Bhakti, a Mais Sublime Experiência Humana

-@ 20 SI (artigo - teologia) Bhakti, a Mais Sublime Experiência Humana (2700) (bg) (pm) (ta) (sankirtana)Chandramukha Swami

Devido a sua natureza mística, bhakti não pode ser facilmente definida. Se tudo o que é sagrado está além do alcance dos pensamentos, como expressá-la em palavras? Seria correto defini-la como uma ciência em busca de um conhecimento transcendental? Uma doutrina misteriosa e enigmática? Um conjunto de práticas e aprendizados espirituais? Ou simplesmente um sentimento fervoroso e devocional?

Para nossa boa fortuna, apesar da grande dificuldade de definir bhakti, os grandes mestres antecessores têm registrado suas experiências divinas em palavras, as quais delineiam o caminho que devemos seguir e, como sopros divinos, empurram nosso barco na direção certa. Na verdade, nossa esperança de vislumbrar a natureza intrínseca e amorosa de bhakti reside exclusivamente no grande esforço empreendido por esses mestres. A seguir, iremos deliberar sobre suas sagradas instruções.

Um Fluxo Ininterrupto de Amor a Deus

Uma das mais notórias definições de bhakti é “o cultivo de atividades que se destinam exclusivamente à satisfação de Krishna, a Suprema Personalidade de Deus”.[1] Quem se dedica a tal cultivo é chamado de bhakta, “devoto”. Porém, que força mágica move essa pessoa? Como ela é capaz de agir com exclusividade para o prazer de outrem, ainda que esse “outrem” seja o Supremo? Numa de suas memoráveis palestras[2], Srila Prabhupada revela que, na verdade, o que move bhakti é tão-somente o amor:

Bhakti significa amor. […] Vocês, por exemplo, estão me oferecendo muitas guirlandas. Por que estão fazendo isso? Porque vocês me amam. De outro modo, não há necessidade… Porque vocês têm algum amor, vocês estão adorando seu mestre espiritual. Então, bhakti significa amor. Sem amor, não há questão de bhakti”.

O grande símbolo de bhakti da era atual, Sri Chaitanya Mahaprabhu, afirmou que o amor a Deus existe eternamente no coração de todos, embora, no momento atual, esteja latente[3]. A grande questão é: “Como despertá-lo?”. A resposta está na palavra-chave anushila, “cultivo”.

Como supracitado, é esse sentimento de despertar que impele o bhakta a naturalmente utilizar seu corpo, sua mente e suas palavras no serviço a Krishna, pois é através dessa autoentrega que o amor espiritual é gerado. De fato, acima de tudo, bhakti é o “cultivo do amor a Deus”, que pode ser de dois tipos: externo e interno. Na fase inicial, o trabalho de cultivo do aspirante é basicamente externo: praticar o canto repetitivo do santo nome (japa-mala), visitar o templo com o propósito de participar das cerimônias devocionais, ocupar-se em atender diretamente às Deidades, confeccionar guirlandas, costurar belas roupas, cozinhar, recitar os textos sagrados etc. Essas atividades, ou esforços externos de cultivo espiritual, chamam-se cesta e fazem parte do esforço pessoal que o bhakta empreende para manter corpo, mente e palavras ocupados a serviço de Krishna. Por outro lado, existe o trabalho interior, chamado manasi-bhava, referente ao cultivo do objeto da afeição (krishna-priti), que é responsável por produzir sentimentos transcendentais no coração e na mente.

Um Cultivo Transcendental

Tudo começa com sraddha, “desejo preliminar”. Em sraddha, está contida a meta última de bhakti, que é o amor imaculado ainda não desenvolvido. Etimologicamente, sraddha significa “colocar o coração em algo”, mas é comumente traduzida como “fé” e “confiança”, pois, a menos que se possuam fé e confiança, ninguém deposita seu coração em algo. Porém, só confiança não é o bastante, porque, se não for cuidada com carinho, sraddha ficará poluída por germes, cupins e insetos insalubres (má associação, conceitos ateístas etc.). Por outro lado, quando está saudável, sraddha naturalmente conduz o aspirante à próxima etapa, que é conhecida como sadhu-sanga, o cultivo da associação com aqueles que já são sadhus, ou “praticantes”.

