Kali-yuga, A Última Era do Ciclo Cósmico

Kali-yuga, A Última Era do Ciclo Cósmico 01

Sukadeva Gosvami
Excertos dos capítulos 2 e 3 do último canto da obra Srimad-Bhagavatam

Sukadeva Gosvami disse: Então, ó rei, a religião, a veracidade, a limpeza, a tolerância, a misericórdia, a duração de vida, a força física e a memória, todas diminuirão dia a dia em virtude da poderosa influência da era de Kali.

Em Kali-yuga, somente a riqueza será considerada sinal de bom nascimento, comportamento adequado e boas qualidades. E a lei e a justiça serão aplicadas apenas com base no poder do indivíduo. Homens e mulheres viverão juntos por causa da mera atração su­perficial. O sucesso nos negócios dependerá de fraudes. A feminili­dade e a masculinidade serão julgados segundo a perícia sexual da pessoa. E um homem será conhecido como brahmana apenas por usar um cordão. Determinar-se-á a posição espiritual de alguém apenas em função de símbolos externos, e em base a este mesmo princípio as pessoas mudarão de uma ordem espiritual para outra. A dignidade do homem será seriamente questionada se ele não tiver um bom salá­rio. E considerar-se-á um estudioso erudito quem for muito perito em malabarismo verbal.

Alguém será julgado profano se não tiver dinheiro, e a hipocrisia será aceita como virtude. O casamento será feito apenas por acordo verbal, e a pessoa pensará que está apta a aparecer em público ape­nas porque tomou banho. Será considerado sagrado um lugar que consistir apenas de um reservatório d’água num local distante, e a beleza será julgada pelo penteado de cada um. Encher a barriga se tornará a meta da vida, e quem for audacioso será aceito como veraz. Aquele que conseguir manter a família será considerado hábil, e os princípios religiosos serão observados apenas por causa da reputação.

À medida que a Terra se apinhar de população corrupta, quem quer que, dentre qualquer das classes sociais, mostrar ser o mais forte obterá o poder político. Perdendo suas esposas e propriedades para tais governantes ava­rentos e desumanos, que não se comportarão melhor do que ladrões ordinários, os cidadãos fugirão para as montanhas e florestas. Atormentados pela fome e impostos excessivos, os homens recor­rerão a folhas, raízes, carne, mel silvestre, frutas, flores e sementes para se alimentar. Atingidos pela seca, eles ficarão completamente arruinados. Os cidadãos sofrerão muito com o frio, vento, calor, chuva e neve. Serão atormentados ainda por desavenças, fome, sede, doen­ça e severa ansiedade.

A duração máxima de vida dos seres humanos em Kali-yuga será de cinquenta anos. Na época do fim da era de Kali, os corpos de todas as criaturas diminuirão muito em tamanho, e os princípios religiosos dos seguidores do varnasrama serão arruinados. A sociedade humana esque­cerá por completo o caminho dos Vedas, e a dita religião será em sua maior parte ateísta. A maioria dos reis serão ladrões, a ocupa­ção dos homens será o roubo, a mentira e a violência desnecessária, e todas as classes sociais serão reduzidas ao baixíssimo nível dos sudras. As vacas serão como cabras, os eremitérios espirituais não serão diferentes de casas mundanas, e os laços familiares não se es­tenderão além dos vínculos imediatos do matrimônio. A maioria das plantas e ervas serão pequeninas, e todas as árvores serão semelhantes às árvores anãs sami. As nuvens serão cheias de relâmpagos, os lares serão desprovidos de piedade, e todos os seres humanos parece­rão asnos.

