Um Ginecologista para o Hospital Bhaktivedanta

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Kalakantha Dasa

Madhavananda Dasa, médico e administrador no novo Bhaktivedanta Hospital, no subúrbio de Bombaim, precisava de ajuda. Ele buscava por médicos para o novo hospital de múltiplas especialidades que fossem tanto altamente competentes quanto dedicados aos princípios espirituais daquele que era homenageado no nome do hospital, Sua Divina Graça A.C. Bhaktivedanta Swami Prabhupada.

Em particular, Madhavananda sabia que o hospital, construído com base nos princípios do Bhagavad-gita, necessitava de um diretor ginecológico que aceitasse a santidade de toda vida, incluindo os nascituros. Semelhante ginecologista seria difícil de ser encontrado na populosa Índia, onde, para controle populacional, o governo havia promovido vigorosamente e por décadas o aborto em faculdades de Medicina.

Madhavananda decidiu começar pelo estabelecimento das credenciais médicas dos candidatos a ginecologistas. Ele convidou o Dr. Mahendra K. Patel, um dos mais destacados ginecologistas da Índia, para ajudá-lo.

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Dr. Mahendra K. Patel

Dr. Patel, nascido e crescido em Bombaim, decidira dedicar-se à ginecologia desde muito novo, quando uma jovem parente em sua vila morreu em decorrência das complicações de um aborto. Por fim, Dr. Patel formou-se como o melhor aluno de sua turma de quatrocentos alunos na faculdade de Medicina, garantindo sua vaga para a especialidade que escolhera.

Durante a graduação do Dr. Patel, o aborto era ilegal na Índia. Ainda assim, muitos médicos no departamento de ginecologia de sua faculdade queriam realizar abortos a fim de ajudarem as mães de grandes famílias pobres que não podiam manter mais filhos. Os médicos também se dedicavam a salvar prostitutas, que por vezes perdiam a vida tentando abortar seus bebês. Mas o chefe do departamento, um católico, recusou-se a permitir os procedimentos. Então, em 1971, ano em que Dr. Patel estava concluindo seu curso, o governo indiano legalizou o aborto. Os jovens médicos estavam livres para oferecer o procedimento até o quinto mês de gestação.

Especialista em Aborto

Abortos realizados até o terceiro mês de gestação são de execução relativamente simples. Contudo, após o terceiro mês, os procedimentos necessários aumentam os perigos para a mãe. O jovem e eficaz Dr. Patel tornou-se especialista em abortos tardios. Sua pesquisa resultou em métodos aprimorados e mais seguros para abortos tardios, métodos estes ainda utilizados na Índia e países vizinhos. Em reconhecimento pelo seu trabalho, Dr. Patel terminou eleito secretário geral da Federação de Sociedades Obstétricas e Ginecológicas da Índia (FOGSI). Com 130 instituições e mais de 16.000 médicos participantes, a FOGSI é a maior de tais organizações da Índia. Durante sua carreira de vinte e cinco anos, Dr. Patel realizou trinta mil abortos e guiou outros na feitura de outros milhões.

Quando Madhavananda solicitou ao Dr. Patel que chefiasse o comitê para selecionar os candidatos, Dr. Patel aceitou. Além de seu conhecimento médico altamente desenvolvido, Dr. Patel estivera estudando o Bhagavad-gita com seguidores de Srila Prabhupada. Ele, portanto, também estava familiarizado com os princípios espirituais do novo hospital.

Vinte e sete médicos se candidataram ao cargo. Conforme as entrevistas aconteciam, todos os candidatos mostraram-se chocados ao serem informados de que o novo hospital não permitiria abortos. Madhavananda e outros integrantes do corpo médico paciente e francamente explicaram a visão consciente de Krishna de que a vida vem de Deus unicamente e que tirá-la inapropriadamente é pecaminoso. Eles disseram que a solução para a pobreza e doenças repousa na educação espiritual, não no aborto, um procedimento repleto de mau karma para todos os envolvidos.

Uma Mudança de Coração

Dr. Patel impressionou-se profundamente ao ver a firme insistência de Madhavananda sobre princípios frequentemente negligenciados mesmo em hospitais católicos. Após apresentar uma pequena lista de candidatos recomendados, Dr. Patel decidiu abordar Madhavananda com uma proposta diferente.

“Por que você não me convida?”, disse o Dr. Patel. “Se você me convidar, aceitarei o cargo”.

Madhavananda e sua equipe ficaram atônitos. O cargo pagava menos e era muitíssimo menos prestigioso do que sua atual posição. Dr. Patel, todavia, garantiu-lhes que ele era sincero e se adequaria à política do hospital contra aborto e contraceptivos em sua prática tanto dentro quanto fora do hospital. Madhavananda, com muita gratidão, aceitou-o no cargo.

Agora, afastado de sua posição no FOGSI, Dr. Patel dirige o departamento de ginecologia do Bhaktivedanta Hospital desde 1997.