Essa busca por sadhu-sanga é um marco importante na vida espiritual, pois, além de proporcionar grande encorajamento, a associação espiritual promove a remoção dos véus da ilusão e revela um sem-fim de possibilidades de atividades antes desconhecidas, as quais são conhecidas como bhajana-kriya, “atividades devocionais”. Se tudo começa com sraddha, “desejo preliminar”, a verdadeira revolução espiritual interior é desencadeada por bhajana-kriya. São três as mais importantes atividades nessa fase: sravana, kirtana e smarana, a saber, “ouvir sobre a Transcendência”, “cantar os nomes absolutos do Senhor” e “meditar”. Como se trata de um processo ativo, não devemos pensar que o item smarana se refere a um tipo de meditação no vazio ou uma tentativa artificial de esvaziar a mente. Longe disso, smarana significa “lembrar”, ou “ruminar”, o que foi aprendido por sravana para, com inteligência e bom-senso, aplicar os ensinamentos assimilados da melhor maneira possível. Como resultado de bhajana-kriya, alcança-se a plataforma conhecida como anartha-nivritti, quando o praticante ganha forças suficiente para abandonar seus maus-hábitos, ou anarthas.

O cultivo de bhakti, na verdade, não é muito diferente do cultivo de uma planta. No início, o aspirante trabalha no sentido de ajudar sraddha, que é a semente de bhakti, a germinar. Essa germinação se inicia unicamente com sadhu-sanga, e, uma vez que tenha brotado, é necessário regar a tenra plantinha de bhakti regularmente – somente assim ela crescerá forte e sadia. Essa rega regular é feita por “ouvir, cantar e meditar” constante na companhia dos sadhus. Como, ao regar a plantinha de bhakti, regam-se também as ervas daninhas (as quais muitas vezes crescem mais rápido do que a planta principal), se faz necessário removê-las para impedir que elas não causem estragos irreparáveis. Isso chamamos de anartha-nivritti. Os anarthas são os hábitos hostis, os vícios, os desejos pecaminosos que certamente são as grandes ameaças de bhakti. De qualquer modo, assim como a semente de uma árvore comum germina, cresce e produz frutos maduros; de forma semelhante, tendo sido cultivada apropriadamente e tendo passado por várias etapas, a árvore de bhakti finalmente chega à sua fase perfeita quando produz o que é chamado de prema-phala, “o fruto imaculado do amor a Deus”.

Como podemos observar, o processo de bhakti é um trabalho gradual e extremamente dinâmico. Prova disso é que a própria palavra bhakti é derivada da raiz bhaj, que significa, entre outras coisas, “prestar serviço”.[4] Desse modo, diferentemente de alguns eruditos de sânscrito que preferem traduzir a palavra bhakti como “devoção”, o nosso mestre, Srila Prabhupada, preferia traduzi-la como “serviço devocional”, porque a execução prática do serviço devocional é a única forma de cultivar esse amor, fazê-lo brotar, se desenvolver e, finalmente, despertá-lo por completo. Segundo ele, bhakti é mais do que um sentimento inativo ou um meio de consagrar tempo à meditação silenciosa – é um sentimento vivo de devoção que produz um movimento amoroso e se transforma em atitude de serviço.

Sem a Influência da Especulação e da Busca por Recompensas

As vidas exemplares das grandes almas que alcançaram a perfeição em bhakti podem ser conhecidas unicamente através das escrituras devocionais; sobretudo através do Srimad-Bhagavatam, que é a descrição tanto da ciência que nos conduz a Bhagavan, a Pessoa Suprema, quanto aos bhagavatas, Seus devotos. Dedicando-se ao estudo dessa escritura, o bhakta tem acesso às informações necessárias para agir em consciência de Krishna e passa a conhecer o exemplo dos grandes bhaktas que obtiveram êxito nesse despertar do amor a Deus. Tendo isso como referência, ele deverá seguir seus passos.

Outra excelente definição de bhakti pura é a execução do serviço devocional “sem a influência de jnana (conhecimento especulativo) ou karma (atividades que têm em vista recompensas materiais)”.[5] É claro que jnana como o conhecimento que revela as verdades espirituais é essencial. Porém, existe outro tipo de jnana, o qual é diretamente oposto a bhakti, pois propõe a aniquilação da individualidade da entidade viva através de mukti, a liberação impessoal. O observador que está sob a influência desse tipo de jnana, ou “conhecimento especulativo”, é incapaz de perceber os atributos pessoais do Senhor. Em outras palavras, tal jnana é uma referência a qualquer pensamento que conduza ao niilismo. E, para uma pessoa verdadeiramente interessada em bhakti, essa conclusão é não apenas disparatada e inútil, mas também perigosa.

