“Museu de Arte Espiritual” Abre em Florença

01 01

Anuttama Dasa 

2 de setembro de 2013 – A poucos quilômetros da famosa cidade de Florença, na Ítalia, lar do Renascimento Italiano e de alguns dos maiores tesouros da arte, encontram-se os oitenta hectares da Villa Vrindavana, uma das propriedades mais renomadas da ISKCON.

A propriedade histórica com sua estrutura medieval de quatro andares, teto de suporte de madeira, morros ondulados, vistas panorâmicas, oliveiras e um ensolarado céu toscano traz um ambiente natural que conduz uma pessoa refletida a contemplar a beleza deste mundo, bem como a fonte dessa beleza.

01 02

Uma bela obra da coleção do museu da Villa Vrindavana: O avô Bhisma mantém-se de pé em postura de coragem no campo de batalha enquanto as flechas de Arjuna transpassam seu corpo.

Assim, a abertura do Museu de Arte Espiritual no dia 14 de julho de 2013 na Villa Vrindavana, no local mais apropriado possível, foi uma ocasião jubilosa, sobretudo para aqueles que trabalharam fortemente por essa expansão nas atrações da Villa.

“Villa Vrindavana se encontra em um dos lugares mais belos da Europa e é próximo ao lar de algumas das mais famosas obras de arte”, disse Parabhakti Dasa, presidente da Villa Vrindavana. “Este novo museu é um rebento natural deste cenário dinâmico”.

01 03

Uma vista panorâmica da Villa Vrindavana.

A primeira fase do museu da Villa Vrindavana recém-aberto preenche cinco grandes salões com vinte pinturas de tamanho grande baseadas na literatura clássica da Índia Mahabharata. As pinturas revelam em cores vibrantes o drama, a emoção, a intriga e os propósitos divino do Mahabharata e de sua batalha épica entre as forças do bem e do mal.

Jnananjana Dasa, pintor da maioria das peças em exposição, comentou: “Trabalhei por cinco anos para completar essas pinturas. A ideia original era criar um museu itinerante para cruzar a Europa e introduzir o Mahabharata às pessoas, bem como os ensinamentos do Bhagavad-gita”.

Contudo, foi um encontro dois anos atrás com Mahaprabhu Dasa, da Bélgica, fundador do primeiro Museu de Arte Espiritual, localizado no templo de Radhadesh, também da ISKCON, fora de Bruxelas, que consolidou a ideia de usar as obras de Jnananjana para criar um museu na Villa

01 04

Jnananjana Dasa, à esquerda, e Pandu Dasa na entrada do novo museu na Villa Vrindavana.

“Embora a ideia de um museu viesse sendo discutida por anos, quando eu e meu amigo Pandu Dasa – que havia financiado a maioria das pinturas – falamos com Mahaprabhu, concluímos que a Villa Vrindavana era o cenário perfeito para as obras do Mahabharata”, disse Jnananjana.

Então, dois meses antes da abertura foi decisivamente resolvido que o museu seria estruturado nos salões do formal casarão à entrada da vila. Cada um desses salões continha mármores de centenas de anos, piso de tijolos e tetos altos e abobadados. Contudo, os salões em si exigiam reparos antes de poderem ser utilizados, em virtude do que foram feitos planos para primeiramente restaurá-los.

Jnananjana, que além de grande artista tem trinta anos de experiência restaurando afrescos e outras formas de arte em antigos castelos ao longo da Europa, superintendeu a restauração da construção também. Nesse empenho, foi assistido por seu filho, Gopala Dasa, que também é artista.

Quando a equipe de restauração começou a remover camadas de tinta branca do teto do futuro museu, tiveram a alegria de descobrir elaboradas pinturas de séculos atrás. Ao encontrarem esse tesouro inesperado, decidiu-se recriar uma aparência diferente com os tetos em cada salão.

Assim, dois dos tetos foram restaurados de modo a se manter a arte original; um teto, que havia se deteriorado mais, foi inteiramente repintado no espírito da arte original, e dois salões, talvez os mais bonitos, tiveram a arte exposta porém sem restauração, o resultado sendo a revelação da belíssima arte no teto descolorida apesar de ainda visível.

01 05

Uma pintura de teto histórica em um dos salões do museu revelada durante restauração.

Os quadros em si são fascinantemente belos. Variando de tamanho entre 1,50m x 1,80m e quase 2,50m x 4,20m, as obras incluem impressionantes interpretações da invocação do deus do Sol por parte da princesa Kunti; os cinco Pandavas se reunindo a fim de planejarem o próximo dia de batalha com Abhimanyu, prestes a ser morto; Arjuna e Krishna em batalha; Krishna mostrando Sua forma universal; Bhisma sendo subjugado pelas flechas de Arjuna, e o doloroso encontro de Karna com Kunti, sua mãe, antes da batalha, e muito mais.

A grande e impressionante retratação da forma universal, como muitos dos quadros de Jnananjana, faz uso de cores dramáticas e um contraste entre movimento e serenidade. Em primeiro plano, vemos um pacífico Senhor Krishna deixando o salão de reuniões dos Kauravas, enquanto a forma universal em si espalha-se por toda parte em torno dEle, com suas imagens esmagadoras de criação, devastação, tempo, desejo, morte, renascimento e ilusão.

01 06

Jnananjana Dasa ao lado de sua retratação do Senhor Krishna revelando Sua forma universal no salão de assembleia Kaurava, antes de ser emoldurado.

“Arte é outra forma de linguagem”, diz Jnananjana. “Sou grato por poder comunicar a filosofia e a cultura da consciência de Krishna através deste meio de cores e formas para evocar uma resposta emocional daqueles que veem minhas pinturas”.

Ampliações no museu já foram planejadas. Incluirá salões adicionais nos andares superiores, que centrarão nos temas do épico Ramayana, histórias da krishna-lila do Bhagavata Purana, e histórias de Sri Chaitanya do Chaitanya-charitamrita.

01 07

Princesa Kunti diante da luz do deus do Sol.

“Srila Prabhupada disse que essas pinturas são janelas para o mundo espiritual, e que, quando as pessoas as veem, elas devem pensar: ‘Quero estar lá’”, diz Jnananjana.

01 08

Os Pandavas, com Yudhistira (direita) e Abhimanyu (segundo à esquerda),
planejam em sua tenda o próximo dia de batalha.

Para essa meta, o Museu de Arte Espiritual é uma contribuição única. Destina-se a ter um grande impacto sobre todos aqueles que sejam afortunados o bastante para visitar e admirar suas magníficas expressões do melhor tanto da cultura italiana quanto da cultura vaishnava.

.
Se gostou deste material, também gostará destes:
A Opulência do Absoluto, Ramayana: A História do Rei Rama.

. 

Se gostou deste material, também gostará destes produtos:

01 10 01 09

3 Respostas

  1. Ana Beatriz Marques Silva

    Simplesmente sábio.

    3 de setembro de 2013 às 11:27 AM

  2. Maravilhoso! Tenho que ir um dia! Hare!

    3 de setembro de 2013 às 12:24 PM

  3. flaviabraga

    Boa tarde, esses quadros que foram pintados para o templo, vocês também terão a venda em pôster, fotos?

    3 de setembro de 2013 às 1:27 PM

Comente

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s