A Ciência do Conhecer Deus

21 1Navin Jani

Deus: A Evidência; Deus, um Delírio; Deus: A Hipótese Fracassada; A Linguagem de Deus: Um Cientista Apresenta Evidências de que Ele Existe. Aparentemente, escrever sobre Deus é a última moda entre os cientistas, tanto teístas como ateístas. Muitos de tais autores também foram convidados a palestrar a multidões em faculdades, e eles causam considerável alvoroço. Seria esta, contudo, a melhor maneira de se abordar a questão acerca da existência de Deus? A ciência convencional, particularmente suas formas “rígidas”, como a Física e a Biologia, não parece oferecer a instrumentária e as técnicas apropriadas com as quais se chegar a uma resposta definitiva. Por outro lado, muitas abordagens religiosas parecem impedir a aplicação rigorosa da razão e a oportunidade para experimentação individual. Entre essas duas alternativas menos do que satisfatórias, a literatura védica da Índia antiga oferece o que poderia ser uma promissora terceira opção. Para nos convencer de que tal opção é de fato promissora, teremos, primeiramente, de analisar por que a ciência convencional “não dá conta do serviço”, após o que tentaremos compreender como a ciência espiritual da literatura védica é bem-sucedida em tal tarefa sem comprometer o que as pessoas modernas gostam na ciência.

Duas doutrinas cardinais apresentam grandes obstáculos para a ciência convencional como um meio para se conhecer Deus. A primeira é a doutrina do naturalismo, a suposição de que todo fenômeno natural possui causas naturais. (Natural, neste contexto, significa empiricamente observável, ou perceptível através dos cinco sentidos). Esta é uma suposição fundamental da pesquisa científica, e sua aceitação descarta efetivamente qualquer realidade além do alcance dos sentidos.

Tendo dito isto, há interpretações, de certa forma, mais leves dessa doutrina. Alguns cientistas distinguem entre naturalismo metafísico e metodológico. Naturalismo metafísico é a visão descrita acima, de que, por trás de tudo no mundo, há uma causa empírica. De acordo com essa visão, o Sol nasce em virtude da rotação da Terra, e certamente não em consequência de ser puxado por uma entidade imperceptível conduzindo uma quadriga dourada. O naturalismo metodológico, contudo, apenas limita o modo como estudamos o mundo a observações empíricas (o que podemos tocar, ver, sentir e assim por diante), sem necessariamente desconsiderar explicações sobrenaturais para essas observações. Segundo essa visão, uma quadriga poderia possivelmente puxar o Sol, mas o único modo para testar essa proposição seria usar telescópios e instrumentos similares. Assim, fenômenos sobrenaturais talvez existam, mas meios sobrenaturais não são permitidos como forma de verificá-los. Embora essa perspectiva seja mais acomodatícia, veremos a seguir que ainda é desnecessariamente restritiva para uma pessoa seriamente comprometida com a investigação da existência de Deus.

O segundo obstáculo é a doutrina da falsificação. Popularizada pelo filósofo da ciência Karl Popper, esta doutrina defende que, para uma declaração ser considerada científica, alguém deve ser capaz de provar que ela é falsa. Em outras palavras, se o cientista A faz alguma alegação, mas não há como o cientista B demonstrar que tal alegação é falsa, então a alegação é considerada não científica. Se ela não pode ser testada, ela é desconsiderada. Uma consequência interessante de se aceitar tal critério para a ciência, consequência esta que exploraremos de modo mais completo posteriormente, é que se torna impossível provar algo. A pessoa pode apenas desprovar. Este é, no entanto, o funcionamento da ciência sob a doutrina da falsificação. A ciência aceita uma teoria se ela pode ser usada de forma a explicar e prever fidedignamente um fenômeno natural e se nenhum dado a contradiga. Se a teoria é refutada em algum ponto, então outra teoria é aceita, e, assim, o ciclo continua. Embora o conhecimento mercurial produzido de tal abordagem possa ser aceito para outros propósitos, ele não é uma base apropriada para a compreensão de Deus.

