões de anos. Nenhuma cultura antiga pensava em números tão altos. A única que chegou perto foi a cultura maia. Quando os europeus das navegações entraram em contato com essas duas culturas, o conceito de um universo tão antigo, utilizando números na casa dos bilhões, certamente influenciou uma nova visão do cosmos por parte da Europa.

O astrônomo Carl Sagan disse certa vez: “A religião da Índia é a única fé do mundo que possui uma concepção de Cosmos que passa por um imenso e infinito número de mortes e renascimentos. É a única religião na qual as escalas de tempo correspondem com a da cosmologia científica moderna”.

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Albert Einstein.

O conceito de dilatação do tempo é detalhadamente explicado nos Vedas, e há muitos casos semelhantes ao episódio do planeta de Miller do filme “Interestelar”. O conceito de múltiplos universos também está presente na cosmologia védica.

Como diz o pesquisador e cientista Richard L. Thompson: “A literatura védica aponta a existência de uma hierarquia de sistemas planetários, os quais também podemos considerar como mundos paralelos. O sistema mais elevado é Brahmaloka, o planeta de Brahma, onde se manifesta o grau mais elevado de dilatação do tempo em relação à Terra. Em outros sistemas planetários, os intermediários, manifestam-se graus intermediários de dilatação de tempo”.

Dilatação do Tempo nas Lendas da Europa: Trezentos Anos em Três

Há um conceito de dilatação do tempo peculiar na história celta de Ossian.

A narrativa envolve uma princesa sidhe (uma espécie de raça de fada/elfo que habita um mundo invisível para a maioria dos humanos, um mundo paralelo) que seduziu um humano, Ossian, a vir para o seu mundo, Tír na nÓg (“A Terra da Juventude”, um dos nomes dessa realidade paralela). Ali, ele se casou e viveu pelo que lhe pareceu serem três anos. Finalmente, porém, ele sentiu um desejo irresistível de retornar para o seu mundo natal, a Irlanda. Partiu montado no mesmo cavalo mágico, com capacidade de viajar sobre o mar, que o levara ao outro mundo, e a sua esposa fada alertou-o a não colocar os pés em terra firme.


Ao chegar à Irlanda, ele soube da morte de todos os seus antigos companheiros e de todas as mudanças pelas quais passara o país. Somente então se deu conta do longo tempo que estivera afastado dali: haviam se passado trezentos anos. Enquanto, para Ossian, foram apenas três anos vivendo na realidade paralela de Tír na nÓg; na Terra, haviam se passado trezentos anos.

Outra lenda irlandesa que envolve dilatação do tempo é “A Viagem de Bran”, do ano 700 d.C., resumida a seguir.

Certo dia, enquanto Bran caminha, ouve uma música esplendorosa que o faz dormir. Ao acordar, vê uma mulher do Outro Mundo (uma realidade paralela), que o convida a visitar essa outra dimensão, onde não há doença, sempre é verão e não há falta de água e alimentos. Bran reúne um grupo de marinheiros e decide cruzar o mar, seguindo as instruções da mulher fantástica. No meio da viagem, ele encontra o deus do Mar celta, Manannán, em uma carruagem sobre o mar, que afirma que, enquanto Bran pensa que está velejando sobre o oceano, para Manannán, o lugar é um campo florido, sugerindo dimensões paralelas. Ele também releva que há muitas carruagens no local, mas que elas parecem invisíveis para Bran.

Ao continuar sua viagem, o protagonista chega a uma terra mágica, a Terra das Mulheres, onde cada marinheiro enamora-se com uma fada, assim como Bran com a líder delas. Eles permanecem lá por um ano até um dos marinheiros sentir muita saudade de casa. A líder das mulheres fica relutante em deixá-los ir e os avisa para não pisar em solo quando chegarem à Irlanda.

Bran e seus companheiros viajam de volta para a Irlanda. As pessoas, ao verem o barco, aglomeram-se nas praias, mas não reconhecem seu nome a não ser nas lendas locais. Para Bran, apenas um ano tinha se passado no Outro Mundo, mas centenas de anos haviam se passado na Terra. Um dos marinheiros pula do barco e pisa em terra firme – imediatamente ele se torna cinzas.