A palavra karma, além de ser uma referência a bhukti, ou desfrute material, pode ser também traduzida como “atividades meramente ritualísticas”, pois quem é muitíssimo atraído pelos cerimoniais védicos e não compreende o que há por trás dos rituais se distancia do verdadeiro espírito de bhakti. Por isso, bhukti e mukti (ou as metas de jnana e karma, respectivamente) são comparadas a duas bruxas que, uma vez residindo no coração da pessoa, agem de modo a impedir que os verdadeiros sentimentos devocionais, ou verdadeira felicidade espiritual, manifestem-se.[6] Enfatizando que bhakti é o melhor meio de compreendê-lO, Krishna Se dirige a Seus devotos da seguinte maneira:

“Não é possível Me obter através de jnana, yoga, renúncia, penitências, estudo das escrituras ou execução dos deveres prescritos da mesma maneira que é possível Me obter através de bhakti”.[7]

A Mais Sublime Experiência Humana

Bhakti é também definida como “a mais sublime e doce de todas as experiências humanas”.[8] Segundo essa definição, quem consegue experimentar bhakti atinge um estado de êxtase de amor a Deus que é simplesmente indescritível. Esse néctar extraído do serviço devocional chama-se bhakti-rasa, ou “a doçura transcendental”. É essa doçura que impele o devoto a prestar serviço ao Senhor de muitas maneiras. Deleitando-se e regozijando-se em seu próprio eu, ele mergulha num oceano de néctar e perde por completo seu interesse pelos prazeres materiais. Na realidade, para tal devoto, os prazeres materiais não passam de águas turvas de um poço lamacento. Abordando esse mesmo tema no prefácio de seu maravilhoso livro, O Néctar da Devoção, nosso mestre escreveu:

“Todo serviço tem alguma característica atrativa que impele o servidor a continuar progressivamente. Todos nós estamos perpetuamente ocupados em algum tipo de serviço, e o impulso para tal serviço é o prazer que com ele sentimos. Impelido pela afeição por sua esposa e por seus filhos, um chefe de família trabalha dia e noite. Um filantropo trabalha da mesma maneira por amor à família maior, e um nacionalista, pela causa de seu país e de seus compatriotas. Essa força que impele o filantropo, o chefe de família e o nacionalista chama-se rasa, ou um tipo de brandura (relação) cujo gosto é doce”.

Continuando seu raciocínio, ele passa a distinguir entre o rasa inferior desfrutado pelos homens comuns e o bhakti-rasa, que é de natureza transcendental. O sabor experimentado pelo rasa inferior não é muito duradouro. Um exemplo disso são aqueles que trabalham arduamente de segunda a sexta, mas sempre à espera do final de semana, quando agem de modo a esquecer-se de suas atividades de trabalho. De qualquer modo, a gratificação dos sentidos não pode ser permanente e, passado o final de semana, eles retomam seu trabalho. Além de oscilar durante toda a sua vida entre trabalho e deleite dos sentidos, qualquer possível resultado disso será perdido no momento derradeiro, pois, com a morte, independentemente do campo das suas atividades – social, político, nacional, internacional –, tudo se acaba. O bhakti-rasa, entretanto, produz um tipo de doçura duradouro porque, diferentemente do trabalhador, o devoto não sente a mesma necessidade de alternar suas atividades, já que o prazer proveniente do serviço devocional só tende a aumentar, e não acaba com o término da vida, senão que continua perpetuamente no mundo espiritual.

A Ocupação Prática dos Sentidos

Em outra passagem, define-se bhakti como “a ocupação dos sentidos no serviço a Hrishikesha”,[9] que é um dos nomes de Krishna e significa “o Senhor dos sentidos”. A pessoa pode agradar Krishna com suas atividades mentais, tais como meditar no diálogo entre Ele e o guerreiro Arjuna no Campo de Batalha de Kurukshetra ou nos Seus diferentes passatempos com os devotos, especialmente na terra sagrada de Vrindavana. Além do cultivo mental, ela pode empregar sua fala na propagação das Suas glórias ou no canto dos Seus santos nomes. Isso é kirtana. E há também diversos serviços devocionais que ela pode executar com suas atividades corpóreas. Todas essas práticas diminuem gradualmente o encanto da pessoa pela energia material, ou potência externa, e a coloca sob a proteção da energia espiritual, ou potência interna. Isso significa que, quando os sentidos se purificam ao serem empregados no serviço ao Senhor, a pessoa atinge uma condição de vida transcendental, e qualquer ação executada nesse estágio de vida produz uma doçura que pode ser saboreada eternamente. De fato, à proporção que se eleva, o desejo de servir e satisfazer Krishna passa a ser uma ânsia natural e espontânea.

