Taj Mahal: Duradouro Monumento ao Amor

15 R (artigo - Sexo e Matrimônio) Taj Mahal (bg) (ta) (661)Jayadvaita Swami


Uma visão “bastante romântica” do Taj Mahal.

Em mais de vinte e cinco anos visitando a Índia, eu nunca havia visto o Taj Mahal – nunca tive o desejo ou motivo para fazê-lo. Contudo, quando minha mãe veio em sua primeira viagem à Índia, como ela poderia voltar para os Estados Unidos e dizer que não viu o Taj Mahal?

Então eu a levei lá.

E confesso ter ficado satisfeito com ela quando ela disse ter achado o Taj Mahal “uma verdadeira decepção”. À primeira vista, era “surpreendente”, ela disse. Porém, à medida que você vai se aproximando, menos impressionante ele parece. Embora ele preencha majestosamente um cartão postal, o lugar é razoavelmente pequeno. Em seu interior, o trabalho no mármore é bem feito – as imagens foram delicadamente esculpidas, rodeadas por intrincadas flores também esculpidas com cuidado – mas se resume a isso: precisas esculturas em baixo relevo que se repetem com seus traços muçulmanos ao longo de toda a câmara de novo e de novo. E quando você já viu – você já viu e pronto.

O que dizer do “duradouro monumento ao amor”?

Soa perfeito. Amor é o símbolo perfeito para o Taj Mahal: marketing perfeito, decepção perfeita.

Isso é o que se entende por “amor”. O mundo inteiro está compondo músicas sobre isso. Poetas, bardos e trovadores estão louvando tal amor, psicólogos se aprofundam no tema, meninos e meninas sonham com isso. Outdoors o vendem, indústrias se mantêm por ele, e reis e rainhas e varredores de rua buscam por ele a todo custo.

E, por fim, o que você consegue? Uma decepção.

Este é o grande segredo do amor: ou você não o consegue, ou você o consegue e ele fica abaixo de suas expectativas, ou ele se torna um grande pesadelo com o tempo. Ou, como aconteceu com Shah Jahan, construtor do Taj Mahal, quando você pensa que o tem, você o perde.

Amigos, isso se trata de um blefe, uma falsificação, uma mentira – não é verdadeiro.

Essa mentira existe porque toda a indústria precisa cobrir esta engenhoca de sangue, ossos, tripas e cabelo com um punhado de ilusão para que pareça bonita. Coloque dois desses corpos juntos, tempere com hormônio picante e está pronto: amor.

Por isso o Taj Mahal era perfeito. Jardins, esculturas, lâmpadas, joias… E no centro disso tudo? Dois corpos mortos.

O Taj Mahal – o símbolo ideal do amor – é, por fim, uma tumba. E o amor que ele representa, se o amor durar até lá, sempre terminará com a morte.

Se você quer algo melhor, você tem que amar o que dura, não o que apodrece e perece. O que dura é o atma, a alma, a centelha de vida que faz um corpo vivo e um corpo morto diferentes. E por “alma” eu não me refiro a uma metáfora barata para o brilho dos olhos, algum movimento na mente ou alguns pulinhos no caminhar – não. Eu me refiro à força viva por trás de tudo, o poder que faz as coisas funcionarem. Tal centelha de vida é o verdadeiro eu.

Você talvez possa amar a força viva percebida em outra pessoa, ou você pode direcionar o seu amor para a força dentro de si mesmo. Mas seu contato com a força viva dentro de outra pessoa está temporalizada pela morte eminente. O corpo fica “no meio do caminho”. E, no outro caso, quão longe você pode ir em um amor no qual o único ser que você ama é o seu eu e o seu eu é o único ser que o ama?

Amor verdadeiro, portanto, significa o amor eterno entre o eu diminuto e o Eu Supremo, a centelha de vida e a fonte de toda a vida, entre um pequeno recipiente de amor e o grande reservatório de amor, entre você e a Suprema Personalidade de Deus.

Com o fim de redespertar em todos tal amor verdadeiro, muito acima do amor propagado pelo Taj Mahal, Prabhupada criou esta revista Volta ao Supremo.

Fonte da imagem: flickr.com/photos/claudioaccheri/14509625909.

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