As Órcades, um arquipélago localizado ao norte da Escócia, possuem uma lenda que também lida com dilatação do tempo, ligada ao Círculo de Brodgaré, uma misteriosa formação circular de pedras, como o famoso Stonehenge. A lenda diz que um violinista bêbado estava voltando para casa quando ouviu uma música vindo de uma colina perto do local. Ele encontra um grupo de trolls fazendo uma festa. Ele decide ficar por lá e toca por duas horas. Ao voltar para casa, por fim, descobre que 50 anos haviam se passado.

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Círculo de Brodgaré, monumental neolítico escocês.

Outras lendas europeias, como a irlandesa “Viagem de Mael Duin”, e a alemã “Herla”, também lidam com o tema de dilatação temporal. A mesma temática se repete: mortais visitam uma dimensão paralela e lá ficam por alguns dias. Quando retornam à Terra, centenas de anos haviam se passado.

Dilatação do Tempo nos Mitos Chineses e Japoneses

Na China, o autor e erudito taoísta Tu Kuang-t´ing, que viveu de 850 a 933 d.C., escreveu um livro que descreve mundos paralelos, dez “paraísos subterrâneos” e 35 “pequenos paraísos subterrâneos”, que teriam existido debaixo das montanhas chinesas. Eis o relato das experiências vividas por um homem ao transpor uma passagem que levava a um desses paraísos subterrâneos:

Após caminhar vinte quilômetros, ele se viu subitamente em “uma bela região com um límpido céu azul, brilhantes nuvens róseas, flores exuberantes, salgueiros enormes, torres da cor do cinabre, pavilhões de jade vermelho e amplos palácios”. Foi recebido por um grupo de mulheres amáveis e sedutoras, que o levaram para uma casa de jaspe e tocaram belas melodias enquanto ele tomava “uma bebida vermelha como o rubi e um suco cor de jade”. Tão logo sentiu o impulso de se deixar seduzir, lembrou-se de sua família e voltou para a passagem. Conduzido por uma luz estranha a dançar em sua frente, caminhou de volta, pela caverna, até o mundo exterior. Contudo, chegando à sua casa, encontrou seus próprios descendentes de nove gerações posteriores à sua. Segundo lhe contaram, um de seus ancestrais desaparecera numa caverna trezentos anos antes e jamais fora visto de novo.

Há outra lenda chinesa chamada “Lan Ke” (“O Cabo Estragado do Machado”), ou “Ranka”, datada de 300 d.C., a qual também mostra uma viagem a uma dimensão diferente e um efeito de dilatação do tempo. Diz a tradição que o acontecimento ocorreu em uma montanha considerada sagrada, que seria um dos lares dos Imortais do misticismo taoísta. Essa montanha possui no topo uma formação natural de pedras na forma de uma ponte. Uma caverna localiza-se debaixo da ponte, e lá é onde a tradição diz que ocorreu o incidente. A lenda tem alguns detalhes diferentes nos diversos manuscritos em que foi gravada, mas a essência é a mesma.

A história é sobre um viajante em um cavalo, portando um machado, que entra cada vez mais em uma floresta. De repente, ele vê dois idosos estranhos jogando go, uma espécie de xadrez chinês. Em outra versão, ele encontra quatro jovens cantando uma música celestial. Esses seres, os dois idosos ou os quatro jovens, oferecem um alimento místico ao viajante, que, ao comer o mesmo, perde totalmente a fome e a sede. Após uma ou duas horas assistindo ao espetáculo, ele decide retornar para o cavalo e encontra apenas o esqueleto deste. Também percebe que o cabo do seu machado apodreceu. Ao retornar para casa, descobre que décadas se passaram, sua família não existe mais e ninguém mais se lembra do seu nome.

No Japão, há a famosa lenda de Urashima Tarō, do ano 700 d.C. Ela mostra dilatação do tempo e é sobre um pescador que resgata uma tartaruga e é recompensado com uma visita ao palácio do deus dragão, que fica debaixo do oceano. Ele fica lá por três dias e, quando retorna, percebe que, na Terra, passaram-se trezentos anos. A lenda é tão influente que serviu de inspiração para animações japonesas como Dragon Ball, Yuyu-Hakusho e Cowboy Bebop. A força da história é tamanha, com efeito, que há uma capela milenar em Kyoto, construída pelo imperador Junna, governante da época, em homenagem ao ocorrido.