“Neste estágio de minha carreira, é-me naturalmente difícil assumir isso”, diz Dr. Patel, talvez o praticante de abortos mais conhecido de toda a Índia, “mas eu não posso mais tolerar a destruição dos nascituros. Através do Srimad-Bhagavatam de Srila Prabhupada, vim compreender que a alma eterna entra no ventre de modo nascer segundo seu karma passado. Embora temporária e repleta de sofrimentos como as outras espécies, a vida humana é a única que confere à alma a chance de compreender Deus. Quem aborta esse precioso nascimento compartilha de um enorme pecado com aqueles que levam à feitura do aborto”.

“Considerando o meu passado”, continua, “sou muito afortunado em poder servir no Bhaktivedanta Hospital. Quero dedicar o restante de minha vida a promover os ensinamentos do Bhagavad-gita e a descreditar a noção materialista de que o aborto não é pecaminoso”.

No exercício de sua causa, Dr. Patel aconselha mais de cem mulheres por ano que buscam o Bhaktivedanta Hospital para abortarem a reconsiderarem sua opinião. Muitas decidiram ficar com seus bebês, cinco dos quais nasceram pelas mãos do Dr. Patel. “Cinco lindas crianças”, ele declara com um sorriso.

Campanha Anti-Aborto

Dr. Patel desenvolveu uma apresentação anti-aborto que ele leva a instituições educacionais e organizações de serviços, tais como Rotary Club, Lions Club e Giants International. Em virtude de seu renome nacional e formação, as audiências consideram a apresentação do Dr. Patel bastante convincentes. “Não conseguimos aceitar todos os convites”, ele diz modestamente.

Recentemente, Dr. Patel recebeu esta carta de Dr. K. C. Aneja, um dos principais cardiologistas da Índia e presidente da Bharat Vikas Parishad, uma organização com quinhentas instituições. “É encorajador que o hospital tenha iniciado uma campanha anti-aborto. Dr. Patel nos convenceu de que a vida é uma dádiva do Senhor. Em nome dos membros e de minha pessoa, agradecemos e desejamos sucesso nesse projeto motivacional. Disponibilizamos nossa completa cooperação”. Dr. Aneja e outros encorajaram Dr. Patel a ampliar sua campanha de forma a abranger todo o país.

Na Índia, mais de 35.000 abortos são realizados todos os dias, o suficiente para substituir a população da Austrália a cada dois anos. A maioria das religiões é contra o aborto, mas, ainda assim, isso prossegue amplamente na Índia e pelo mundo todo. Por quê? Dr. Patel explica:

“As pessoas temem superpopulação”, ele diz, “mas se Deus dá o nascimento, Ele tem a provisão. Além disso, se o fardo populacional justifica matar os filhos, por que não matar os idosos, filhos com retardo mental ou aqueles que sofrem de doenças crônicas? Srila Prabhupada diz que a Terra pode suportar muito mais pessoas do que existem agora. O verdadeiro problema é a distribuição desigual de terra e alimento. Os líderes devem se voltar a esse problema em vez de induzirem as pessoas a matarem seus próprios filhos”.

E em caso de estupro?

“A gravidez decorrente de estupro é algo terrivelmente trágico”, diz Dr. Patel, “mas sacrificar uma vida para se poupar de vergonha é algo justificável? O que é mais importante? Além disso, a demanda por adoção é alta, mesmo na Índia. Em média, vinte por cento dos casais são inférteis, incluindo cinco por cento que não respondem à ajuda médica. Esses cinco por cento correspondem a milhões de casais sem filhos que alegremente adotariam filhos”.

“Aborto é evidentemente artificial. O conceito de aborto medicamente assistido existe há apenas cem anos, produto de sexo irrestrito em um tempo promíscuo. Matar um bebê no ventre é assassinato. Para demonstrar esse ponto, nossa apresentação inclui uma chocante apresentação gráfica de um aborto tardio”.

“A alma eterna entra e dá vida ao corpo no momento da concepção, não na idade de três meses”, Dr. Patel conclui. “Como a ciência médica não pode duplicar a vida no corpo, a ciência médica não tem o direito de tirá-la”.

“A partir dos livros de Srila Prabhupada, aprendi que todo filho é uma dádiva de Deus. A vida tem que ser respeitada”, ele diz. “E eu aprendi da maneira dura que aborto é matar e é algo que leva a desastre e infelicidade. Os abortos têm que parar”.

Planos

Nos meses vindouros, Dr. Patel continuará a dar palestras e a conduzir seminários em organizações femininas e fóruns da juventude. Ele inscreveu muitos médicos, enfermeiros, estudantes de medicina e assistentes sociais como voluntários em um programa de treinamento de conselheiros. Eles difundirão a mensagem anti-aborto pelos arredores de Bombaim.

Dr. Patel e seus ajudantes estão prestes a lançar uma campanha pelos meios de comunicação que incluirá banners nas ruas da cidade e cartazes coloridos nos abarrotados compartimentos e plataformas de embarque femininos dos trens do subúrbio de Bombaim. Também por vir, estão artigos nos jornais e revistas nacionais, debates na televisão e no rádio, e um vídeo explicando os detalhes e os efeitos nocivos do aborto.

Dr. Patel diz enquanto nos preparamos para partir: “Temos que difundir amplamente essa mensagem, de modo que chegue a toda a Índia. Trata-se de um trabalho descomunal, e preciso das bênçãos e da ajuda de todos os vaishnavas em todo lugar”.

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