Nesse momento, a Suprema Personalidade de Deus apa­recerá na Terra. Agindo com o poder da bondade espiritual pura, Ele salvará a religião eterna. O Senhor Visnu – a Suprema Personalidade de Deus, o mestre espiritual de todos os seres vivos móveis e inertes e a Alma Supre­ma de todos – nasce para proteger os princípios religiosos e para salvar Seus devotos santos das reações da atividade material. O Senhor Kalki aparecerá na casa do mais eminente brahmana da aldeia de Sambhala, o magnânimo Visnuyasa. O Senhor Kalki, o Senhor do Universo, montará em Seu veloz cavalo Devadatta e, de espada em punho, viajará pela Terra exibin­do Suas oito opulências místicas e oito qualidades especiais da Divin­dade. Exibindo Sua refulgência inigualável e cavalgando com grande velocidade, Ele matará aos milhões aqueles ladrões que ousaram vestir-se de reis.

Kali-yuga, A Última Era do Ciclo Cósmico 02

Foto: O vindouro nascimento do Senhor Visnu, Kalki.

Depois que todos os reis impostores forem mortos, os residentes das cidades e aldeias sentirão na brisa a mais sagrada fragrância da polpa de sândalo e outras decorações do Senhor Vasudeva, e suas mentes ficarão transcendentalmente puras. Depois que o Senhor Vasudeva, a Suprema Personalidade de Deus, aparecer em seus corações sob Sua forma de bondade trans­cendental, os cidadãos restantes repovoarão a Terra. Depois que o Senhor Supremo aparecer na Terra como Kalki, o mantenedor da religião, começará Satya-yuga, e a sociedade huma­na gerará progênie no modo da bondade. Quando a Lua, o Sol e Brhaspati estiverem juntos na constela­ção Karkata, e todos os três entrarem ao mesmo tempo na mansão lunar Pusya – nesse exato momento começará a era de Satya, ou Krta.

A Partida de Krsna

Visnu, o Supremo Senhor, é brilhante como o Sol e é conhecido como Krsna. Quando Ele retornou ao céu espiritual, Kali entrou neste mundo, e então os homens passaram a sentir prazer nas ativi­dades pecaminosas.

Kali-yuga, A Última Era do Ciclo Cósmico 03

Foto: Krsna retorna ao céu espiritual.

Enquanto o Senhor Sri Krsna, o esposo da deusa da fortuna, tocou a Terra com Seus pés de lótus, Kali não teve poder para subjugar este planeta. Quando a constelação dos sete sábios passa pela casa lunar Magha, começa a era de Kali, que consiste em doze séculos dos semideuses. Quando os grandes sábios da constelação Saptarsi passarem de Magha para Purvasadha, Kali estará com plena força. Isso começa­rá a partir da época do rei Nanda e sua dinastia.

Aqueles que compreendem cientificamente o passado declaram que no mesmo dia em que o Senhor Sri Krsna partiu para o mundo espiritual começou a influência da era de Kali. Depois de mil anos celestes de Kali-yuga, Satya-yuga se manifes­tará novamente. Nessa ocasião, as mentes de todos os homens se torna­rão autorrefulgentes.

Descrevi a dinastia real de Manu [em capítulos anteriores] como é conhecida nesta Terra. Pode-se também estudar a história dos vaisyas, sudras e brahmanas que vivem nas várias eras. Esses homens, que foram grandes almas, agora são conhecidos apenas pelo nome. Eles existem apenas em narrações do passado, e só a fama deles permanece na Terra.

Devapi, o irmão de Maharaja Santanu, e Maru, o descendente de Iksvaku, possuem extraordinária força mística e ainda estão vivos na aldeia de Kalapa. No final da era de Kali, esses dois reis, após receberem instru­ção diretamente da Suprema Personalidade de Deus, Vasudeva, re­tornarão à sociedade humana e restabelecerão a religião eterna do homem, caracterizada pelas divisões de varna e asrama, como era antes.

O ciclo de quatro eras – Satya, Treta, Dvapara e Kali – continua perpetuamente entre os seres vivos nesta Terra, repetindo a mesma sequência geral de acontecimentos.

