Dez Versos sobre o Temporário

22 I (pérolas - Renúncia e Celibato) o Temporário (580) (sankirtana) (bg) (ta)

Uma seleção de versos da sabedoria védica sobre a irrealidade de tudo aquilo que tem princípio e fim e sobre como alcançar a realidade, a existência eterna.

ahany ahani bhutani
gacchantiha yamalayam
se
sah sthavaram icchanti
kim
ascaryam atah param

“Dia após dia, invariavelmente, entidades vivas rumam para a morada da morte. Todos os que ficam, no entanto, querem ficar para sempre. O que poderia ser mais inacreditável?”. (Mahabharata, Vana-parva 313.116)

ye hi samsparsa-ja bhoga
duhkha-yonaya eva te
ady-antavanta
h kaunteya
na te
su ramate budhah

“Uma pessoa inteligente não participa das fontes de misérias, que se devem ao contato com os sentidos materiais. Ó filho de Kunti, tais prazeres têm um início e um término, daí os sábios não se deleitarem com eles”. (Bhagavad-gita 5.22)

kiyat priyam te vyabhajan
kama ye kama-da nara
h
ady-antavanto bharyaya
deva va kala-vidruta
h

“Os homens propiciam gozo dos sentidos às mulheres, mas todos esses homens, e inclusive os semideuses no paraíso, têm um começo e um fim. Eles são todos criações temporárias que serão tragadas pelo tempo. Portanto, quanto prazer ou felicidade real algum deles poderia de fato dar às suas esposas?”. (Srimad-Bhagavatam 11.8.36)

22 I (pérolas - Renúncia e Celibato) o Temporário (580) (sankirtana) (bg) (ta)1

Quanto prazer ou felicidade real um homem poderia dar à sua esposa? 

yat samanya-visesabhyam
upalabhyeta sa bhrama
h
anyonyapasrayat sarvam
ady-antavad avastu yat 

“Qualquer coisa experimentada em termos de causa geral e efeito específico certamente é uma ilusão, pois semelhantes causas e efeitos existem apenas em relação uns aos outros. Com efeito, qualquer coisa que tenha um começo e um fim é irreal”. (Srimad-Bhagavatam 12.4.28)

pratyaksenanumanena
nigamen
atma-samvida
ady-antavad asaj jnatva
ni
hsango vicared iha 

“Por percepção direta, dedução lógica, testemunho escritural e vivência pessoal, a pessoa deve compreender que este mundo tem um começo e um fim, motivo pelo qual não é a realidade última. Assim, deve-se viver neste mundo sem apego”. (Srimad-Bhagavatam 11.28.9)

sva-svamya-bhavo dhruva iya yatra
tarhy ucyate
 ’sau vidhiktya-yogah

“Hoje, tu és rei e eu sou criado, mas, amanhã, a posição pode se alterar – você talvez seja meu criado, e eu, teu senhor. Tudo isso são circunstâncias temporárias criadas pela Providência”. (Srimad-Bhagavatam 5.10.11)

22 I (pérolas - Renúncia e Celibato) o Temporário (580) (sankirtana) (bg) (ta)2

Porque este mundo tem um começo e um fim, deve-se viver nele sem apego.

asraddhaya hutam dattam
tapas tapta
m krtam ca yat
asad ity ucyate partha
na ca tat pretya no iha

“Tudo aquilo que é feito como sacrifício, caridade ou penitência sem fé no Supremo é impermanente. Chama-se ‘asat’ e é inútil tanto nesta vida quanto na próxima”. (Bhagavad-gita 17.28)

deha ady-antavan esa
dravya-pra
a-guatmakah
atmany avidyaya k
ptah
sa
msarayati dehinam

“O corpo material, que tem princípio e término, é composto dos elementos materiais, dos sentidos e dos modos da natureza. O corpo, imposto sobre o eu em decorrência da ignorância material, força o indivíduo a experienciar o ciclo de nascimentos e mortes”. (Srimad-Bhagavatam 10.54.45)

vayur anilam amrtam
atheda
m bhasmantam sariram
o
m krato smara krtam smara
krato smara k
rtam smara

“Que este corpo temporário seja reduzido a cinzas, e que o ar vital se funda na totalidade do ar. Agora, ó meu Senhor, por favor, recorda-Te de todos os meus sacrifícios e, porque és o beneficiário último, por favor, recorda-Te de tudo o que fiz para Ti”. (Ishopanishad, mantra 7)

22 I (pérolas - Renúncia e Celibato) o Temporário (580) (sankirtana) (bg) (ta)3

Aqueles que alcançam a morada de Krishna jamais renascem.

mam upetya punar janma
du
hkhalayam asasvatam
napnuvanti mahatmana
h
samsiddhim paramam gatah

“Após alcançarem-Me [o Senhor Supremo], as grandes almas, que são yogis em devoção, jamais retornam a este mundo temporário, o qual é cheio de misérias, pois atingiram a perfeição mais elevada”. (Bhagavad-gita 8.15)

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2 Respostas

  1. Luis

    Lindo, lindo, lindo…Belas e maravilhosas frases 🙂

    23 de maio de 2015 às 8:49 PM

  2. Maravilhoso! Quanta verdade inserida nos ensinamentos védicos!

    27 de maio de 2015 às 9:19 PM

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