O Sacrifício Rajasuya

Rajasuya 01

Excerto da obra Mahabharata,
recontada por Krishna Dharma Dasa

 Era quase chegado o momento do Rajasuya. Krsna, como prometido, retornou a Indraprastha acompanhado de suas esposas e outros parentes. Os grandiosos exércitos Yadu e Vrsni também chegaram com ele, e, conforme adentravam a cidade, enchiam-na com o estalar de rodas de quadriga e com o sopro de búzios. O que já era um oceano inexaurível de pedras preciosas tornou-se ainda mais transbordante quando Krsna mimoseou os Pandavas com seus presentes.

Depois que Krsna e todos os seus parentes haviam sido devidamente recebidos, Yudhisthira sentou-se com ele em seu salão de assembleia e disse: “Ó Krsna, é unicamente em razão de vós que este vasto planeta foi colocado sob meu domínio. Com efeito, unicamente por vossa graça isto foi possível. Desejo, agora, devotar toda a minha riqueza aos brahmanas e a Agni, o transportador das oferendas sacrificatórias. Permiti-me, por favor, realizar o sacrifício Rajasuya”.

Krsna louvou as muitas virtudes de Yudhisthira. “Vossa Majestade merece, indiscutivelmente, a dignidade imperial. Realize o sacrifício. Se o mesmo for bem-sucedido, hei de considerar um sucesso meu. Estou sempre atento e buscando pelo bem de Vossa Majestade e farei o que quer que me seja possível para assisti-lo. Aponte-me algum ofício e obedecerei aos comandos de Vossa Majestade”.

Yudhisthira solicitou a Vyasadeva que se encarregasse do sacrifício. Assim, Vyasadeva aceitou pessoalmente a posição de sacerdote principal e apontou os rsis Yajnavalkya, Soshama, Paila e Dhaumya como seus assistentes. Juntos, construíram os seis altares sacrificiais no vasto complexo delimitado em um local sagrado próximo à cidade.

Yudhisthira organizou a construção de mansões para hospedar os milhares de reis que compareceriam, bem como alojamento para as outras classes de homens. Incontáveis brahmanas rumavam para Indraprastha como rios fluindo para o mar, e cada um deles era recebido com presentes valiosos e confortável acomodação.

Quando o grupo de Hastinapura, encabeçado por Dhrtarastra e Bhisma, chegou, Yudhisthira pessoalmente os recebeu com grande amor. Ele curvou-se ante os pés de seus superiores e disse: “Toda a minha riqueza e todos os meus domínios são vossos. Por favor, comandai-me como for de vosso agrado”.

Bhisma, Drona e Krpa ergueram Yudhisthira de suas reverências e abraçaram-no. Abraçando Yudhisthira contra seu ombro, Bhisma disse: “É-nos uma imensa fortuna vermos tua pessoa hoje pronta para realizar o grande sacrifício Rajasuya. Certamente isto se dá pela graça do Senhor Supremo. És merecedor da dignidade imperial. Permite-nos, por bondade, sermos teus servos e dá-nos algum afazer no sacrifício”.

Após consultar Vyasadeva, Yudhisthira requisitou a Bhisma e Drona que supervisionassem a organização do sacrifício.

A arena sacrificial logo foi tomada por refulgentes rsis a cantarem hinos do Sama Veda. Entre os sábios auxiliando o sacrifício estavam Bharadvaja, Gautama, Asita, Vasistha, Visvamitra, Parasurama, Kasyapa e muitos outros que descenderam das regiões superiores do universo. Os residentes dos planetas celestiais, sentados em suas irradiantes quadrigas, compareceram pessoalmente quando as oferendas de ghi estavam sendo derramadas sobre as piras com utensílios feitos inteiramente de ouro. Perante os olhos de todos, os deuses, encabeçados por Brahma, Shiva e Indra, aceitaram seus assentos na arena. As plataformas de ouro ao redor da arena sacrificial, repletas de rsis e personalidades celestes, pareciam tão belas quanto o céu adornado por inumeráveis estrelas.

Narada Rsi compareceu ao sacrifício e olhou em espanto para todas as grandes personalidades presentes. Entre os milhares de reis, ele viu Krsna brilhando refulgente como o Sol. Narada maravilhou-se ante o pensamento de que a Pessoa Suprema estivesse presente na Terra em uma forma aparentemente humana. O rsi sabia que Krsna certamente desempenhava algum plano divino.

