Um Amor Interminável

26 I (artigo - Krishna) Um Amor Interminável (2833)

Ravindra Svarupa Dasa

Tão logo amemos alguém, abrimo-nos para rejeição, traição, separação, perda e toda sorte de angústias e dores decorrentes. A experiência de tais coisas encheu o mundo de pessoas amarguradas e desapontadas, pessoas cínicas e misantrópicas. O que podemos fazer por nosso anseio natural de encontrar um amor interminável?

Porque minha família frequentemente se mudava quando eu era criança, frequentei variadas escolas dominicais e escolas bíblicas de férias. Consequentemente, eu tinha muitas oportunidades de fazer a um variado número de instrutores religiosos uma pergunta que me intrigava genuinamente. Eu sabia que Deus era tão grandioso e poderoso que Ele não necessitava empreender praticamente nenhum esforço para manter e controlar toda esta vasta criação. Ele podia fazê-lo, por assim dizer, com a ponta de Seu mindinho. Eu queria saber, então, o que Deus faz em Seu tempo livre. Como Ele Se ocupa em Seu reino celeste?

Eu prosseguia fazendo essa pergunta porque ninguém era capaz de respondê-la. Meus professores primeiramente ficavam espantados – transparecendo que semelhante questionamento jamais lhes havia ocorrido –, após o que se mostravam francamente inseguros quanto ao que responder. Depois de algum tempo, é claro, parei de perguntar. Fiquei com a impressão de que Deus estava sentado lá em cima em Seu trono tão entediado no céu quanto eu ficava nas escolas dominicais.

E havia esta pergunta anexa: O que nós fazemos no paraíso? O que tornava tal lugar desejável? Acerca deste tópico, recebi variadas respostas, e a imagem dominante do reino de Deus que retive em meu imaginário da infância é de uma espécie de perpétuo domingo suburbano que passamos no pátio dos fundos de uma casa em uma interminável reunião de família com parentes piedosos ressuscitados, enquanto Jesus vaga em vestes brancas de casa em casa ao longo dos quintais de fundo. Eu não considerava este um prospecto particularmente atrativo para a eternidade.

Em minha adolescência, encontrei uma noção mais sofisticada de paraíso: nossa beatitude no paraíso decorre de nossa perpétua contemplação de Deus. Esta ideia está presente na conclusão da obra Divina Comédia. Quando Dante finalmente se coloca diretamente perante Deus no paraíso, ele encontra uma magnífica “Luz Eterna” rodeada por nove círculos concêntricos de anjos circunavegantes. Dante ficou “inteiramente arrebatado” diante dessa luz, e tudo o que era capaz de fazer era contemplá-la “fixo, imóvel e atento”.

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Dante e Beatriz contemplam Deus. Ilustração de Gustave Doré.

Essa descrição me foi de algum interesse; contudo, olhar fixamente para uma luz esplendorosa estava longe de ser algo tão atrativo quanto a variedade de relacionamentos que eu começava a explorar no mundo ao meu redor. Deus e Seu reino simplesmente não eram atrativos o suficiente para competir com as ofertas do mundo material.

Contudo, muito obviamente, isso tem de ser um erro, pois Deus, por definição, é o maior e melhor de todos. Consequentemente, Ele tem de ser aquele que é supremamente amável, a pessoa mais atrativa, encantadora e fascinante de todas. Similarmente, Seu reino tem de ser o mais magnífico e mais desejável de todos os locais habitáveis. Isso implica no entendimento de que, quando realmente conhecermos como é Deus e realmente conhecermos nosso relacionamento com Ele em Sua morada pessoal, nenhuma outra pessoa ou relacionamento conseguiria despertar-nos interesse.

É precisamente por essa razão que Deus de fato revelou ao mundo os detalhes íntimos e confidenciais referentes a Ele, à Sua residência e às relações que Ele mantém com Seus devotos puros em tal morada. Essa revelação suprema de Krishna – Deus em Seu aspecto mais elevado e mais atrativo – está registrada no texto sânscrito denominado Srimad-Bhagavatam.