Aquele que está cultivando seu amor a Deus naturalmente introduz a figura do seu amado, Krishna, em seus sentimentos, pensamentos e desejos e, visando agradá-lO, ocupa os sentidos a Seu serviço. Todavia, não devemos pensar que esse cultivo espiritual se destina apenas a criar intercâmbio amoroso entre o devoto e o Senhor. Como abranda o coração do seu praticante, a verdadeira bhakti se reflete também nas suas atividades mentais e no seu comportamento externo. Ou seja, ao brotar no coração, bhakti produz equilíbrio, bondade, paciência e diversas outras qualidades que fazem com que o praticante consiga lidar mais facilmente com as situações adversas e passe a se relacionar mais amorosamente com as demais pessoas. À medida que devota suas ações a Deus, surge gradualmente no praticante o gosto superior de bhakti, e, com ele, sua liberação da influência material. Na verdade, um sintoma essencial de progresso no caminho é o respeito e a preocupação real com todas as criaturas de Deus. Portanto, Krishna afirma que quem está deveras devotado a Ele também está dedicado ao bem-estar de todos os seres (Gita 5.25, 12.4). Muito mais que um mero humanista, um verdadeiro bhakta é um amigo misericordioso para com todos (Gita 12.13).

O Prazer Espiritual Virá Automaticamente

Finalmente, bhakti é também definida como “a função de uma das mais confidenciais energias do Senhor: Sua hladini-shakti”.[10] Assim como uma luz revela a si própria e também os demais objetos, essa hladini-shakti é a energia responsável por proporcionar bem-aventurança tanto para o Senhor quanto para as jivas, os seres vivos. Tudo ocorre pela graça de Krishna, que deposita Sua shakti bem-aventurada no coração do devoto escolhido, que passa a manifestar o amor a Deus e, consequentemente, todas as qualidades divinas.

Krishna é inconcebível (achintya) e imanifesto (avyakta). Ninguém pode vê-lO ou conhecê-lO por conta própria. Para que isso seja possível, a jiva precisa da ajuda das shaktis do Senhor. Na verdade, somente alguém escolhido pelo Senhor poderá conhecê-lO como Ele é. E, quando isso ocorre, através da hladini-shakti, bhakti enche o coração da jiva afortunada de bem-aventurança e a capacita a conhecê-lO. O serviço amoroso e desinteressado é definitivamente a essência de bhakti. De fato, o amor do devoto faz com que ele sirva o Senhor unicamente para o prazer do Senhor e nada mais. Ainda assim, uma das mais fortes características de bhakti é que, embora a meta do devoto seja o prazer do Senhor – e não o seu próprio prazer –, este vem automaticamente a ele. E quando o prazer, mesmo sendo resultado de alguma prática devocional, pode atrapalhar o serviço do devoto, ele imediatamente o rejeita.

As pessoas comuns, que encontram grande dificuldade em compreender a verdadeira natureza do serviço devocional, pensam que bhakti se destina aos intelectualmente fracos ou de temperamento submisso. Elas não percebem que, na plataforma espiritual, onde o verdadeiro amor reina com supremacia, servir é amar, e amar é a própria natureza do eu. Na verdade, quando se trata de amor, autossacrifício é autorrealização. O exemplo do sacrifício da mãe ajuda a entender esse ponto. Seu empenho em zelar, cuidar, servir, fazer todos os arranjos necessários para o bem-estar e para a felicidade de seu amado filho é uma excelente prova de seu amor. Portanto, sempre que falamos de bhakti, ou amor devocional, nos referimos a três fatores eternos: o devoto (bhakta), sua devoção (bhakti) e seu objeto da devoção (Krishna).

Notas

[1] anukulyena krishnanu-shilanam… (Bhakti-rasamrita-sindhu 1.1.11, de Rupa Gosvami).

[2] Palestra ministrada em agosto de 1976, Londres.

[3] nitya-siddha krishna-prem’ ‘sadhya’ kabu naya (Chaitanya-charitamrita, madhya-lila 22.107).

[4] Garuda Purana, Purva-kanda 231.1.

[5] jnana-karmady-anavritam… (Bhakti-rasamrita-sindhu 1.1.11, de Rupa Gosvami).

[6] bhukti-mukti-spriha yavat… (Bhakti-rasamrita-sindhu 1.2.22, de Rupa Gosvami).

[7] Srimad-Bhagavatam 11.4.21.

[8] sa tv asmin parama-prema-rupa… (Narada-bhakti-sutra 1.2, de Narada Muni).

[9] hrishikena hrishikesha sevanam… (Narada Pancharatra, de Narada Muni).

[10] Paramatma sandarbha 65, de Jiva Gosvami.

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