A História dos Reis sobre a Terra

Meu querido rei Pariksit, todos esses reis que descrevi, bem como todos os outros seres humanos, vêm a esta Terra e arrogam-se o di­reito de propriedade sobre ela, mas, no final, todos eles têm de aban­donar este mundo e deparar-se com a destruição. Embora o corpo de um indivíduo agora talvez seja chamado de “rei”, no final seu nome será “vermes”, “excremento” ou “cinzas”. Que pode alguém que fere outros seres vivos em benefício do pró­prio corpo saber sobre seu interesse supremo, já que suas atividades apenas o estão levando para o inferno?

O rei materialista pensa: “Esta Terra ilimitada foi mantida por meus predecessores e agora está sob minha soberania. Que devo fazer para que ela permaneça nas mãos de meus filhos, netos e outros descendentes?”. Embora aceitem o corpo feito de terra, água e fogo como o “eu” e esta terra como “minha”, todos esses tolos por fim abandonaram tanto seus corpos quanto a terra e caíram no esquecimento. Meu querido rei Pariksit, pela força do tempo todos esses reis que tentaram desfrutar a Terra mediante seu poder foram reduzidos a nada mais do que narrações históricas.

Sukadeva Gosvami disse: Vendo os reis desta Terra ocupados em tentar conquistá-la, a própria Terra riu e disse: “Vede só como esses reis, que não passam de joguetes nas mãos da morte, almejam me conquistar. Grandes governantes da humanidade, mesmo os que são erudi­tos, deparam-se com frustração e fracasso devido à luxúria material. Levados por tal luxúria, esses reis depositam enorme esperança e fé num amontoado de carne chamado corpo, ainda que a moldura material seja tão fugaz quanto bolhas de espuma na água. Os reis e políticos imaginam: ‘Primeiro conquistarei meus senti­dos e mente; depois, dominarei meus principais ministros e me livra­rei das picadas de espinho de meus conselheiros, cidadãos, amigos e parentes, bem como dos guardadores de meus elefantes. Desse modo, aos poucos, conquistarei a Terra inteira’. Porque os cora­ções desses líderes estão atados por grandes expectativas, eles deixam de ver sua morte iminente. Após conquistarem toda a superfície da Terra, esses reis orgulho­sos entram à força no oceano para dominar o próprio mar. De que vale seu autocontrole, que visa à exploração política? A verdadeira meta do autocontrole é a liberação espiritual”.

Ó melhor dos Kurus, a Terra prosseguiu dizendo: “Embora no passado grandes homens e seus descendentes tenham partido deste mundo da mesma desamparada maneira que para cá vieram, ainda hoje há homens tolos tentando me conquistar. A fim de me conquistarem, homens materialistas lutam uns com os outros. Pais se opõem a filhos, e irmãos lutam entre si, porque seus corações estão atados pelo desejo de possuir poder po­lítico. Os líderes políticos provocam-se mutuamente: ‘Toda esta Terra é minha! Não é tua, seu tolo!’ Dessa maneira, eles se atacam e morrem”.

Sukadeva Gosvami disse: Ó poderoso Pariksit, contei-te a vida de todos esses grandes reis, que espalharam sua fama pelo mundo todo e depois partiram. Meu verdadeiro propósito era ensinar o co­nhecimento transcendental e a renúncia. Histórias de reis confe­rem poder e opulência a essas narrações, mas não constituem em si mesmas o aspecto último do conhecimento. Quem deseja prestar serviço devocional puro ao Senhor Krsna deve ouvir as narrações das gloriosas qualidades do Senhor Utta­masloka [Krsna], cujo constante cantar de Suas glórias destrói tudo o que é inauspicioso. O devoto deve se ocupar em tal audição em reuniões diárias regulares e também deve continuar a ouvi-las durante todo o dia.

A Solução Devocional

O rei Pariksit disse: Meu senhor, como podem as pessoas que vivem na era de Kali livrar-se da contaminação acumulativa desta era? Ó grande sábio, por favor, explica-me isto.