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Srila Prabhupada lendo um volume de sua tradução do Srimad-Bhagavatam.

É uma prática padrão para aqueles que são peritos em todas as esferas de conhecimento organizar o entendimento de seu assunto em níveis de crescente domínio do tema e compor livros-textos para cada nível, do mais elementar ao mais avançado. O mesmo se dá com o conhecimento de Deus, e o Srimad-Bhagavatam figura entre os textos mais avançados dessa ciência. Ele tem início onde o amplamente conhecido Bhagavad-gita termina.

O Bhagavad-gita estabelece que Krishna é a Suprema Personalidade de Deus, que inexiste verdade superior a Ele e que todos os diferentes caminhos religiosos são simplesmente uma busca por Ele. Por conseguinte, a instrução final de Krishna no Bhagavad-gita é que o indivíduo deve abandonar todas as variedades de religião e simplesmente se render a Ele (18.66). O Srimad-Bhagavatam tem seu início com a declaração de que ele se destina àqueles que consentiram com a ordem de Krishna, e o mesmo identifica a “religião” que Krishna nos diz para abandonar como kaitava-dharma, isto é, “religiões contaminadas com várias sortes de ambições materiais”. A religião pura, de acordo com o Bhagavatam, é o serviço prestado a Deus sem interrupção ou motivação egoísta, e o próprio Srimad-Bhagavatam é especificamente voltado àqueles que estão servindo Deus dessa maneira. Tais devotos puros são os estudantes mais avançados na ciência de Deus. Não deve ser motivo de surpresa, portanto, o fato de encontrarmos no texto destinado a eles a mais completa revelação de Deus.

No Bhagavad-gita (4.11), Krishna apresenta o princípio pelo qual Ele Se revela a nós: “A todos os que se rendem a Mim, Eu recompenso proporcionalmente. Todos seguem o Meu caminho sob todos os aspectos”. Conquanto todos no caminho da religião possam estar progredindo em direção a Deus, eles são considerados mais avançados ou menos avançados segundo seu nível de rendição a Ele, e é de acordo com tal nível de rendição que Deus Se revela.

Consideremos, por exemplo, um nível de avanço espiritual conhecido como karma-kanda. O sujeito nesta plataforma, chamado karmi, recebe autorização para o desfrute de restrito gozo material de acordo com as regulações dadas por Deus nas escrituras. O karmi recebe o conhecimento de que, se ele segue piedosamente essas regulações, ele receberá a recompensa de desfrute futuro, e que a desobediência acarretará punições. Deste modo, trata-se de um sistema de recompensas e punições que impele o karmi a seguir as ordens de Deus. Semelhante pessoa fará algum avanço espiritual, porque ao menos ela reconhece a supremacia de Deus e é restrita em sua gratificação sensorial.

A religião karma-kanda, na verdade, foi precisamente a categoria de religião que aprendi na escola dominical. Entendemos Deus basicamente como aquele que satisfaz nossas necessidades e nossos desejos e como o juiz supremo, cujo imenso poder sobre nós inspirou apropriado respeito, veneração e medo de desobediência. Visionávamos o reino de Deus como um local de ininterrupto – embora sereno – desfrute material; uma recompensa pelo nosso bom comportamento. E pensávamos em Deus em Si como uma voz surgida do alto ordenando, persuadindo e ameaçando. Ele era um pai benevolente porém severo, remoto porém atento, em relação ao qual nós, Seus filhos, deveríamos sentir tanto gratidão quanto medo.

É certo que algumas pessoas, por vezes, deparam-se com entendimentos mais avançados em tradições judaico-cristãs, mas a forma de religião que agora descrevi é amplamente a mais comum, e é precisamente essa sorte de religião – religião contaminada por desejos materiais – que temos de abandonar se queremos nos aproximar mais de Deus e, por fim, encontrá-lO em Sua forma pessoal e supremamente atrativa, Krishna.