Duplamente Cegantes

Por que essas doutrinas gêmeas da ciência convencional, o naturalismo e a falsificação tornam-se tão problemáticas quando aplicadas ao estudo do divino? Porque são injustificadamente cegantes. Realizemos um experimento mental para descobrirmos como. Suponha que os teístas veementes e talentosos, inigualáveis em sua execução de investigação científica convencional e consumados em sua dedicação a um ser divino onipotente, repentinamente tomam posse de todas as grandes universidades e grandes institutos de pesquisa. Passadas décadas, quão longe tais gênios tementes a Deus poderiam ir? Eles certamente poderiam descreditar toda teoria científica alguma vez proposta que não incluísse uma rigorosa concepção de Deus. Eles também poderiam propor elaborados modelos de composição própria tanto centrados em Deus como perfeitamente de acordo com todo dato empírico já observado. Mas a pergunta de um milhão de dólares é: Eles provariam a existência de Deus?

A resposta é não. Eles certamente tornariam o ateísmo uma postura irrazoável e que nenhuma pessoa inteligente teria a esperança de justificar. E eles elaborariam uma visão abrangente do mundo como dependente de Deus em todos os aspectos. Mas eles não provariam que Deus existe. O naturalismo os impediria de apresentarem dados e evidências transcendentais aos cinco sentidos, e a falsificação os impediria de estabelecerem qualquer espécie de verdade conclusiva. Presos por tais algemas ideológicas da ciência convencional que limita toda investigação a desprovar teorias por meio de dados naturais, eles jamais seriam capazes de produzir evidências positivas de uma entidade sobrenatural.

Então, onde ficamos nós, os racionalistas espiritualmente indagadores? Se, mesmo em tal cenário ideal, a ciência convencional não poderia nos dar a satisfação de saber que Deus existe, resta-nos apenas a fé cega no que as autoridades nos dizem? Não há nenhuma forma de se empregarem métodos racionais de observação e experimentação a fim de se compreender o Supremo? As escrituras védicas da antiga Índia disponibilizam-nos precisamente tal alternativa.

Raízes Iluministas

Para apreciarmos o valor do que a literatura védica oferece, devemos, primeiramente, compreender que o estabelecimento científico estima o naturalismo e a falsificação em virtude desses ajudarem na distinção entre ciência e pseudociência. Os pesquisadores atuais são descendentes intelectuais do Iluminismo, um movimento na Europa oitocentista que mudou a visão da humanidade dos céus para a terra e cujos proponentes estimam a razão e o progresso sobre o dogma e a tradição. Deste modo, os membros da comunidade científica constantemente buscam delimitar a ciência de sorte a explorar o mundo através da razão e do intelecto, um caminho que é aberto ao empenho e à iniciativa individuais. Em contraste, eles vigilantemente expulsam ao reino da pseudociência qualquer abordagem que vejam como dependente de emoções subjetivas ou de recepção passiva, o que, para eles, comumente inclui religiões de todo tipo. Tanto o naturalismo como a falsificação auxiliam em tal separação, daí os pesquisadores do mainstream terem aceito-os como doutrinas.

Reconhecendo que a motivação fundamentadora de sua aceitação é bona fide – distinguindo indagações disciplinadas de alegações caprichosas – uma questão crítica é se tais doutrinas são o único meio para a obtenção desse fim, inobitenível pela aplicação da sabedoria védica. Enquanto evitando as armadilhas que o naturalismo e a falsificação apresentam, a literatura védica nos dá um meio para obtermos o conhecimento, meio este, no entanto, rigoroso, sistemático e verificável. Na verdade, o método védico tradicional para se conhecer a Deus – como apresentado em escrituras como o Bhagavad-gita e o Srimad-Bhagavatam – é um modelo de boa ciência, embora uma ciência adaptada de maneiras inevitáveis para o estudo do espírito.

Métodos de Ciências Brandas

A primeira adaptação – que, em virtude de sua natureza óbvia, é quase indigna de menção – é a compreensão de que Deus é uma pessoa com a qual se deve lidar de acordo, não como um substratum inerte do universo que podemos escavar e colocar no microscópio. Assim, se vamos olhar para a ciência como um modelo, devemos olhar para as ciências sociais, e não tanto para as ciências naturais.