Sukadeva Gosvami disse: Meu querido rei, no princípio, durante Satya-yuga, a era da verdade, a religião está presente com todas as suas quatro pernas intactas e é muito bem mantida pelas pessoas da­quela era. Essas quatro pernas da poderosa religião são a veracida­de, a misericórdia, a austeridade e a caridade. As pessoas de Satya-yuga são em sua maioria autossatisfeitas, misericordiosas, amigas de todos, tranquilas, sóbrias e tolerantes. Elas obtêm prazer de seu próprio eu, veem tudo com equanimidade e sempre se esforçam com diligência pela perfeição espiritual.

Em Treta-yuga, devido à influência dos quatro pilares da irreli­gião – mentira, violência, insatisfação e desavença –, cada perna da religião reduz-se aos poucos em um quarto. Na era de Treta, os homens se dedicam a cerimônias ritualísticas e severas austeridades. Não são violentos em demasia nem muito desejosos de prazer sensual. Seu interesse repousa sobretudo na reli­giosidade, no desenvolvimento econômico e no gozo regulado dos sentidos. Eles alcançam a prosperidade seguindo as prescrições dos três Vedas. Embora a sociedade nessa era se desenvolva em quatro classes separadas, ó rei, a maioria do povo é constituída de brah­manas.

Em Dvapara-yuga, as qualidades religiosas de austeridade, verdade, misericórdia e caridade reduzem-se à metade em virtude de seus cor­relativos irreligiosos – insatisfação, inverdade, violência e inimizade. Na era de Dvapara, as pessoas se interessam em glória e são muito nobres. Dedicam-se ao estudo dos Vedas, possuem enorme opu­lência, sustentam famílias grandes e desfrutam a vida com vigor. Das quatro classes, os ksatriyas e brahmanas são os mais nume­rosos.

Na era de Kali, somente um quarto dos princípios religiosos permanece. Este último remanescente pouco a pouco decrescerá em razão dos princípios sempre crescentes da irreligião e por fim será destruído. Na era de Kali, os homens tendem a ser gananciosos, mal compor­tados e desumanos, e brigam uns com os outros sem uma boa razão. Desafortunado e assediado por desejos materiais, o povo de Kali-­yuga é quase todo composto de sudras e bárbaros.

Os modos materiais – bondade, paixão e ignorância –, cujas permutações observam-se dentro da mente da pessoa, são postos em movimento pelo poder do tempo. Quando a mente, a inteligência e os sentidos estão solidamente fixos no modo da bondade, deve-se compreender que este período chama-se Satya-yuga, a era da verdade. As pessoas, então, sentem prazer no conhecimento e na austeridade. Ó inteligentíssimo rei Pariksit, quando as almas condicionadas se dedicam a seus deveres porém têm motivos ulteriores e buscam pres­tígio pessoal, deves compreender que esta situação caracteriza a era de Treta, em que são preeminentes as funções da paixão.

Quando cobiça, insatisfação, orgulho falso, hipocrisia e inveja, bem como a atração por atividades egoístas, tornam-se preeminentes, tal período é a era de Dvapara, dominada pelos modos da paixão e da ignorância misturados. Quando há predominância de engano, mentira, preguiça, sonolên­cia, violência, depressão, lamentação, confusão, medo e pobreza, essa era é Kali, a era do modo da ignorância.

Em decorrência das más qualidades da era de Kali, os seres huma­nos terão visão curta e serão desafortunados, glutões, luxuriosos e empobrecidos. As mulheres, deixando de ser castas, vagarão à von­tade de um homem para outro. As cidades serão dominadas por ladrões, os Vedas serão conta­minados por interpretações especulativas de ateístas, os líderes políticos chegarão quase a consumir os cidadãos e os ditos sacerdotes e intelectuais se entregarão aos ditames do estômago e órgãos ge­nitais.

Os brahmacaris deixarão de executar seus votos e em geral serão sujos, os pais de família virarão mendigos, os vanaprasthas viverão em aldeias e os sannyasis se tornarão ávidos de riqueza. As mulheres diminuirão muito de tamanho, comerão demais, terão mais filhos do que podem cuidar e perderão toda a timidez. Falarão sempre com aspereza e exibirão más qualidades, tais como roubo, engano e audácia desenfreada.