Transcorridos muitos dias, Yudhisthira foi coroado imperador. No último dia do sacrifício, os brahmanas prepararam o suco da planta soma a fim de oferecerem o mesmo a todos os importantes indivíduos ali presentes. Primeiramente, seriam adorados com os devidos rituais, após o que receberiam o convite de compartilhar da bebida divina. Bhisma dirigiu a palavra a Yudhisthira: “Deves, neste momento, selecionar aquele que é o sujeito mais importante nesta assembleia e adorá-lo com arghya. O guru, o sacerdote, o parente, o snataka, o amigo e o rei – todos estes seis são dignos de adoração. Adora, por conseguinte, todos estes reis e brahmanas, começando por aqueles que consideres de maior destaque”.

Yudhisthira indagou seus conselheiros acerca de quem eles consideravam apropriado para receber a adoração. Havia alguma incerteza. Alguns sugeriram Brahma; outros, Shiva; outros ainda, Vyasadeva. Yudhisthira, então, perguntou a Bhisma: “Ó líder dos Kurus, quem consideras ser o melhor de todos os presentes aqui neste dia? Quem deve receber a primeira adoração, o agra-puja?”.

Bhisma respondeu: “Assim como o brilho do Sol supera o brilho de todos os objetos luminosos, o brilho de Krsna supera aquele de todos os reis. Sem qualquer dúvida, ele é a personalidade mais digna do recebimento da primeira oferenda”.

Yudhisthira concordou inteiramente, bem como Sahadeva, quem, ante o comando de Bhisma, colocou-se de pé e anunciou à assembleia: “O imperador Yudhisthira gostaria de oferecer o agra-puja a Krsna. Muitíssimo embora os principais deuses estejam presentes, eles são todos subordinados a Krsna. Ele é a meta última de todos os yogis e ascetas que têm por objetivo a autorrealização. Contudo, existe alguma necessidade de que eu narre suas glórias? Todos vós sois grandes personalidades, logo tendes completa ciência da posição de Krsna. Com efeito, Krsna é a Superalma de todos. Por conseguinte, satisfazendo-o, haveremos de satisfazer todos os seres criados”.

Rajasuya 02

Sahadeva continuou glorificando Krsna por mais algum tempo. Quando conclui seu discurso, os rsis, as personalidades celestes e os reis ali reunidos aprovaram sonoramente.

Vendo sua decisão confirmada pelos brahmanas e pelos deuses, Yudhisthira começou a adorar Krsna com lágrimas em seus olhos. Chuvas de flores caíam do céu conforme ele oferecia-lhe o arghya e o soma-rasa. Enquanto Krsna era adorado, todos, de pé em respeito, aclamavam-no.

No entanto, algums monarcas não concordaram com aquilo. Sisupala, em particular, sentia-se fortemente insultado com aquela adoração, e permaneceu sentado enquanto a oferenda era feita a Krsna. Tamanha era sua exasperação que ele parecia fumegar. Krsna era seu inimigo. Repentinamente, ele colocou-se de pé e começou a rugir em grande cólera. “O destino certamente é supremo. De outro modo, como esta injustiça poderia ocorrer? Como poderiam todos os grandes homens aqui presentes haverem se influenciado pelas palavras de um menino tolo? Não me é possível concordar com as declarações de Sahadeva. Há muitas personalidades aqui muito mais dignas de adoração do que Krsna. Os grandes rsis, os deuses e todos os reis da Terra estão aqui presentes. Krsna sequer é rei. Ele não é nada senão o filho de uma vaqueiro. Não podemos nem mesmo determinar sua casta ou posição social. Ele parece ser indiferente às injunções e aos princípios védicos. Como, então, ele pode ser adorado nesta assembleia?”.

Sisupala franziu as sobrancelhas. Seus olhos de cobre desafiaram todos. “Krsna não é o mais velho aqui presente, tampouco o mais sábio ou o mais poderoso. Há muitos outros nesta assembleia que são mais qualificados do que Krsna sob todos os aspectos. Yudhisthira, em vez de selecionar Krsna, poderia haver adorado qualquer uma de tais personalidades ilustres”.