A história é a seguinte: Um dia, um jovem pescador chamado Urashima Tarō estava pescando quando vê um grupo de crianças torturando uma pequena tartaruga. Tarō a salva e a deixa retornar para o mar. No próximo dia, uma tartaruga enorme se aproxima dele e conta que a pequena tartaruga que ele salvou é a filha do imperador do mar, Ryujin, que quer vê-lo e agradecer-lhe. A tartaruga mágica dá guelras a Tarō e o leva para o fundo do mar, para o palácio do deus dragão. Lá, ele se encontra com o imperador e a pequena tartaruga, que, na verdade, é uma amável princesa chamada Otohime.

Tarō permanece com Otohime por três dias, mas logo decide retornar para sua vila e ver a sua mãe idosa, e pede permissão para partir. A princesa diz que lamenta vê-lo ir embora, mas deseja o melhor para Tarō e lhe dá uma misteriosa caixa chamada Tamatebako, a qual o protegerá de qualquer mal, mas a qual ele jamais deve abrir. Tarō segura a caixa e monta a mesma tartaruga que o levou para aquele mundo, e logo está de volta à beira da praia.

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Otohime presenteia Tarō.

Quando ele retorna para casa, tudo mudou. Sua casa se foi, sua mãe desapareceu e as pessoas que ele conhecia não são encontradas. Ele pergunta se alguém conhece o nome Urashima Tarō. Algumas pessoas respondem que ouviram falar de alguém com o mesmo nome que sumiu no mar muito tempo atrás. Ele descobre que 300 anos se passaram desde o dia em que ele partira para o mundo paralelo do Palácio do Rei Dragão, no fundo do mar. Tomado pelo pesar, ele distraidamente abre a caixa que a princesa lhe havia dado. Uma fumaça branca surge e de repente ele envelhece, com uma barba branca, longa e branca, e fica corcunda. Advinda do mar, ele escuta a voz suave da princesa: ”Eu disse a você para não abrir a caixa. Nela, estava a sua velhice”.

Conclusão

O conceito de dilatação do tempo, de Einstein, mostrado no filme “Interestelar” já era descrito 5 mil anos atrás nas escrituras da Índia antiga, os Vedas. As descrições desses textos mostram com rigor matemático as diferentes dilatações do tempo encontradas nos diferentes sistemas planetários da astronomia indiana. Tal efeito também ocorre nos mitos europeus, particularmente os celtas, assim como em mitos chineses e na lenda japonesa de Tarō. Muitas vezes, a viagem para esses outros planetas, dimensões e mundo paralelos não se dá por naves espaciais (apesar de naves intergaláticas serem descritas nos Vedas, chamadas de vimanas), mas por uma espécie de Buracos de Minhoca (wormholes) que transportam o viajante de uma dimensão para outra.

“Eu sou o tempo, o destruidor dos mundos”. (Bhagavad-gita 11.32)

Bibliografia

Bhagavad Gita Como Ele É – Tradução e Comentários de Srila Prabhupada – Editora BBT
Srimad Bhagavatam – Autor: Vyasadeva, Tradução e Comentários de Srila Prabhupada – Editora BBT
Identidades Alienígenas – Richard L. Thompson – Editora Nova Era
Vedic Cosmography and Astronomy – Richard L. Thompson – Editora Motilal Banarsidass
The Science of Interstellar – Autor: Kip Thorne – Editora W. W. Norton & Company
God and Science – Autor: Richard L. Thompson – Editora Govardhan Hill
https://en.wikipedia.org/wiki/Hindu_cosmology
https://en.wikipedia.org/wiki/Hindu_units_of_time
https://en.wikipedia.org/wiki/The_Voyage_of_Bran
https://en.wikipedia.org/wiki/Urashima_Tar%C5%8D
https://en.wikipedia.org/wiki/Ranka_%28legend%29

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