Os negociantes se ocuparão num pequeno comércio e ganharão dinheiro através de fraude. Mesmo sem haver emergência, as pessoas considerarão bastante aceitável qualquer ocupação degradada. Os servos abandonarão um senhor que tiver perdido sua riqueza, mesmo que este senhor seja uma pessoa santa de caráter exemplar. Os patrões abandonarão um servo incapacitado, mesmo que este servo tenha estado na família por gerações. As vacas serão abando­nadas ou mortas quando deixarem de dar leite.

Em Kali-yuga os homens serão desprezíveis e controlados por mulheres. Rejeitarão seus pais, irmãos, outros parentes e amigos e em vez disso se associarão com as irmãs e irmãos de suas esposas. Dessa maneira, seu conceito de amizade se baseará exclusivamente em vínculos sexuais. Homens incultos aceitarão caridade em nome do Senhor e ganha­rão a vida fazendo exibição de austeridade e usando hábito de men­dicante. Homens que nada sabem de religião subirão a um assento elevado e se atreverão a falar de princípios religiosos.

Na era de Kali, a mente das pessoas estará sempre agitada. Elas ficarão magras em virtude da fome e dos impostos, meu querido rei, e estarão sempre perturbadas devido ao medo da seca. Terão falta de roupas, comida e bebida adequadas, serão incapazes de ter descanso apropriado, de ter relações sexuais ou de se banhar, e não terão adornos para enfeitar o corpo. De fato, as pessoas de Kali­-yuga aos poucos ficarão semelhantes a criaturas assombradas ou aos próprios fantasmas.

Em Kali-yuga, os homens desenvolverão ódio mútuo mesmo por causa de algumas moedas. Abandonando todas as relações amistosas, ­estarão prontos a entregar a própria vida e a matar até mesmo os pró­prios parentes. Os homens não mais protegerão seus pais idosos, filhos ou espo­sas respeitáveis. Totalmente degradados, somente cuidarão de satisfazer o próprio estômago e órgãos genitais. Ó rei, na era de Kali, a inteligência dos homens será desviada pelo ateísmo, e eles quase nunca oferecerão sacrifício à Suprema Persona­lidade de Deus, que é o supremo mestre espiritual do Universo. Em­bora todas as grandes personalidades que controlam os três mundos prostrem-se aos pés de lótus do Senhor Supremo, os insignificantes e desditosos seres humanos desta era não o farão.

Aterrorizado e prestes a morrer, um homem sucumbe em sua cama. Embora sua voz esteja embargada e ele mal saiba o que está dizendo, caso entoe o santo nome do Senhor Supremo, poderá se li­bertar da reação do trabalho fruitivo e alcançar o destino supremo. Apesar disso, as pessoas na era de Kali não adorarão o Senhor Supremo.

Em Kali-yuga, os objetos, os lugares e mesmo os indivíduos estão todos poluídos. A onipotente Personalidade de Deus, todavia, pode remover toda essa contaminação da vida daquele que fixa o Senhor dentro de sua mente. Se alguém ouvir sobre o Senhor Supremo, glorificá-lO, meditar nEle, adorá-lO ou apenas oferecer grande respeito a Ele, que está situado dentro do coração, o Senhor afastará de sua mente a conta­minação acumulada durante muitos milhares de vidas. Assim como o fogo aplicado ao ouro retira todo descoramento causado por vestígios de outros metais, o Senhor Visnu dentro do coração purifica a mente dos yogis.

Kali-yuga, A Última Era do Ciclo Cósmico 04

Foto: Visnu, uma das espirituais formas de Krsna, a personalidade suprema em que se deve meditar.

Por alguém se ocupar nos processos de adoração aos semideuses, austeridades, controle respiratório, compaixão, banho nos lugares sagrados, votos estritos, caridade e canto de vários mantras, sua mente não pode atingir a mesma purificação absoluta que é obtida quando a ilimitada Personalidade de Deus aparece dentro de seu co­ração.