Colocando sua mão na longa espada pendurada em seu cinto, o rei de Chedi concluiu furiosamente: “Pagamos tributo a Yudhisthira considerando-o virtuoso, mas isso agora se revela claramente uma erronia. Ele nos insultou hoje ao adorar Krsna. Nesta feita, podemos ver que sorte de homens são Yudhisthira e seus irmãos, assim como Bhisma, que aprovou esta amência”.

Sisupala virou-se, então, de forma a endereçar-se a Krsna. “No que diz respeito a ti, Krsna, por que te permitiste ser adorado de tal maneira? És exatamente como um cão que roubou as oferendas de ghi destinadas a um sacrifício a fim de lambê-las em um local solitário. Assim como um homem impotente não pode gozar de sua esposa ou assim como um cego não pode gozar de uma bela paisagem, não cabe a ti gozar desta adoração, visto que nem mesmo és rei”.

Sisupala caminhou com imponência até o portão da arena, seguido por muitos outros reis que se afinavam com suas ideias. Outros reis, em contrapartida, levantaram-se em grande ira perante as palavras de Sisupala. Alguns deixaram a arena censurando o rei de Chedi, ao passo que outros empunharam suas espadas e escudos para lutar contra ele.

Bhisma levantou-se de pronto e justificou por que Krsna fora selecionado entre todos. Ele falou destemidamente, detendo que Sisupala se retirasse. “Aquele que se opõe à adoração a Krsna, que é a personalidade mais antiga do universo, não merece absolutamente nenhum respeito. Ó rei de Chedi, não é com motivações materiais que adoramos Krsna. Muitíssimas vezes, ouvi daqueles que são deveras avançados em conhecimento que Krsna é a Pessoa Suprema, sobre quem o próprio universo se estabelece. Homens tolos como tu jamais poderão atinar tal coisa”.

Bhisma apresentou numerosos motivos pelos quais Krsna deveria ser adorado. Ele descreveu os muitos feitos maravilhosos que Krsna realizara. Mesmo quando infante, matou todos os vários poderosos demônios que Kamsa enviou para findar-lhe a vida. Por fim, ele matou o próprio Kamsa. Certa vez, Krsna ergueu uma grande colina com apenas uma das mãos e manteve-a suspensa por toda uma semana. Bhisma desafiou qualquer rei a medir força e competência com Krsna em batalha, e desafiou também qualquer homem abastado a exibir mais riquezas do que ele. Tampouco alguém poderia demonstrar ser possuidor de mais conhecimento ou sabedoria do que Krsna, pois, sob todos os aspectos, Krsna possuía todas as opulências em grau absoluto.

Quando Bhisma terminou suas palavras, Sahadeva levantou-se e ergueu seu pé esquerdo. Ele estava revolto, e sua voz estrondava: “Se há algum homem aqui que julga que Krsna não deve ser adorado, que venha até aqui. Acomodarei meu pé esquerdo sobre sua cabeça. Quem é tal homem?”.

Quando Sahadeva assim falou, o céu ecoou exclamações aprovando suas palavras – “Excelente! Excelente!” – e flores choveram sobre sua cabeça.

Em seguida, Narada tomou a palavra. “Quem não adora Krsna deve ser considerado morto mesmo enquanto respira. Uma pessoa ajuizada sequer olhará para semelhante alguém”.

Diante de tudo isto, Sisupala ficou ainda mais rabioso. Ele voltou-se para seus partidários e disse gritando: “Estou aqui para vos liderar. Que consideração estamos aguardando? Batalhemos contra os Yadus e os Pandavas”.

Muitos reis se agitaram com o discursar de Sisupala e se reuniram ao redor dele. Ouvia-se pela arena o som de armas sendo desembainhadas e barulho de armaduras sendo vestidas. Sisupala continuava incitando seus partidários: “Ajamos rapidamente a fim de que este sacrifício não possa ser concluído exitosamente. Todos devem saber que dissentimos da adoração a Krsna”.

Os partidários de Yudhisthira também se prepararam para o conflito que ameaçava acontecer. A assembleia de monarcas parecia o oceano se enchendo sob a Lua cheia. Yudhisthira alarmou-se vendo seu sacrifício prestes a ser arruinado, malgrado quase concluído. Ele voltou-se ansiosamente para Bhisma e disse: “Ó ancestre, estes reis encontram-se tomados de raiva e mostram-se indesejosos de qualquer diálogo. Diante de seu espírito belicoso, o que devo fazer a fim de evitar que meu sacrifício seja arruinado e a fim de que meus subordinados não sejam feridos?”.