Certamente, muitos cientistas “rígidos” fazem escárnio da ideia de disciplinas como psicologia, sociologia e economia serem consideradas ciências, mas isto não impediu legiões de homens pensadores a tentarem aplicar o método científico para estudar os seres humanos e suas sociedades. Tais cientistas sociais são forçados simplesmente a levar em conta em suas áreas qualidades como a autoconsciência e a autodeterminação, o que os cientistas naturais, que pesquisam matéria inerte e espécies subumanas, geralmente se dão a liberdade de ignorar. Uma vez que mesmo o estudo de humanos como agentes conscientes é uma temática para a ciência social, por que usaríamos os métodos das ciências naturais para estudar Deus? Se ainda há dúvidas, Ele é sobre-humano.

Como, então, poderíamos definir a ciência socioespiritual da literatura védica? Podemos definir a ciência social convencional ou similar como “a observação objetiva do reino natural através dos sentidos e de suas extensões”. Dado, todavia, que Deus é conhecido na literatura védica como Adhokshaja (aquele além do alcance dos sentidos) e Achintya (inconcebível), a necessidade de se adaptar tal definição ao estudo da transcendência revela-se óbvia. Uma definição para a ciência transcendental que leva em conta a natureza transcendental de Deus poderia ser “a experiência subjetiva do reino transcendental através da consciência e de acordo com a direção das escrituras reveladas”.

Tal definição deixou de ser científica? Srila Prabhupada parece acreditar que não; ele se referia à prática da vida espiritual como a “ciência da autorrealização”. Revisemos os componentes dessa ciência e vejamos se tal perspectiva é justificada.

Para começarmos, a nossa nova definição de ciência envolve subjetividade ao invés de objetividade. A ciência moderna, no entanto – através do princípio da incerteza de Heisenberg e da física quântica – trouxe o observador para dentro das equações físicas e o impediu de permanecer seguro na lateral do campo. Assim, a presença e as percepções da pessoa no ato de mensurar tingem sob todos os aspectos a mensuração, e não existe tal realidade expressa como conhecimento independente do conhecedor. Sim, tais verdades operam na escala quântica infinitesimal, mas o ponto é que a ciência convencional mostrou essencialmente que a objetividade é ilusória; de forma prática, portanto, não podemos ser criticados por falar em ciência com base em experiências subjetivas.

O próximo componente de nossa definição de ciência espiritual é o uso da consciência, ao invés de nossos sentidos físicos, como nosso instrumento primário de pesquisa. Isto obviamente viola a doutrina do naturalismo metodológico, a qual restringe as mensurações a instrumentos que expandem os sentidos; mas nossa definição ainda é científica em termos significativos?

Isomorfismo

Consideremos o princípio de isomorfismo, que dita que o instrumento usado para mensurar certo fenômeno deve ser apropriadamente compatível ao fenômeno. Depender unicamente dos cinco sentidos e de suas extensões mecânicas em nossa busca por Deus viola este princípio, visto que eles são capazes de perceber apenas matéria e visto que o nosso assunto é espiritual. Considerando essa limitação, é simplesmente razoável substituí-los por uma ferramenta de mensuração mais apropriada. Dogmaticamente ater-se somente aos instrumentos com os quais se está familiarizado ou com os quais se sente confortável – em face de sua óbvia impropriedade – é o sinal de um pesquisador destituído de razão, e não de um bom cientista. Como escrito décadas atrás pelo famoso químico John Platt no periódico Science:

Esteja atento ao homem de um método ou de um instrumento, seja experimental ou teorético. Ele tende a se tornar orientado pelo método ao invés de orientado pelo problema. O homem orientado pelo método está algemado; o homem orientado pelo problema está, pelo menos, ascendendo livremente em direção ao que é mais importante.

Caso queiramos pesquisar com sucesso a existência de Deus; como bons cientistas, devemos nos valer de qualquer método que melhor se adéque ao problema em mãos. A literatura védica nos informa que, a fim de compreender o espírito supremo, a consciência suprema, o eu supremo, o único instrumento adequado é o nosso próprio espírito, nossa própria consciência, o nosso próprio eu. Na verdade, apenas em nossa capacidade como porções de Sua divindade podemos nos conectar com Deus.