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Krishna, a forma pessoal e supremamente atrativa de Deus.

O que os ocidentais consideram o mais espantoso acerca da revelação de Deus como Krishna é Krishna ser possuidor de uma forma similar à forma humana. Eles julgam difícil acreditar que se trata de uma concepção avançada de Deus, uma vez que foram ensinados que Deus é um espírito amorfo e destituído de atributos, e, deste modo, tomam Krishna como uma fantasia antropomórfica. Ademais, eles veem que Krishna diverte-Se como um vaqueirinho belo e jovial rodeado por uma comunidade simples e pastoril de parentes e amigos. Onde, então, está o poder e a majestade peculiares a Deus? Onde está o controlador do cosmo, o soberano juiz dos vivos e dos mortos? Como um vaqueirinho simples e encantador pode inspirar o medo que cabe a nós criaturas sentirmos perante Deus?

Certamente a primeira lição em religião é apreciar a grandeza infinita de Deus e compreender que somos apenas Suas criaturas infinitesimalmente pequenas. Infelizmente, essa lição nos pode ser muito difícil de aprender, dado que viemos a este mundo material em rebelião contra Deus. Não queremos permanecer subordinados a Deus. Aqueles que são os mais invejosos de Deus negam-Lhe a existência. Existem outros que reconhecem a grandeza de Deus, muito embora a tendência a serem independentes permaneça em seus corações. Sua carência de completa rendição a Deus é demonstrada por sua fidelidade a uma religião materialmente motivada, e Deus revela-Se àqueles em tal estágio primário de avanço espiritual apenas em Seu poder e majestade. Embora possam saber em teoria que Deus é uma pessoa, Deus mantém Seus atributos pessoais ocultos de tais indivíduos. Ele permanece reservado, inescrutável, inacessível. Deste modo, Deus exige o devido respeito e veneração da parte daqueles que ainda têm a inclinação a desobedecer-Lhe.

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Também é parte da grandeza de Deus o fato de Ele Se permitir relacionamentos mais íntimos e familiares.

Contudo, também é parte da grandeza de Deus o fato de Ele Se permitir relacionamentos mais íntimos e familiares com aqueles devotos que se tornaram completamente puros de coração e que O servem unicamente pela motivação do amor, sem nenhuma expectativa de algo em troca. A eles, Ele revela Sua forma pessoal suprema. Uma vez que essa forma se assemelha à nossa, os ignorantes chamá-la-ão de antropomórfica, mas a verdade é que o nosso corpo humano é teomórfico. Somos feitos à imagem de Deus. Naturalmente, a nossa cópia do corpo de Deus é uma réplica temporária e material, ao passo que o corpo de Deus é espiritual e eterno. Especuladores talvez julguem que um corpo é algo ruim e, deste modo, neguem que Deus possua forma. Todavia, apenas uma forma material que adoece e que se subordina à velhice e à morte deveria ser rejeitada. O corpo eterno e sempre jovial de Krishna não se sujeita a tais condições. Rejeitar a forma de Deus pelo pressuposto de que, se Deus possuísse um corpo, este seria material como o nosso é ser culpado de antropomorfismo.

Krishna é relutante em relação a Se revelar a todos, pois Krishna deixa de lado toda soberania e atributos de dominação, permite que Sua beleza supere completamente Sua majestade e simplesmente Se ocupa em desenvolver passatempos de amor com Seus devotos. A fim de facilitar relacionamentos íntimos, Krishna faz com que Seus devotos Se esqueçam de que o belo, primoroso e encantador objeto de seu amor é Deus. Deste modo, Ele reside em Sua morada eterna, atuando como um simples vaqueirinho e sempre ampliando a infindável bem-aventurança de Seus devotos.

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A fim de facilitar relacionamentos íntimos, Krishna faz com que Seus devotos Se esqueçam de que o belo, primoroso e encantador objeto de seu amor é Deus.