Bhisma riu e respondeu de modo que Sisupala o pudesse ouvir claramente. “Ó melhor dos Kurus, não temas algo acreditando que Sisupala possa criar alguma perturbação na presença de Krsna. Ele e aqueles que o apoiam são como uma cainçada latindo para um leão a dormir. Somente enquanto Madhava não age são eles capazes de exibir alguma bravura. Ele é o criador e o destruidor de todos os seres no universo. Sisupala possui pouquíssima inteligência. É certo que ele levará consigo todos esses reis para a morada da Morte. Parece que Krsna agora deseja tomar de volta para si o poder que deu a Sisupala, daí a inteligência do rei de Chedi haver-se corrompido tão grandemente”.

Sisupala não se viu capaz de tolerar as palavras de Bhisma, em consequência do que retrucou fora de si: “Ó mais infame e deplorável de tua dinastia, não receias falar tais palavras diante de todos estes reis? Tendo-te como seu líder, os Kurus são como cegos sendo guiados por outro cego. Tudo o que nos causou foi sofrimento com a descrição dos feitos do fraco pastorzinho de nome Krsna. Arrogante e tolo como és, surpreende-me que tua língua não se haja partido em cem partes”.

Sisupala prosseguiu ralhando tanto Bhisma quanto Krsna. Em sua opinião, os feitos pretensamente deslumbrantes descritos por Bhisma não eram nada. Qualquer um os poderia fazer. O que havia de tão embasbacante em erguer uma pequena colina por alguns dias ou matar alguns demônios fracos? “Ó homem abjeto, embora te apresentes como virtuoso e erudito, vemos tua verdadeira natureza. És pecaminoso e inepto. Apenas porquanto és impotente fizeste teu famoso voto de celibato. Mereces morrer nas mãos destes reis”.

Ouvir seu nobre avô ser insultado tão severamente exasperou Bhima. Seus grandes olhos, similares a pétalas de lótus, expandiram-se ainda mais em ira e assumiram a coloração vermelha do cobre derretido. Sua fronte sulcou-se com três linhas, e ele rangia os dentes. Quando se colocou de pé, parecia a Morte preparando-se para devorar toda criatura ao fim de um yuga. Porém, Bhisma segurou-lhe pela mão e o conteve. Ele apaziguou Bhima com gentil aconselhamento. Assim como o oceano não é capaz de transgredir suas margens, Bhima sentiu-se incapaz de desobedecer ao Kuru mais velho. Ele sentou-se novamente, fitando Sisupala.

Sisupala gargalhou. “Deixa-o, Bhisma. Permite que todos estes reis vejam-no ser incinerado por mim da mesma forma que um inseto é consumido por uma fogueira ardente”.

Bhima mais uma vez levantou-se bruscamente, tomado de ira, mas Bhisma atalhou o Pandava com um olhar. Com seu olhar iracundo fixo sobre Sisupala, ele começou, então, a narrar a história do soberano de Chedi. Sisupala nascera com três olhos e quatro braços. Tão logo nasceu, ele gritou e zurrou como um asno. Uma voz invisível dos céus profetizou que ele cresceria poderoso e destemido, mas que, um dia, seria morto por um grande herói. Quando a mãe de Sisupala perguntou à voz quem seria esse herói, a voz responde que os braços extras da criança e seu terceiro olho desapareceriam quando fosse pega no colo da pessoa que um dia haveria de matá-la. Tal fenômeno se deu quando Krsna pegou Sisupala em seu colo.

Horrorizada ao tomar conhecimento de que Krsna mataria seu filho, a mãe de Sisupala impetrou: “Concedei-me, por favor, uma bênção, ó Krsna. Perdoai meu filho pelas ofensas que ele por ventura cometa contra vós. Desejo seu bem-estar e uma vida longa”.

Krsna respondeu: “Ó venturosa dama, mesmo quando Sisupala mereça ser morto, perdoá-lo-ei. Com efeito, hei de tolerar cem ofensas de sua pessoa”.

Bhisma concluiu: “Este sujeito ignóbil, portanto, está destinado a ser morto por Krsna. Sua hora já é chegada, daí ele rugir de tal modo, sem recear nossa pessoa ou o sempre vitorioso e inconcebível Krsna. Um homem à beira da morte perde sua razão e diz toda sorte de contrassensos”.