O Uso da Consciência para a Investigação acerca de Deus

Tendo sagaciosamente escolhido a consciência como o nosso instrumento, como devemos aplicá-la? É neste ponto que a orientação das escrituras reveladas se torna crucial. Seguir as escrituras significa estudar Deus em Seus próprios termos, pois Ele é a fonte última das escrituras.

Adaptações às necessidades e demandas de um tema não é algo alheio à pesquisa sociocientífica convencional. Consentimento e acesso são da maior importância visto que os seres humanos não podem ser manipulados contra a vontade deles como se fossem meras vias de elementos químicos ou chimpanzés de laboratório. Se tais considerações são críticas para o estudo de pessoas ordinárias, não devemos nos surpreender com a constatação de que são importantes no estudo de Deus. Se queremos ser bem-sucedidos, precisamos que Ele consinta com o nosso estudo e nos permita ter acesso a Ele. Nós talvez consideremos esse posicionamento subordinado como intragável, mas devemos aceitar que estamos tentando nos encontrar com a pessoa mais ocupada, mais rica, mais poderosa e mais famosa na existência.

Pesquisadores de ciências sociais frequentemente falam de pessoas criticamente posicionadas que podem ajudá-los a fazer importantes contatos como “guarda-cancelas”. Como resultado, Deus tem seus próprios guarda-cancelas, e precisamos trabalhar com eles para obtermos uma audiência com Deus, da mesma forma com que trabalharíamos com uma hierarquia corporativa para arranjarmos um encontro com um CEO.

Para a nossa fortuna, Deus apresenta elaboradamente no Bhagavad-gita os procedimentos pelos quais podemos ganhar acesso a Ele. Dentre esses, o mais fundamental é a necessidade de se aceitar um guru. Tal movimentação é não-científica? De forma alguma. Assim como qualquer doutorando aprende a arte de pesquisar com um orientador, o aspirante espiritual também deve receber instruções de um especialista. Qualquer pesquisador experiente, seja do espírito ou da matéria, pode transmitir técnicas e práticas melhores.

A abordagem védica para o conhecimento de Deus viola, deste modo, a doutrina do naturalismo em sua aceitação de métodos sobrenaturais; ela é, no entanto, surpreendentemente consistente com o espírito científico, e mesmo com muitos de seus princípios essenciais. Trata-se de uma ciência aprimorada, dado que permite acesso a uma dimensão de realidade inteiramente diferente, mas de modo sistemático e passível de repetição.

E quanto ao outro impedimento do conhecimento científico convencional para o acesso a Deus, a doutrina da falsificação? Como a ciência da literatura védica aborda essa limitação?

Duas Perspectivas de Conhecimento

Mais uma vez, um pouco de discussão preliminar se faz necessário antes que possamos responder tais questões. A ciência convencional e a ciência védica possuem perspectivas dramaticamente divergentes acerca do conhecimento. A primeira defende que os seres humanos não podem conhecer algo positiva e independentemente. Ao contrário, com base em dados empíricos, que coletamos observando e interagindo com o mundo físico, nós constantemente refinamos o que nós consideramos a verdade. Nossa base de conhecimento é, portanto, relativa e sempre em mutação.

Em última instância, o significado disso é que, em verdade, não conhecemos nada. Eu talvez possa dizer que o Sol nascerá amanhã ou que há um país chamado China do outro lado do mundo, mas o meu pretenso conhecimento é baseado apenas em minha experiência. Se, amanhã, o Sol não nascer ou se pego um avião para a China e descubro que ela não existe, eu certamente revisaria a minha consideração de verdade. O conhecimento dependente de hoje é a mitologia de amanhã. À luz de tal compreensão de conhecimento, a doutrina da falsificação tem sentido. Nós não podemos saber verdadeiramente o que é a verdade, então usemos o nosso tempo simplesmente expondo o que definitivamente não é verdade e aceitemos o que sobrar como bom o suficiente por ora.

As escrituras védicas apresentam uma visão de conhecimento diferente. Elas clamam podermos conhecer as coisas de modo certo, intrínseco e independente. Este conhecimento absoluto não é sujeito aos fluxos de nosso mundo sempre a mudar. De forma nada surpreendente, tal princípio acomoda da forma mais poderosa e gloriosa a pergunta cuja resposta mais deveríamos querer: Deus existe? Soa excelente, talvez digamos, mas este conhecimento proposto como absoluto é científico? Certamente ele o parece ser. Conquanto apresentado em escrituras reveladas, a pessoa não precisa aceitá-lo cegamente, com base unicamente nas palavras e nas experiências de outra pessoa. Em verdade ao espírito de indagação científica, ele pode ser verificado por empenho individual.