Devotos puros apreciam sobretudo esse aspecto confidencial e todo-atrativo de Deus, mas outros, vendo Krishna em Sua forma humana, reagem de modo diferente. Krishna menciona isso no Bhagavad-gita (9.11): “Os tolos zombam de Mim quando advenho nesta forma humana. Eles desconhecem Minha natureza transcendental e Meu supremo domínio sobre tudo o que existe”. Por inveja, declararão que Krishna é um ser humano comum ou que os seres humanos comuns são Deus.

A despeito deste perigo, Krishna adveio a este planeta cinco mil anos atrás, trazendo conSigo Seus companheiros eternos, e, por algum tempo, exibiu Seus passatempos mais confidenciais e íntimos na localidade conhecida como Gokula Vrindavana. Mais do que qualquer outra coisa, Deus quer que as almas caídas a sofrerem no mundo material voltem a Ele, em virtude do que Ele decidiu mostrar a insuperável doçura das ilimitadamente variadas relações amorosas que Ele e Seus devotos desfrutam interminavelmente em Sua morada suprema. O mundo já conhecia Deus como aquele que tudo pode e tudo sabe; agora o mundo O conheceria como o todo-atrativo.

Devotos eruditos estudaram cuidadosamente esses passatempos de Krishna, tal como estão registrados no Srimad-Bhagavatam e outros textos, e descobriram cinco principais tipos de relações que os devotos têm com Deus. Cada uma de tais relações possui um gosto particular que é saboreado pelo devoto. Em sânscrito, esse gosto se chama rasa. As cinco principais rasas, listadas em ordem de crescente intimidade, são adoração passiva, servidão, amor fraternal, amor parental e amor conjugal.

Na rasa de adoração passiva, ou de neutralidade, o devoto é tão esmagadoramente consciente da grandeza de Deus que tudo do que ele é capaz é adorá-lO passivamente. O devoto não sente ímpeto algum em prestar serviço, porque ele julga que, tamanha a grandeza de Deus, inexiste algo que possa fazer por Ele. A descrição de Dante da visão beatífica como produtora de atordoamento e arrebatadora admiração perante Deus sugere que a neutralidade é a mais elevada concepção do autor acerca de um relacionamento com Deus. Na rasa de servo, também há os sentimentos próprios da subordinação, mas estes não se apresentam extremados o suficiente para impedir que o devoto sirva ativamente o seu Senhor. Na rasa fraternal, o devoto se associa com Krishna em um nível de igualdade, como um amigo da mesma idade e do mesmo sexo. Na rasa parental, por sua vez, Krishna desfruta ter Seu devoto agindo como Seu superior. Krishna Se torna o filho, e Seu devoto O ama e O serve na posição de Sua mãe ou de Seu pai. Por fim, a rasa mais íntima é o amor conjugal, na qual o devoto trata Krishna como esposo ou amante.

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Na rasa parental, Krishna Se torna o filho, e Seu devoto O ama e O serve na posição de Sua mãe ou de Seu pai.

Assim como o corpo de Krishna é o protótipo de nosso corpo material, o mesmo se dá com os relacionamentos transcendentais de Krishna, os quais são os protótipos dos relacionamentos materiais, estes sendo reflexos pervertidos dos relacionamentos originais. Coerentemente, não devemos projetar a qualidade dos relacionamentos materiais nas rasas espirituais. A sublime troca de emoções extáticas nos corpos espirituais que acontece entre Krishna e as vaqueirinhas de Vrindavana não pode ser comparada aos atributos grosseiros do sexo material. Ademais, os relacionamentos com Krishna no mundo espiritual jamais se desgastam ou findam, como acontece com os relacionamentos neste mundo. No mundo espiritual, todas as rasas continuam eternamente.

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Os relacionamentos com Krishna no mundo espiritual jamais se desgastam ou findam.