Sisupala novamente atacou Bhisma com um novo discurso áspero. Bhisma aguardou que terminasse e respondeu calmamente: “Ó rei de Chedi, cessa teu elóquio empolado e extravagante. Jamais há fim para argumentos, haja vista que palavras sempre podem ser respondidas com palavras. Aqui está Govinda. Que qualquer um que se opõe a ele confronte-o em batalha. Deste modo, esse alguém haverá de obter a liberação, com sua alma entrando seu corpo transcendental”.

Sisupala urrou como um leão agastado. Krsna, então, falou de modo a que todos pudessem ouvir. “Este homem de coração cruento é filho de minha tia, apesar do que é sempre indisposto em relação a mim e aos meus parentes. Dada ocasião, quando eu estava ausente de Dvaraka, foi até esta minha cidade e a incendiou. Ele assassinou muitos cidadãos e levou muitos outros acorrentados. Este indivíduo execrável até mesmo sequestrou a esposa do santo Akrura”.

“Em outra ocasião, disfarçando-se ardilosamente, raptou a princesa de Viçala, que era prometida como noiva ao rei Kurusha. Obviamente ávido por uma morte rápida, ele até mesmo tentou possuir a casta Rukméné. Tolerei estes e outros numerosos vitupérios vindos de ti unicamente porque fiz uma promessa à minha tia. Nada obstante, prometi suportar apenas cem insultos. Esse número agora já se deu por completo. Agora, por conseguinte, matarei Sisupala em vossa presença”.

Ouvindo as palavras de Krsna, os reis reprovaram Sisupala, mas ele apenas riu e disse: “Ó Krsna, como te atreves a falar de Rukméné, que, embora se destinasse a mim, roubaste maliciosamente e por meios tortuosos? Tu não te podes considerar um homem. Faze o que quiseres, no entanto, pois, quer irado, quer em postura amigável, que mal me podes fazer?”.

Enquanto Sisupala falava, Krsna pensou em sua arma disco, o cakra Sudarçana. A arma de imediato apareceu em sua mão, e Krsna suspendeu-a acima de sua cabeça. Antes de atirar o cakra, ele disse: “Mantive a promessa que fiz à minha tia. Portanto, uma vez que as ofensas de Sisupala extrapolaram o número assente, matá-lo-ei neste instante”.

O cakra deixou a mão de Krsna e voou muito velozmente em direção a Sisupala enquanto este ainda prosseguia com seu longo discurso de críticas. O rei tentou desesperadamente sacar sua espada para defender-se do cakra, mas a poderosa arma disco foi-lhe rápida demais. Ela atravessou seu pescoço e imediatamente separou sua cabeça de seu corpo. O poderoso rei caiu como uma colina atingida por um raio avassalador. Quando seu corpo derruiu-se ao chão, uma assustadora refulgência foi vista deixar seu corpo e entrar em Krsna.

Rajasuya 03

Choveu de um céu trovejante e sem nuvens, e a terra tremeu. Ninguém proferiu uma única palavra. Os partidários de Sisupala estavam furiais, mas não ousaram se expressar.

Os rsis, por outro lado, agradaram-se do ato de Krsna e louvaram-no pelo mesmo. Gradualmente, a assembleia pacificou-se mais uma vez. Yudhisthira ordenou que seus irmãos realizassem a cerimônia fúnebre de Sisupala sem tardar. Ele, então, instalou o filho de Sisupala como o rei de Chedi, e as últimas cerimônias necessárias para a conclusão do Rajasuya foram realizadas. Juntamente com Draupadi, Yudhisthira recebeu o banho ritualístico final no sagrado rio Yamuna, com o que o sacrifício se encerrou.

Transcorridos alguns dias, os reis partiram para seus reinos. Os Pandavas acompanharam-nos até o limite de Indraprastha, de onde se despediram.

Leia outras histórias aqui.

Uma resposta

  1. manu putra

    SÓ ALMAS ALCANÇADAS PELO SERVIÇO DEVOCIONAL (BHAKTI-YOGA) PODEM SENTIR PRAZER EM OUVIR TAIS COISAS.

    30 de janeiro de 2013 às 7:50 PM

Comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s