Mais Científico do que a Ciência

De fato, alguém poderia argumentar que esse processo é até mesmo mais científico do que a ciência convencional, mas, afinal, por que tantas pessoas escolhem a ciência em vez de, digamos, religião como um meio para a aquisição de conhecimento? Suponho que assim o é porque, se terão de depender de informações oriundas de uma fonte externa, em detrimento de alguma sorte de figura de autoridade, eles preferem seus próprios sentidos (que são uma fonte externa no sentido de que sou diferente de meus olhos, os quais podem me enganar – e de fato me enganam). Ao menos, eles estão envolvidos, assim, no processo, e não se encontram meramente como recipientes passivos. A literatura védica, entretanto, declara fortemente que você não tem que depender de alguma fonte externa – você pode conhecer pessoalmente. O conhecimento não necessita ser externamente dependente, seja de uma figura de autoridade, seja de nossos próprios sentidos, mas pode tornar-se algo genuinamente interno. O que poderia ser mais satisfatório a pessoas que querem ver por si mesmas?

Desta maneira, o método védico nos permite transcender as restrições da falsificação e adquirir conhecimento positivo verdadeiro, mas de um modo harmonioso com ideias científicas, como observação independente e verificação.

É claro que começamos pela aceitação da versão das escrituras com base em fé, mas, novamente, será isto algo tão imensamente não científico? Toda pesquisa investigativa convencional começa com uma hipótese, uma formulação do que o pesquisador espera encontrar. Esse pressentimento pode advir de teoria, observação, pesquisa pretérita, experiência de vida, intuição – de qualquer fonte. Enquanto os métodos usados na investigação das hipóteses forem rigorosos, sua fonte é irrelevante. Assim, por que não começar pelas escrituras?

Portanto, mesmo antes de começarmos a nossa investigação, as escrituras têm sim um importante papel. A fim de que não tenhamos problemas imaginando como é ter tal conhecimento positivo, as escrituras usam analogias para nos inspirar. O Senhor Krishna explica na abertura do capítulo mais confidencial do Bhagavad-gita (Capítulo 9) que o conhecimento que Ele está prestes a descrever concede “experiência direta” (pratyaksha). Muito embora a temática sendo discutida seja claramente espiritual, a palavra sânscrita utilizada é a mesma usada em sensações físicas. E, caso isto não baste para nos transmitir a ideia, o Srimad-Bhagavatam (11.2.42) nos assegura:

Devoção, experiência direta do Senhor Supremo e desapego das outras coisas – estes três ocorrem simultaneamente para aquele que se refugia na Suprema Personalidade de Deus, da mesma forma que prazer, nutrição e alívio da fome manifestam-se simultânea e crescentemente a cada mordida para uma pessoa ocupada em comer.

Seguindo fielmente os procedimentos dados por Deus na literatura védica, podemos esperar experimentá-lO de um modo tão tangível como experimentamos uma refeição. E isto não se restringe a uma experiência interior. Ao contrário, tanto o Bhagavad-gita (6.30) quanto o Srimad-Bhagavatam (11.2.45) nos informam que, em certo estágio de avanço, veremos Deus em tudo e em todos.

Neste ponto, deve estar claro que o que é oferecido pela literatura védica é um meio genuinamente científico para se conhecer Deus. Ao invés de invocar mero sentimentalismo ou fé cega, apresenta um processo coerente que incorpora tanto razão como empenho individual, e então convida as almas desejosas a fazerem sua própria investigação. Então, para aqueles de nós que realmente querem pesquisar a existência de Deus, a dificuldade é clara: Correndo sobre os dois trilhos do naturalismo e da falsificação, a locomotiva da ciência convencional pode nos levar até certa distância na direção correta. Cedo ou tarde, entretanto, temos que embarcar no aeroplano da ciência védica para alcançarmos o nosso destino desejado. Por que, então, esperar até o fim dos trilhos?

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