Portanto, ó rei, empenha-te com todo esforço para fixar o Su­premo Senhor Kesava [Krsna] dentro de teu coração. Mantém essa con­centração no Senhor e, na hora da morte, com certeza alcançarás o destino supremo. Meu querido rei, a Personalidade de Deus é o controlador últi­mo. Ele é a Alma Suprema e o refúgio supremo de todos os seres. Quando aqueles que estão para morrer meditam no Senhor, este lhes revela sua identidade espiritual eterna.

Meu querido rei, embora Kali-yuga seja um oceano de defeitos, existe ainda assim uma boa qualidade em relação a esta era: pelo simples cantar do maha-mantra Hare Krsna, pode-se ficar livre do cativeiro material e ser promovido ao reino transcendental. Qualquer resultado obtido em Satya-yuga através da meditação em Visnu, em Treta-yuga mediante a execução de sacrifícios e em Dvapara-yuga por servir os pés de lótus do Senhor pode-se alcançar em Kali-yuga pelo simples cantar do maha-mantra Hare Krsna.

Conheça mais sobre o Srimad-Bhagavatam aqui.

Leia outro excerto do Srimad-Bhagavatam aqui.

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12 Respostas

  1. Anônimo

    Hare Kṛṣṇa Hare Kṛṣṇa Kṛṣṇa Kṛṣṇa Hare Hare Hare Rāma Hare Rāma Rāma Rāma Hare Hare!!!!

    17 de dezembro de 2012 às 8:30 AM

  2. Bakana…
    Que as almas cheguem onde devem chegar…
    Que nós irmão espirituais encontremos a verdadeira realidade.
    Hare bole

    17 de dezembro de 2012 às 9:45 PM

  3. Nanda Gopala

    Desculpa falar, mas Kalki não vem nesta Kali-yuga…

    18 de dezembro de 2012 às 9:58 AM

  4. joão mendes

    Bendito seja o Senhor, que nos concedeu a razão, efeito da inteligência, que é um atributo da consciência quando desperta, para sermos vigilantes eternamente contra o sono da indiferença que tudo corrompe para dar lugar às espessas sombras do ego e consequentemente da irracionalidade.

    Om Shanti

    12 de dezembro de 2013 às 11:33 AM

  5. Anônimo

    Hare Krishna, Hare Krishna
    Krishna Krishna, Hare Hare
    Hare Rama, Hare Rama
    Rama Rama, Hare Hare

    Jay Radhe!

    2 de janeiro de 2015 às 9:19 PM

  6. joão de oliveira

    Para alcançar estado mental purificado cada homem terá que alterar o seu padrão vibratório de extremado apreço ao ego para a compaixão e simplicidade externando amor por seu semelhante.

    19 de outubro de 2015 às 1:35 PM

  7. Príncila

    Me lembrou Jesus Cristo

    14 de janeiro de 2016 às 6:40 PM

    • Noname

      Eu diria que não há muita diferença, pois todos os iniciados trataram da mesma e da única Verdade. A única coisa que muda é a forma como se fala e a forma como se recebe a mensagem, ao meu ver.

      31 de agosto de 2016 às 2:33 AM

  8. Anônimo

    Hare Krishna !
    Gratidão pelo artigo !

    8 de março de 2016 às 12:08 PM

  9. Agni Netra Simha Das

    Sri Caitanya Mahaprabhu sugere: Independentemente do fato de alguém estar no modo da paixão, ignorância ou bondade, se ouvir com regularidade uma alma autorrealizada falar acerca do Srimad-Bhagavatam, ele liberta-se do cativeiro consequente ao enredamento material. (Srimad-Bhagavatm 9.18.2).

    Servo de todos os devotos do Senhor Sri-Krsna-Caitanya,
    Agni Netra Simha Das

    31 de outubro de 2016 às 10:46 AM

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