Aqui no mundo material, encontramos reflexos desses relacionamentos, e, porque temos sempre o interesse em saborear rasas, constantemente entramos em relacionamentos e tentamos perpetuá-los. O problema com o qual nos deparamos, no entanto, é que não encontramos a satisfação pela qual buscamos – inevitavelmente nos desapontamos, pois todas as rasas no mundo material são eclipsadas. Aqui, tudo é mutável, instável e temporário. Estabelecemos relacionamentos com nossos heróis, nossos amigos, nossos filhos e nossos amantes ou cônjuges, e iniciamos com enorme esperança e imensas expectativas. Todos nós nos lembramos – pesarosamente – daquela intoxicante promessa de interminável amor que nossa primeira paixão adolescente nos trouxe. E o que pode se comparar à ilimitada esperança que uma mulher sente quando ela pela primeira vez segura em seus braços seu bebê recém-nascido? Contudo, nenhum desses relacionamentos outorga o que prometem. À medida que envelhecemos, tornamo-nos “maduros” aprendendo como viver com rasas mortas, relacionamentos fracassados, corações partidos. E uma vez que eu descubra que meu herói possui pés de barro, ou que meu melhor amigo traiu minha confiança, ou quando eu vir aquele que um dia foi o homem ou a mulher mais doce de meus sonhos olhando para mim diante de um juiz com o ódio de um assassino ou caso eu me coloque diante da pequena cova de meu filho, ser-me-á difícil, ou mesmo impossível, amar como um dia pensei que poderia.

A nossa propensão a amar naturalmente tende a se expandir sem limites. Neste mundo, porém, ela se encontra com repetidos impedimentos. A frustração de nosso anseio por amar se torna um dos atributos mais trágicos da vida. O ponto crucial do problema é que, embora queiramos amar, inexiste outra situação em que fiquemos tão vulneráveis como quando o fazemos. Tão logo amemos alguém, abrimo-nos para rejeição, traição, separação, perda e toda sorte de angústias e dores decorrentes. A experiência de tais coisas encheu o mundo de pessoas amarguradas e desapontadas, pessoas cínicas e misantrópicas.

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Neste mundo, nossa propensão a amar se encontra com repetidos impedimentos.

Contudo, mesmo antes de termos sofrido as dores do amor frustrado, somos incapazes de amar inteira e incondicionalmente. Existe uma incompatibilidade essencial entre o que somos e o que podemos amar neste mundo, e, em nossos corações, sabemos disso. O nosso desejo de amar sem limites e sem fim é uma clara indicação de que somos por excelência seres espirituais eternos. Ao mesmo tempo, o que quer que possamos amar neste mundo é temporário e material. Consequentemente, não podemos amar sem medo, e, consciente ou inconscientemente, desde o começo vemo-nos forçados a conter o investimento de nosso amor.

Um tema frequente na literatura mundial diz respeito a um herói ou a uma heroína que ama sem medidas e sem restrições, inevitavelmente é submetido ou submetida à mais intensa sorte de sofrimento e, por fim, encontra-se com uma morte trágica ou lamentável. Podemos aceitar estas histórias como contos acauteladores. No entanto, sem dúvidas, não precisamos deles para nos lembrarem da constante frustração de nosso ser. Inexiste um objeto adequado para o nosso amor neste mundo.

Portanto, por infinita compaixão por nós, Krishna revela Seu reino de transcendental e irrestrito amor, no qual Ele está eternamente manifesto como o derradeiro objeto da afeição – o mais perfeito herói, mestre, amigo, filho e amante. Sua beleza é irrivalizável, e Sua personalidade, expressa em trocas amorosas infinitamente variadas, é incessantemente fascinante. Quando nos voltamos a Krishna, nossa propensão amorosa por fim encontra destemor, liberta-se dos confins da matéria e se permite fluir de maneira sempre expansiva e livre de todo obstáculo. Eis por que Krishna está perpetuamente nos convidando a voltar para Ele em Sua morada eterna e desfrutar com Ele para sempre os deleites de um amor interminável.

 

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